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Thom Yorke sai do palco após ser questionado por manifestante pró-Palestina em show em Melbourne | Radiohead

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Dee Jefferson

Vocalista do Radiohead Tom Yorke saiu do palco durante um show solo em Melbourne na noite de quarta-feira, depois de ser questionado por um manifestante pró-Palestina no meio da multidão.

Imagens de vídeo dos frequentadores do show capturou um homem no meio da multidão gritando com Yorke. Embora tenha sido difícil ouvir os seus comentários completos, ele disse “o genocídio israelita de Gaza” e depois referiu-se ao número de mortos, dizendo que “metade deles eram crianças”.

Yorke respondeu: “Venha aqui e diga isso. Bem aqui, vamos. Suba na porra do palco e diga o que quiser. Não fique aí como um covarde, venha aqui e diga. Você quer mijar na noite de todo mundo?

O manifestante gritou então: “Quantas crianças mortas serão necessárias para condenar o genocídio em Gaza?”

Yorke respondeu: “OK, faça isso, até mais tarde”, e saiu do palco.

Ele voltou alguns minutos depois para tocar sua última música da noite, o hit de 1997 do Radiohead, Karma Police.

Thom Yorke no Sidney Myer Music Bowl. Fotografia: Richard Nicholson/REX/Shutterstock

O incidente aconteceu perto do final do show no Sidney Myer Music Bowl, o segundo de dois em Melbourne como parte da turnê Everything de Yorke, apresentando músicas de toda a sua carreira, incluindo material solo e músicas do Radiohead and the Smile. Ele está programado para tocar no pátio da Sydney Opera House na sexta-feira, 1º de novembro, e no sábado, 2 de novembro.

Yorke já havia criticou o movimento pró-Palestina de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e defendeu a decisão do Radiohead de se apresentar em Israel.

Radiohead jogou em Tel Aviv em 2017desafiando um apelo liderado pelo BDS para boicotar o país, que incluía críticas públicas de figuras incluindo o diretor britânico Ken Loach. Em um declaração sobre X naquela época, respondendo diretamente a Loach, Yorke disse: “Jogar em um país não é o mesmo que endossar o governo. Jogamos em Israel há mais de 20 anos, através de uma sucessão de governos, alguns mais liberais que outros. Como temos na América. Não apoiamos Netanyahu mais do que Trump, mas ainda jogamos na América.”

O Radiohead tem uma longa história com Israel, com seu primeiro hit Creep fazendo sucesso pela primeira vez nas rádios israelenses, e a banda se apresentou no país ao longo de sua carreira. Mas a pressão sobre a banda e seus membros para boicotar Israel cresceu no ano passado.

Em maio, o músico do Radiohead e do Smile, Jonny Greenwood, foi criticado por fazer um show em Tel Aviv com o artista israelense Dudu Tassa, com o movimento BDS acusando-o de “genocídio artístico”.

Respondendo num comunicado nas suas contas nas redes sociais, Greenwood, que é casado com a artista visual israelita Sharona Katan e já colaborou com músicos israelitas anteriormente, lamentou “o silenciamento deste – ou de qualquer – esforço artístico feito pelos judeus israelitas”.

“Nenhuma arte é tão ‘importante’ quanto acabar com toda a morte e sofrimento que nos rodeia”, disse ele. “Como pode ser? Mas não fazer nada parece uma opção pior. E silenciar artistas israelitas por terem nascido judeus em Israel não parece ser uma forma de chegar a um entendimento entre os dois lados deste conflito aparentemente interminável.”





Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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