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A desinformação russa cresce na Alemanha – DW – 15/10/2024

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A Alemanha continua a ser um foco central da Desinformação russa esforços e as campanhas apoiadas pelo Kremlin continuam a crescer em âmbito e intensidade.

Esse foi o aviso que altos responsáveis ​​de segurança e legisladores emitiram esta semana durante uma sessão pública da comissão do parlamento alemão responsável pela supervisão das agências de inteligência do país.

“Há muito que reconhecemos a ameaça para a Alemanha proveniente da influência estrangeira e da guerra híbrida, especialmente da Rússia”, disse Konstantin von Notz, legislador do Partido Verde e presidente do comité.

“No entanto, estamos agora a testemunhar um novo nível de intensidade e este desenvolvimento é profundamente preocupante para todos nós”.

Alemanha vista como “inimiga” pelo Kremlin

Os chefes dos serviços de inteligência alemães ecoaram os sentimentos de von Notz.

À medida que a Alemanha emergiu como um dos mais ferrenhos apoiantes da Ucrânia desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala em 2022, o Kremlin tem cada vez mais percebido a Alemanha “como um inimigo” e tratado como tal, disse Bruno Kahl, presidente da agência de inteligência estrangeira da Alemanha. , o Bundesnachrichtendienst (BND).

Kahl explicou que o presidente russo, Vladimir Putin, há muito tempo trava uma “guerra híbrida” contra países do Ocidente para “criar uma nova ordem mundial”. Para atingir este fim, Putin está a usar as agências de serviços secretos da Rússia “como ponta de lança na luta contra o Ocidente, com um mandato estatal, com todos os meios à sua disposição , sem restrições legais e, sobretudo, sem qualquer consciência.”

Isto levou a um “aumento dramático no número e na qualidade dos ataques cibernéticos por parte de atores estatais russos e seus representantes”, acrescentou Kahl.

Por que você não percebe a manipulação da mídia na Rússia

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Ao mesmo tempo, os ataques cibernéticos são apenas um método que a Rússia está a utilizar para afirmar a sua influência.

Thomas Haldenwang, presidente da agência federal de inteligência interna da Alemanha, alertou sobre “operações de influência” para espalhar desinformação pró-Rússia: esforços coordenados para influenciar a opinião pública que misturam atividades cibernéticas com a propagação de desinformação.

Ele citou o exemplo de uma dessas campanhas, apelidada de “Doppelgänger”, que foi recentemente descoberta e envolvia websites clonados, artigos fabricados e publicações enganosas nas redes sociais que imitavam meios de comunicação europeus estabelecidos para promover narrativas pró-Rússia.

Crescente influência de vozes pró-Rússia

Os investigadores dizem que a maioria das campanhas de desinformação pró-Kremlin dirigidas ao público alemão têm um de três objectivos: enfraquecer o apoio à Ucrânia, manchar da OTAN imagem ou amplificando vozes pró-Rússia em toda a Alemanha.

“Vemos que esta estratégia está gradualmente a atingir os seus objectivos, e o debate público na Alemanha está cada vez mais a mudar numa direcção que serve os interesses do Kremlin”, disse Felix Kartte, analista político e membro sénior da Fundação Mercator da Alemanha.

A guerra híbrida da Rússia: a verdadeira ameaça ao Ocidente?

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“Dois partidos que representam posições pró-Kremlin, a AfD e a Aliança Sahra Wagenknecht, estão agora também a receber atenção significativa nos meios de comunicação tradicionais”, disse ele à DW. Tanto a extrema-direita Partido AfD (Alternativa para a Alemanha) e o nacionalista de esquerda Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) alcançou resultados recordes nas últimas eleições estaduais.

Como combater a influência russa

Até agora, a Alemanha não conseguiu desenvolver “uma estratégia governamental abrangente que reconheça, analise e neutralize eficazmente as campanhas” lançadas pela Rússia, disse Kartte.

Ele sublinhou que uma tal estratégia para combater as operações de influência russa teria de abordar a questão a vários níveis.

“Isso incluiria uma melhor regulamentação das plataformas online, o fortalecimento da mídia independente – especialmente o jornalismo local – e uma melhor análise do apoio financeiro de figuras proeminentes pró-Kremlin na Alemanhapelas agências de segurança e inteligência”, disse ele.

Editado por: Davis VanOpdorp



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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