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Herança de Hitler: 82 anos depois, resort de férias idealizado por Hitler vai abrir as portas

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Um gigantesco resort de férias idealizado por Adolf Hitler vai, finalmente, abrir as portas para turistas, depois de anos de abandono e de reconstrução. Mas não sem alguma polêmica.

Com 4,5 quilômetros de comprimento, o complexo de vários blocos de seis andares, situados ao longo da praia à beira do Mar Báltico, na ilha alemã de Rugel, é o sexto edifício mais comprimido do mundo.

O projeto nasceu no final da década de 1930, idealizado por Hitler no âmbito do programa “Força Através da Alegria”, que visava manter os soldados alemães preparados para a guerra e os trabalhadores revitalizados para produzirem mais nos seus empregos.

Com capacidade para receber 20 mil pessoas em 8 mil quartos, o objetivo do projeto inicial era acolher alemães a preços acessíveis para alimentar o ideal nazista. Mas o complexo nunca acolheu qualquer hóspede.

As primeiras obras decorreram entre 1936 e 1939, mas foram travadas pelo início da Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, o local ainda serviu de refúgio para quem fugiu dos bombardeios em cidades alemãs.

Mas, finalmente, 82 anos depois das primeiras obras, o complexo turístico vai abrir as portas, depois de ter sido transformado no luxuoso resort Prora.

Nesta semana, as autoridades locais atribuíram ao local o estatuto de resort, dando assim a oportunidade de cobrança de taxas de impostos de férias de 2,85 euros por dia, informa o jornal The Times.

Depois de umas oito décadas desde o início da construção, em 2013, a empresa alemã Metropole Marketing comprou a propriedade, transformando as estruturas de cimento em centenas de apartamentos luxuosos disponíveis para aluguel e compra, e construindo também um hotel, albergues para jovens e um spa, bem como lojas caras e restaurantes modernos.

Mas a inauguração não passa sem polêmica, com preocupações quanto à possibilidade de o resort poder servir como “boa publicidade” para o movimento nazista, apurou o jornal Daily Star. Teme-se ainda que o campo de férias sonhado por Hitler possa contribuir para o crescimento da extrema-direita na Alemanha.

Ciberia // Sputnik / ZAP

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AMAZÔNIA

Tartaruga gigante de até 2,4 metros existia no Acre até norte da Venezuela há 10 milhões de anos

Folha de São Paulo, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Tartaruga gigante de até 2,4 metros nadava na Amazônia há 10 milhões de anos.

Dados sobre fósseis recém-descobertos do bicho foram publicados na revista Science Advances.

Uma das maiores tartarugas de todos os tempos, um monstro que pesava mais de uma tonelada, nadava pelos rios da Amazônia há cerca de 10 milhões de anos. Fósseis recém-descobertos do bicho indicam que sua carapaça podia chegar a 2,4 m de comprimento, superando qualquer outra tartaruga do passado ou do presente.

Segundo os autores de um novo estudo, a Stupendemys geographicus tinha uma distribuição geográfica ampla, num grande arco que ia do estado do Acre ao norte da Venezuela, passando pelo Peru e pela Colômbia. A equipe liderada por Edwin Cadena, da Universidad del Rosario, de Bogotá, acaba de publicar os dados sobre o supercasco da espécie e sobre outros fósseis escavados recentemente na revista especializada Science Advances. Também participa do estudo Orangel Aguilera-Socorro, da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói (RJ).

Animais do gênero Stupendemys já são conhecidos desde os anos 1970, tendo adquirido fama pelo tamanho portentoso (ou estupendo, como diz o nome científico). Mas havia certa bagunça quanto à diversidade de espécies associadas a ele na América do Sul durante a época geológica do Mioceno, quando os bichos viveram. Em parte, isso se deve ao fato de que algumas das espécies foram descritas com base nas carapaças, outras a partir de crânios e outras pela análise do esqueleto pós-craniano (grosso modo, do pescoço para baixo).  

