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A convivência escolar e a formação cidadã como responsabilidade compartilhada – 08/01/2025 – Opinião

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Fernando Padula, telma vinha

Nos últimos anos, houve um aumento expressivo de conflitos e violências nas instituições educacionais do país. Problemas de convivência podem prejudicar o desenvolvimento de crianças e adolescentes e afetar o clima escolar, as práticas pedagógicas e as relações interpessoais. Essas dificuldades crescentes só serão resolvidas com a ampliação de procedimentos coletivos, de colaboração, de formas mais construtivas de lidar com conflitos e de relações de confiança, cuidado e respeito nas escolas, o que é altamente desafiador.

Com esse fim está sendo implementado o programa EntreNós: Convivência Ética e Democrática nas Escolas, por meio de um convênio para pesquisa, desenvolvimento e inovação com a Faculdade de Educação da Unicamp.

A construção desse programa apoia-se em conhecimento gerado em estudos aplicados e conta com uma equipe de pesquisadores da Unicamp, Unesp, Unifesp e Fundação Carlos Chagas. Com duração de cinco anos, visa prevenir violências, promover formação e espaços para melhor a qualidade do clima e da convivência entre os integrantes da Rede Municipal de Ensino, incluindo famílias de estudantes, e desenvolver ações de redução de desigualdades.

O EntreNós está sendo implementado de maneira colaborativa entre as secretarias municipais de Educação de São Paulo e Vitória, em um esforço conjunto de promoção de processos inovadores que contribuem para transformações sociais. Todo o material produzido —incluindo vídeos, textos e atividades— será disponibilizado sob a licença Creative Commons, garantindo acesso público e aberto. Qualquer pessoa ou instituição poderá utilizá-lo e adaptá-lo, contribuindo para outras redes de ensino e escolas.

Esse programa se integra a políticas públicas que acontecem nas escolas e tem a participação de toda a comunidade, como as Comissões de Mediação de Conflitos, que são compostas por representantes das equipes gestoras, professores e familiares e atuam na prevenção de conflitos e contribuem para mostrar a existência de alternativas não violentas na resolução de desavenças.

A promoção do protagonismo estudantil também é fundamental. Com os grêmios estudantis, constituídos hoje em 100% das Emefs, os adolescentes aprendem na prática os pilares da democracia e se tornam colaboradores para a melhoria da convivência no ambiente escolar. É uma geração que lidera o combate ao bullying, machismo, racismo, xenofobia e demais violências.

E todas essas iniciativas estão integradas ao trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (Naapa), composto por psicopedagogos e psicólogos. O trabalho das Mães Guardiãs da Busca Ativa Escolar, programa criado pelo prefeito Ricardo Nunes, é de grande valia para aproximar a comunidade com cada unidade educacional.

O trabalho delas, juntamente com outras ações da SME, contribuiu para o registro da menor taxa de abandono escolar nos ensinos fundamental e médio da década, de acordo com o Censo Escolar, que mostra queda de 1,9% em 2014 para 0,7% em 2023.

Essa integração de políticas públicas e processos colaborativos entre as cidades visa construir um futuro mais acolhedor, oferecendo novas oportunidades para formar cidadãos críticos e conscientes. O enfrentamento e a prevenção das violências, bem como a promoção de uma cultura escolar pautada na convivência ética, democrática e cuidadosa, são desafios e compromissos de todos nós.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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