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A China está usando cartões de identificação para influenciar Taiwan? – DW – 15/01/2025
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Um vídeo documentário causou polêmica em Taiwan depois que um empresário chinês foi filmado incentivando cidadãos taiwaneses a solicitarem identidades chinesas, aparentemente sem saber que o que ele disse se tornaria público mais tarde.
Lin Jincheng, chefe de uma incubadora de startups para jovens taiwaneses em da China A província de Fujian disse no vídeo que aqueles que recebessem documentos de identidade chineses seriam autorizados a manter sua cidadania e passaporte taiwanês, o que iria contra a lei taiwanesa.
Conforme indicado no vídeo, o suposto incentivo é o acesso mais fácil dos taiwaneses ao mercado chinês. Como enfatizou Lin, os taiwaneses com identificação chinesa poderiam registar uma empresa na China e, por exemplo, iniciar um negócio de comércio eletrónico transfronteiriço, comprar propriedades e contrair empréstimos bancários.
Yun Wang, professor associado especializado em relações através do Estreito na Universidade Nacional Chengchi de Taiwan, disse à DW que embora “Taiwan resista fortemente à unificação com a China, há um interesse significativo em lucrar com a Mercado chinês.”
“O Partido Comunista aproveitou ao máximo esta dinâmica”, acrescentou Wang.
Como as autoridades estão respondendo?
Durante uma investigação em andamento, Autoridades taiwanesas relataram que menos de 10 pessoas são atualmente suspeitas de possuir identidades chinesas. Se confirmado, o registo do seu agregado familiar em Taiwan seria revogado.
O governo chinês não emitiu uma resposta direta às alegações.
No vídeo, quando Lin foi questionado sobre como solicitar uma identidade chinesa, ele não deu uma resposta direta. Ele indicou que os procedimentos variam em todo o país e que o processo é mais demorado em algumas cidades.
Por exemplo, Lin disse que em Xiamen, uma cidade portuária no sudeste da China, mais de 4.000 cidadãos taiwaneses solicitaram o cartão de identificação, com um período de espera de até três meses. Esta afirmação não pôde ser confirmada de forma independente.
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Por que isso é alarmante para Taiwan?
O vídeo que se tornou viral em Taiwan é considerado apenas a ponta do iceberg quando se trata das táticas de “frente unida” da China, que visam influenciar politicamente os jovens taiwaneses e encorajar uma integração mais estreita com a China continental.
Num outro caso, foi revelado que alguns YouTubers e influenciadores taiwaneses receberam orientação do Departamento de Trabalho da Frente Unida da China para promover a propaganda do governo.
Entretanto, um relatório recente do Gabinete de Segurança Nacional de Taiwan mostrou que a China tem como alvo organizações de templos, gangsters e veteranos reformados em Taiwan para estabelecer redes de espionagem.
De todas as táticas, a oferta de cartões de identificação é relativamente nova, disse Wang.
“No passado, quando os taiwaneses iam para a China, eram tratados como estrangeiros. Agora, podem ser considerados cidadãos”, disse ele.
Mas Wang acrescentou que a China teria preocupações com o facto de as autoridades taiwanesas explorarem tais tácticas, enviando espiões ao país para recolha de informações.
“Mesmo que eles estejam oferecendo tratamento nacional (de Taiwan), acredito que eles ainda estão se protegendo contra (os taiwaneses)”, disse ele.
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China ‘comprando’ colaboradores?
Chih-wei Yu, professor associado do Departamento de Segurança Pública da Universidade Nacional de Polícia de Taiwan, disse à DW que o governo chinês está tentando “subornar parceiros ou colaboradores locais” em Taiwan.
“Eles não querem necessariamente que essas pessoas façam algo regularmente, mas esperam que quando chegar a hora ou quando houver necessidade, eles sigam as ordens da China”, disse ele.
As autoridades taiwanesas apelaram recentemente ao seu povo para não cair na armadilha, uma vez que a China está gradualmente a atrair os cidadãos taiwaneses para “confundirem o seu sentido de identidade nacional e soberania”, conforme traduzido directamente de uma declaração escrita em chinês.
Embora Pequim permaneça relativamente silencioso sobre o assunto, a maioria dos debates online nas redes sociais chinesas caracterizaram as notícias como um indicador de que a China está cada vez mais perto de alcançar a “unificação” com o país. Taiwanuma ilha autônoma o governo chinês reivindica como seu.
O estudioso Wang, no entanto, acredita que é improvável que a concessão de identidades chinesas ao povo taiwanês ajude na “unificação” ou prejudique a identidade nacional taiwanesa.
Ele disse que o verdadeiro objetivo da China pode ser criar “algum atrito e divisão na sociedade taiwanesa através das ações de um pequeno número de indivíduos” detentores de identidades chinesas.
Editado por: Wesley Rahn
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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