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A comunicação do governo Lula – 28/12/2024 – Opinião

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A comunicação é um processo. Como tal, envolve um circuito de fontes, multiplicidade de receptores, um conjunto de canais e, obviamente, os conteúdos a serem veiculados. Afora isso, exige interação entre fontes e receptores, o que a ciência (alguns acham que é arte e técnica) da comunicação designa como feedback, na expressão inglesa.

Dito isto, vem a constatação: a comunicação no governo Lula não passa de um repeteco do que tem sido o exercício de transmitir feitos da administração, os programas das pastas e opiniões de alguns protagonistas que geram polêmicas pelo teor bombástico de uma ou outra declaração.

Ou seja, não há interação com as massas, que deveriam ser o alvo central da comunicação. Não há feedback com os contingentes da base da pirâmide social. E as eventuais repercussões geradas por falas de ministros atingem apenas contingentes do meio da pirâmide, as classes médias, e geralmente provocam nelas reações negativas.

Vejam, por exemplo, as falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seu esforço para agradar a Deus e ao Diabo. Lula seria o Deus e os faria-limers, o Diabo.

Ora promete o ex-prefeito de São Paulo garantir seu compromisso de cumprir rígido pacote fiscal (motivo de aplausos da afinada orquestra da Faria Lima e adjacências), ora anuncia que Lula pediu para não desidratar os programas sociais. Neste caso, os aplausos saem da banda comandada por Gleisi Hoffmann, a chefe do PT.


Em suma, é inviável para Haddad chupar cana e assoviar ao mesmo tempo. Exercício que os melhores tocadores de trombone não conseguem fazer.

Lula se queixa da precária comunicação do governo? Ora, a primeira medida seria diminuir a carga negativa da polêmica causada por fontes governamentais. Não é tarefa fácil.

Os conteúdos negativos da economia “canibalizam” (comem) as mensagens chapa-branca, tornando estas matérias rejeitadas pelos receptores. Fontes centrais, como Haddad e o próprio presidente, devem completar seu ritual de entrevistas dadas na chegada ou na saída de ministérios ou em eventos, com encontros reunindo jornalistas das mídias impressa, eletrônica (TV, rádio) e influenciadores das redes sociais.

Esse conjunto compõe um canal de articulação com os tocadores da tuba de ressonância da sociedade. Deixar de fazer isso é continuar a fazer da comunicação governamental um mero processo de informações frias, com o selo “chapa-branca”.

O governo Lula 3 tem um conjunto de programas sociais dos governos anteriores do PT. Não houve nem recauchutagem, um ângulo novo que possa agarrar o interesse das massas. Daí o sentimento que geram: uma obrigação do Estado, não um projeto do PT. Ou seja, por falta de roupa nova, os receptores continuam a vestir roupa velha. E passam a exigir, mesmo em silêncio (por falta de interação), novidades, melhorias, mais dinheiro no bolso.

Interação, palavra bem acentuada neste texto. Como alcançar essa meta, a de obter interação com as massas? Pela via da articulação. Um fenômeno que marca a atual moldura brasileira é a organicidade social. Nunca o país esteve tão organizado, o que pode ser medido (em termos) pelas 800 mil organizações não governamentais (ONGs), que fazem pressão sobre as casas congressuais e passam a ser referência de classes, categorias, profissões etc.

Conversar com essas entidades, sentir seu pulso, analisar e procurar atender suas demandas é a via para maior interação entre governo e sociedade. Lula não enxerga um Brasil mutante. Que toma novas formas, se articula, vai às ruas. Continua o presidente achando que o palanque ainda é o território para conquista das massas. Erra. Os valores e sentimentos mudam a cada ciclo. A poeira do tempo carregou os últimos vestígios da infalibilidade dos governantes. Nem o papa Francisco, simpático e sorridente, é infalível.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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