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A busca de eleitores republicanos por Kamala Harris pode sair pela culatra | Eleições dos EUA 2024

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À medida que as eleições presidenciais dos Estados Unidos se aproximam, a vice-presidente Kamala Harris intensificou o contacto com os eleitores republicanos. Nas últimas semanas, ela foi acompanhada pela ex-congressista republicana Liz Cheney em eventos de campanha nos estados decisivos da Pensilvânia, Michigan e Wisconsin e, mais recentemente, pela filha do ex-presidente George W Bush, Bárbara.

Em 16 de outubro, depois de Harris realizar um evento com ex-legisladores republicanos na Pensilvânia, ela deu uma entrevista à Fox News, dizendo: “Convido ideias, sejam elas dos republicanos que me apoiam, que estavam no palco comigo minutos atrás. , e o setor empresarial e outros que podem contribuir para as decisões que tomo.”

Muitos republicanos proeminentes apoiaram Harris, incluindo o ex-vice-presidente Dick Cheney, o ex-congressista Adam Kinzinger e Jim, filho do falecido senador John McCain. Ela também obteve a aprovação de 200 funcionários de ex-indicados presidenciais republicanos.

Tentando encorajar esse impulso, a campanha de Harris até estabeleceu capítulos dos Republicanos para Harris em vários estados indecisos.

No entanto, a busca de eleitores republicanos por Harris pode não trazer os resultados que ela espera. Ao nível das bases, as coisas permanecem irremediavelmente polarizadas. Apesar dos endossos proeminentes, poucos membros do partido da oposição cruzarão as “linhas inimigas” para apoiar Harris. Na verdade, a sua influência à direita pode custar-lhe mais votos democratas do que os republicanos que obtém.

Em uma enquete lançado em 25 de outubro, apenas 4% dos republicanos disseram que pretendiam votar em Harris. A mesma percentagem de democratas disse que votaria no candidato republicano Donald Trump. Por outras palavras, os Democratas para Trump são tão importantes como os Republicanos para Harris. Isso faz com que previsão que “milhões de republicanos” votarão em Kamala Harris de forma totalmente fantasiosa.

Alguns podem argumentar que Harris está tentando influenciar os eleitores republicanos especificamente em estados indecisos. Mas mesmo aí os números não diferem dramaticamente.

De acordo com as pesquisas do New York Times/Siena, Harris está ganhando 7% dos republicanos registrados no Arizona, enquanto 6% dos democratas do estado apoiam Trump. Na Pensilvânia, esses números são de 12% e 10%, respectivamente. Em Nevada, Harris recebe 6% dos republicanos registrados e Trump recebe 10% dos democratas. A margem de erro para todas essas pesquisas é de 3 a 4 por cento.

Embora Harris esteja correndo atrás dos poucos eleitores republicanos que podem mudar, ela está alienando muitos outros do lado progressista. De acordo com o Pew Research Center, os progressistas constituem cerca de 12% da base democrata. Os milhões de votos atribuídos ao senador Bernie Sanders, um proeminente progressista, nas primárias democratas de 2016 sugerem que este grupo pode ser ainda maior.

A guinada de Harris para a direita definitivamente não é bem recebida pelos progressistas. Sua promessa de assinar “o projeto de lei de fronteira bipartidária mais difícil” em décadas foi repreendida por defensores da imigração. Da mesma forma, o seu apoio inequívoco à agressão israelita é uma indiferença para os defensores da paz e dos direitos humanos básicos. No que diz respeito à saúde, depois de endossar a cobertura universal durante a sua gestão em 2020, Harris parou bem antes disso.

Dados os seus compromissos políticos, os esquerdistas progressistas não se voltarão para Trump, mas poderão votar num terceiro partido ou ficar em casa, o que prejudicaria Harris, especialmente nos estados decisivos.

