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8 de janeiro precisa de contexto – 05/01/2025 – Camila Rocha
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2 anos atrásem
Na próxima quarta, os ataques de 8 de janeiro completam dois anos. No entanto, ainda que a invasão à praça dos Três Poderes tenha se tornado simbólica da tentativa de golpe promovida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, suas imagens isoladas não são capazes de evocar a gravidade do ocorrido para parte expressiva da população.
Para muitos, as fotos e vídeos de milhares de pessoas comuns vestidas com as cores nacionais invadindo a praça dos Três Poderes e quebrando vidros de prédios indicam um ato de vandalismo reprovável, porém sem conexão com uma tentativa de golpe.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha em março de 2024, ainda que 55% dos brasileiros afirmassem que Bolsonaro tentou promover um golpe para se manter no poder, 65% compreendiam o 8 de janeiro apenas como um ato de vandalismo. Mesmo entre eleitores de Lula e petistas essa interpretação do 8 de janeiro como mero vandalismo é majoritária.
No dia 27 de novembro de 2024, ecoando tal compreensão, o jornalista Mario Sabino afirmou que a ligação do 8 de janeiro com o plano golpista seria “inconvincente”. Afinal, em meados de dezembro, já teria ficado claro que, sem o apoio do Alto Comando das Forças Armadas, caso o golpe não fosse efetuado em pouco tempo, as manifestações a seu favor iriam perder força ou se radicalizar, fazendo com que os militares de Operações Especiais, conhecidos como “kids pretos”, ligados aos altos escalões do governo Bolsonaro, perdessem seu controle.
De fato, a segunda opção, a radicalização, se concretizou. Segundo Mario Sabino, “os kids pretos até tentaram instrumentalizar as pessoas que acampavam na frente dos quartéis, mas não tinham controle nenhum sobre elas”. E conclui que “a invasão na praça dos Três Poderes foi um movimento espontâneo de gente desapontada e com falta de parafuso na cabeça, não uma ação coordenada pelos kids pretos”.
No entanto, se de um lado realmente houve gente desapontada atuando de forma autônoma, como afirma Sabino, de outro, está comprovado o envolvimento coordenado de “kids pretos” nos atos. De acordo com a relatora da CPMI do 8 janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), os “kids pretos” recrutaram pessoas comuns radicalizadas “ante o cenário de uma ‘guerra irregular’ ou ‘movimento irregular’, e que serviram como indutores de ações violentas com a finalidade de desestabilizar as instituições de Estado e forçar uma intervenção militar”.
Ou seja, mesmo após o fracasso em convencer o Alto Comando a aderir ao golpe, os golpistas continuaram a promover várias tentativas de gerar caos no país com o objetivo de forçar uma intervenção militar. Seja planejando o assassinato de autoridades ou com atos terroristas ou fomento de insurgência popular.
Todas as tentativas de subversão golpista foram planejadas e executadas total ou parcialmente por “kids pretos” com conhecimento e apoio de membros do alto escalão do governo Bolsonaro, inclusive do ex-presidente. O fato de nenhuma delas ter prosperado não significa que não representaram um enorme risco para a democracia brasileira.
Assim, é fundamental fornecer o contexto em que o 8 de janeiro ocorreu, do contrário, sua memória irá permanecer sem o impacto necessário.
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Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.
As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.
“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”
O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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