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A ascensão de Musk é sintomática dos nossos tempos capitalistas neo-feudais | Opiniões
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Até recentemente, eram os regimes capitalistas autoritários, como os da Rússia e da China, que eram caracterizados como plutocráticos: o governo de Putin, conhecido por ser dominado por oligarcas poderosos como Yuri Kovalchuk, Gennady Timchenko e os irmãos Rotenberg; e o Partido Comunista da China, que nas últimas décadas permitiu o florescimento dos agora famosos 1.000 bilionários do país, incluindo nomes como Zhong Shanshan e Ma Huateng.
Mas hoje são os Estados democráticos liberais que assumem cada vez mais esta característica plutocrática. A próxima administração de Donald Trump nos Estados Unidos é o exemplo mais recente – o seu “clube de rapazes bilionários” está repleto de Elon Musk, Howard Lutnick e Vivek Ramaswamy, entre vários outros. Ramaswamy e o centibilionário (com um património líquido de 100 mil milhões de dólares ou mais) Musk serão nomeados chefes de um novo “Departamento de Eficiência Governamental” que visa cortar cerca de 2 biliões de dólares em “desperdícios governamentais” e reduzir o “excesso” de regulamentação estatal.
Movimentos semelhantes também têm ocorrido sob o governo de Narendra Modi na Índia, que se juntou a um punhado de magnatas como Mukesh Ambani, Gautam Adani e Sajjan Jindal, com o objectivo de promover políticas “favoráveis aos negócios” e neoliberalizar ainda mais a economia. E tal mudança a favor do “raj bilionário” (o governo dos bilionários) pode ser encontrada repetido em várias outras democracias liberais em todo o mundo, incluindo Brasil, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia.
Então, como devemos compreender esta mudança global em direcção à plutocracia, na qual os oligarcas multimilionários não só têm um domínio sobre a economia, mas, sem precedentes, também dominam a política?
Uma explicação importante reside no que alguns analistas consideram uma mudança estrutural na economia global, do neoliberalismo, que dá prioridade aos mecanismos de “mercado livre” como forma de abordar os problemas económicos e sociais, para o neo-feudalismo, que descreve uma época de extrema pobreza. desigualdade sob a qual uma crescente subclasse atende às necessidades de um punhado de mega-ricos – ou como diz a acadêmica Jodi Dean: “alguns bilionáriosum bilhão de trabalhadores precários”.
Esta configuração neo-feudal é evidenciada pelo actual aumento sem precedentes da desigualdade global. Desde a década de 1980, a desigualdade de rendimentos, por exemplo, aumentou acentuadamente em todo o mundo. Esta tendência tem sido observada em quase todos os principais países industrializados e nos principais mercados emergentes, que coletivamente representam aproximadamente dois terços da população global. O aumento foi especialmente pronunciado nos EUA, China, Índia, Brasil e Rússia, precisamente aqueles onde, como mencionado acima, reina a plutocracia. Na Índia, o o fosso entre ricos e pobres é maior agora do que sob o domínio colonial britânico.
Talvez o mais emblemático deste neo-feudalismo seja o que está a acontecer na actual “economia de plataforma”, sob a qual um pequeno número de empresas tecnológicas, por exemplo, Apple, Google, Meta, Uber e Airbnb, tornaram-se cada vez mais super-ricas e exploradoras. . Estes últimos enriqueceram os seus proprietários/acionistas, transformando-os em (centi)bilionários, ao confiarem principalmente em mão-de-obra de baixo custo, fábricas exploradoras e/ou precária, bem como em incentivos fiscais e de investimento estatais favoráveis.
E é precisamente a necessidade de assegurar políticas fiscais e de investimento vantajosas – e a necessidade de continuar a gerar lucros maciços – que ajuda a explicar o envolvimento crescente dos magnatas empresariais no governo actual. Pessoas como Trump, Musk, Adani e Berlusconi podem muito bem apresentar-se como homens “do povo”, mas as suas políticas destinam-se principalmente a aumentar os lucros empresariais e as quotas de mercado através da redução de impostos, do fornecimento de incentivos empresariais atractivos, da protecção das indústrias nacionais ameaçadas por forças estrangeiras. concorrência e cortando as regulamentações governamentais ambientais e de investimento que consideram estar no seu caminho.
A economia/política neo-feudal afasta-se do neoliberalismo no maior grau de coerção necessário para gerar os lucros historicamente sem precedentes que permitiram a ascensão de bilionários globais. Esse autoritarismo é necessário para garantir trabalho precário e de baixo custo e para manter a supervisão e regulação estatal da economia ao mínimo e consistente com o poder financeiro e corporativo global.
Mas se o neo-feudalismo é de facto o caminho do mundo hoje, se a plutocracia multimilionária está em ascensão, isso provavelmente significa que as democracias liberais podem estar a caminhar cada vez mais para formas autoritárias de governo. Liderança neo-feudal é o que parece ser exigido pelas nossas economias “gig” e “plataforma”.
Quer isto dizer que o capitalismo autoritário da Rússia e da China pode representar não as excepções, mas o futuro da democracia liberal?
As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre
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24 de fevereiro de 2026Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Abertura do Processo
I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);
II – Documentos pessoais exigidos:
• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
• Comprovante de residência;
• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
III – Documentos acadêmicos exigidos:
• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;
V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;
Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br
O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:
Arquivo 1 em .PDF:
1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);
2. Documentos pessoais exigidos:
a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
b) Comprovante de residência;
c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
Arquivo 2 em PDF:
1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);
Arquivo 3 em PDF:
1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:
a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).
Arquivo 4 em PDF:
1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Arquivo 5 em PDF:
a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Fluxo do Processo
VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;
VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;
VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.
a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.
IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.
Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade
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