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A Alemanha ainda é capaz de agir na política externa? – DW – 08/11/2024
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A coligação tripartida alemã de centro-esquerda Sociais Democratas (SPD), Verdes e neoliberal Democratas Livres (FDP) desmoronou no mesmo dia em que Donald Trump foi declarado vencedor do Eleição presidencial dos EUA. Foi um dia de incerteza internacional sobre as relações internacionais.
O momento não foi coincidência. Chanceler alemão Olaf Scholz(SPD) demitiu Ministro das Finanças Christian Lindner (FDP) sobre posições inconciliáveis em questões orçamentais e económicas. A disputa teve uma importante dimensão de política externa que está diretamente ligada às eleições presidenciais dos EUA: Scholz quer contrair mais dívidas para apoiar Ucrânia na sua luta contra a invasão russa – porque espera que Trump, como próximo presidente dos EUA, reduza significativamente ou pare completamente a ajuda dos EUA à Ucrânia. Scholz quer declarar emergência na Alemanha, o que lhe permitiria libertar os chamados “freio da dívida”, consagrado na constituição alemã. O ex-ministro das Finanças Lindner não concordou com o plano de Scholz.
Retorno de Trump e crise política alemã ameaçam ajuda à Ucrânia
Amplo consenso sobre política externa
Vice-chanceler da Alemanha Roberto Habeck e Ministro das Relações Exteriores Annalena Baerbock — ambos membros do Partido Verde — lamentaram o colapso da coligação num momento tão delicado da política internacional. “Os investimentos na Ucrânia, os milhares de milhões adicionais que teriam sido necessários, também teriam sido investimentos na nossa própria segurança”, disse Baerbock.
O chanceler Scholz continuará a governar num governo minoritário e disse que pretende convocar um voto de confiança no Bundestag em Janeiro, o que tornaria obrigatórias eleições antecipadas até Março, o mais tardar. A Alemanha teria assim de esperar cerca de seis meses até ter um novo governo capaz de agir.
A principal oposição, o bloco de centro-direita União Democrata Cristã e União Social Cristã (CDU/CSU) dizem que é demasiado longo. O seu porta-voz de política externa, Johann Wadephul, enviou a seguinte declaração à DW: “Pedimos ao Chanceler que convoque um voto de confiança no Bundestag na próxima semana e, assim, realize novas eleições. É a sua última oportunidade de mostrar responsabilidade pela Alemanha”. . Não podemos nos dar ao luxo de ser incapazes de agir.”
A CDU, que espera vencer as próximas eleições gerais na Alemanha, sinalizou vontade de cooperar. “A Alemanha precisa de ter um governo estável, o mais rapidamente possível. Portanto, só estaremos prontos para o centro-esquerda discutir a cooperação parcial no parlamento, quando Scholz tiver aprovado um voto de confiança”, explicou Wadephul.
Até que sejam realizadas novas eleições na Alemanha, o Chanceler Scholz terá de reunir maiorias parlamentares caso a caso – também em questões de política externa, como um maior apoio à Ucrânia.
“Deveria ser possível, com a ajuda desses votos, enviar um sinal e aumentar a ajuda alemã à Ucrânia”, segundo Henning Hoff, do Conselho Alemão de Relações Exteriores.
Hoff disse à DW que não vê grandes diferenças entre o SPD, os Verdes e a CDU/CSU em outras questões internacionais importantes, como o conflito no Médio Oriente. “Isso mostra o grande consenso que temos na Alemanha sobre questões de política externa. É também um factor estabilizador neste momento de crise”, acrescentou Hoff.
Líderes europeus avaliam impacto da presidência de Trump
Crises simultâneas
A situação internacional parece mais turbulenta do que há muito tempo: nos EUA, um Trump imprevisível foi eleito, mas só tomará posse no dia 20 de janeiro. Na Alemanha, a terceira maior economia do mundo e um dos países mais importantes da UE, o governo acaba de desmoronar. Em França, o parceiro mais próximo da Alemanha, o Presidente Emmanuel Macron foi gravemente enfraquecido a nível interno e o país está extremamente polarizado. Tudo isto acontece tendo como pano de fundo a guerra na Ucrânia, o conflito no Médio Oriente e A agressão da China no Mar da China Meridional.
“A situação é muito grave”, alerta Henning Hoff. “Por outro lado, esta é agora uma janela de oportunidade para os europeus agirem, tomarem medidas concretas para se posicionarem face à administração Trump. Isso incluiria enviar um sinal claro de que a Europa não está apenas preparada para fazer mais para a Ucrânia, mas também para a sua própria defesa.”
A dissolução do governo de coligação da Alemanha suscitou preocupação a nível da UE: “A Europa não é forte sem uma Alemanha forte”, disse a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, antes da reunião desta semana. Cimeira da UE. O primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, alertou que sem uma Alemanha forte, a UE não seria capaz de tomar decisões importantes.
OTAN O secretário-geral Mark Rutte, por outro lado, não se incomoda: disse estar convencido de que a Alemanha continuará a cumprir as suas obrigações em matéria de defesa e política externa.
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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