Perseguir os republicanos é, portanto, imprudente. E a história prova isso. Os democratas também os perseguiram duramente em 2016. Antes daquela eleição presidencial, o senador democrata Chuck Schumer afirmou que: “Por cada democrata operário que perdermos no oeste da Pensilvânia, iremos apanhar dois republicanos moderados nos subúrbios de Filadélfia, e pode repetir-se isso em Ohio, Illinois e Wisconsin. ”

Escusado será dizer que Schumer estava errado. A candidata democrata Hillary Rodham Clinton perdeu para Trump numa reviravolta histórica e humilhante. O único estado que Schumer mencionou que Clinton venceu foi Illinois, um reduto democrata que também é onde ela nasceu.

Enquanto a ex-secretária de Estado fazia campanha em estados profundamente vermelhos como Nebraska, o seu “muro azul” ruiu. Nenhum democrata desde Walter Mondale em 1984 perdeu Michigan, Pensilvânia e Wisconsin. E essa foi a maior derrota na história presidencial americana, com Mondale vencendo apenas em seu estado natal, Minnesota.

Harris teria tido maiores probabilidades de vencer se não tivesse perseguido eleitores que não consegue conquistar e, em vez disso, se tivesse concentrado naqueles que pode: independentes e progressistas e grupos-chave dentro deles.

Uma pesquisa recente da AtlasIntel mostra Trump à frente dos independentes por 8,5 pontos. As duas questões mais importantes para os independentes são a economia e o crime, e Harris poderia facilmente ter apelado a eles nestes pontos, sem se inclinar tanto para a direita e perseguir o apoio dos neoconservadores e de outros da extrema direita.

Além disso, os independentes também abraçam posições mais moderadas. Os independentes são esmagadoramente a favor da igualdade no casamento, da expansão do Medicare e da legalização da marijuana – questões com as quais os progressistas também se preocupam.

Harris também poderia ter reconquistado alguns progressistas, recuando em parte da sua retórica de direita e mudando a sua postura em relação à política externa dos EUA e, mais especificamente, de Israel.

Tal como o seu companheiro de chapa, Tim Waltz, Harris tem estado totalmente ao lado de Israel. Ela recusou-se a distanciar-se da cumplicidade da administração do Presidente Joe Biden no militarismo, na ocupação e no terror israelitas. Essa cumplicidade só aumentou nas últimas semanas, à medida que a Casa Branca, da qual ela faz parte, supervisiona o “Plano Geral” de Israel de limpeza étnica do norte de Gaza através de bombardeamentos, fome e expulsão de civis. O último esforço de Biden para pressionar por uma trégua de curto prazo e pela libertação dos cativos israelo-americanos não mudaria a percepção dos eleitores sobre a posição de Harris.

Esta postura agressiva alienou especialmente os árabes e muçulmanos americanos. Estes últimos representavam menos de 1,5 por cento dos eleitores registados em 2022, mas a sua distribuição confere-lhes um poder desproporcional, o que já demonstraram com o movimento descomprometido que lideraram durante as primárias democratas.

Embora as pessoas tendam a se concentrar em Michigan, os eleitores muçulmanos também constituem um grupo significativo na Geórgia e no Arizona. Os seus números ultrapassam em muito a margem mínima de vitória de Biden nesses estados em 2020. Mesmo em estados do Cinturão da Ferrugem, como a Pensilvânia e o Wisconsin, onde Biden venceu de forma mais confortável, só os muçulmanos americanos podem fazer a diferença. Isso sem levar em conta os muitos eleitores árabes que não são muçulmanos.

Como é habitual, o duopólio americano está a oferecer aos eleitores uma escolha entre o mal e o pior. Mas apenas ser o menor dos dois males não será suficiente para Harris vencer.

Ainda assim, à medida que Novembro se aproxima, ela está a perseguir eleitores que não a querem e a evitar aqueles de que mais precisa. Não são apenas árabes e muçulmanos. Dezenas de eleitores de todos os grupos demográficos estão revoltados com o genocídio de Gaza e desejam políticas mais progressistas. Harris não pretende implementar essas políticas e pode sofrer eleitoralmente por isso.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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