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A criação não nos pertence, diz a Bíblia – 28/10/2024 – Juliano Spyer

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Os evangélicos, em geral, para tomar decisões e se posicionarem, são muito atentos ao que a Bíblia diz. Mas e se o texto bíblico afirmar que o homem não é o senhor da criação, como muitos imaginam, e que a Terra, em vez de ser um objeto passivo, é um ser atuante que criou a humanidade junto com Deus?

Esse debate, proposto por um brasileiro, pode influenciar a maneira como milhões de cristãos veem sua responsabilidade em relação à sustentabilidade.

O pastor Edson Nunes tem “lugar de fala” para ser ouvido sobre esse tema. Além de religioso, ele é um acadêmico fluente em grego e hebraico clássicos, as línguas em que a Bíblia foi originalmente escrita.

No doutorado —defendido no Centro de Estudos Judaicos da USP, em 2017—, ele se dedicou a examinar o texto bíblico “microscopicamente”, palavra por palavra, como afirma o título de sua dissertação.

Edson analisou os nove primeiros capítulos do livro de Gênesis. Seu pulo do gato foi considerar personagens da história aqueles que agem e têm seus nomes associados a verbos. Ao identificar os verbos no texto, ele notou que, além de Deus e do homem, a Terra também tem agência; ela recebe comandos e executa ações.

Logo no primeiro capítulo (Gênesis 1:26), há uma frase famosa em que Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. O verbo está no plural. Se os personagens até o momento são Deus e a Terra, o texto sugere que Deus cria o homem junto com a Terra. Edson leva essa análise para os capítulos seguintes, alterando radicalmente o desfecho da história.

Sim, o homem recebe de Deus a soberania sobre a Terra, mas a perde ao pecar e ser expulso do Éden. A partir daí, a Terra ganha autonomia, ficando subordinada apenas a Deus. Ela passa a aparecer no texto como agente, denunciando as situações em que o ser humano falha.

Por exemplo, no capítulo 4, está escrito que Deus disse a Caim, após ele matar seu irmão: “Agora, você é amaldiçoado pela Terra, que abriu a boca para receber da sua mão o sangue do seu irmão. Quando você cultivar a Terra, ela não lhe dará mais o seu fruto. Você será um fugitivo sem rumo pela Terra”.

É a Terra que amaldiçoa Caim aqui, obedecendo a Deus. As implicações dessa proposta são profundas e estão visceralmente relacionadas ao tema da sustentabilidade. Se o texto aponta a Terra como sujeito participante, é ela, não a humanidade, que é punida com o Dilúvio (Gênesis 7). Isso ocorre porque ela se corrompe e deixa de denunciar o ser humano quando ele é violento. Ao fim desse episódio, Deus restabelece sua aliança com a Terra e promete nunca mais destruí-la.

Como é comum com quem revela verdades incômodas, o resultado desse estudo causou escândalo, precipitando a expulsão de Edson da Igreja Adventista, denominação de sua família havia várias gerações.

No entanto, para os milhões de cristãos que buscam evitar o pecado para renascer no Paraíso, essa contribuição pode ressignificar a vida, especialmente no momento em que megaincêndios e fumaça nos dão uma amostra do que são o apocalipse e o inferno.


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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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