Pequenas diferenças entre os indivíduos podem ser atribuídas ao dimorfismo sexual, ou seja, a variações de aspecto característico entre machos e fêmeas. A carapaça dos rapazes era, ao que tudo indica, adornada por dois pequenos chifres de cada lado do pescoço, os quais podem ter servido para combates entre rivais do sexo masculino, enquanto a das fêmeas não tinha esses chifres.

“Tudo o que sai do Mioceno da Amazônia é monstruosamente gigante”, lembra o paleontólogo Tito Aureliano, da Unicamp. Além da tartaruga – ou cágado, termo mais usado popularmente para as formas de água doce —, a região, nessa época geológica, também abrigava o superjacaré Purusaurus (com mais de 12 m) e um parente extinto das capivaras que podia chegar aos 700 kg.

Não é difícil entender o porquê. A configuração dos rios sul-americanos era bem diferente no Mioceno, levando a conexões mais diretas entre as águas do atual Brasil e as dos países a norte e a oeste, e à formação de um superpantanal, o chamado sistema Pebas, que ia do Amazonas e do Peru à Venezuela.

Era um habitat riquíssimo em recursos e altamente conectado, o que permitiria o aumento de tamanho dos bichos, graças à comida abundante, e trânsito fácil por toda a região. Sabe-se, aliás, que a S. geographicus interagiu de modo não muito amistoso com outros gigantes de seu tempo, porque marcas de dentes de jacaré foram encontradas em algumas de suas carapaças.

Os autores do novo estudo, com base na análise da mandíbula da espécie, propõem que o supercágado tinha uma dieta variada. Ele seria capaz de triturar conchas duras de moluscos – fonte alimentar abundante no pantanal primevo – e de comer peixes e outros vertebrados. Por outro lado, seu parente mais próximo vivo hoje, a tartaruga conhecida como cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus), costuma se alimentar também de frutos de palmeiras amazônicas. Por isso, os paleontólogos especulam que, com sua bocarra, ela seria capaz de engolir até os maiores frutos dessas palmeiras.

Por Reinaldo José Lopes. FSP. 

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MEIO AMBIENTE

VÍDEO: Medusa gigante é vista em Florianópolis após 150 anos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Animal da espécie Drymonema gorgo foi visto na Ilha do Campeche na última sexta-feira (14); espécie é considerada a maior da costa brasileira.

Uma medusa gigante surpreendeu os frequentadores da Ilha do Campeche, em Florianópolis, na última sexta-feira (14). Em um vídeo registrado por banhistas, o animal marinho aparece flutuando próximo à costa.

O aparecimento do animal  da espécie Drymonema gorgo não era registrado em Florianópolis há 150 anos. A última aparição registrada foi feita em 1861 pelo naturalista alemão Fritz Müller.

“Ele relatou o aparecimento do animal próximo às praias do Norte de Desterro, onde hoje é o Centro de Florianópolis”, afirma o professor Alberto Lindner.
Lindner, que é  responsável pelo laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), afirma que a espécie é rara.
“São poucos os registros e estudos sobre este animal. Sabemos que ele é encontrado na Argentina e na Costa brasileira até a altura do Rio de Janeiro”, comenta.
Medindo cerca de um metro de diâmetro, o animal é o maior da Costa Brasileira. Uma água-viva da espécie Olindias sambaquiensis, muito comum no Brasil, pode chegar no máximo a 12 centímetros.
Segundo o professor, o contato com o animal pode provocar queimaduras. “Não há registros sobre a letalidade das queimaduras desta medusa. Uma das banhistas que estava na Ilha do Campeche foi tentar afastar o animal e se queimou. Ela relatou apenas uma queimadura leve. Mesmo assim deve-se evitar o contato com ela”, comenta.
Ainda no vídeo, Lindner destaca que a medusa parece se alimentar de outras duas águas vivas. O hábito é comum há espécie que tem semelhantes no Caribe e no Mediterrâneo.
Lindner orienta que caso se localize uma medusa gigante ou demais animais da espécie deve-se contactar o Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC. O contato pode ser feito pelo e-mail biodiversidade@contato.ufsc.br. Por NDMAIS

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