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A eleição de Trump nos EUA deixa a Ucrânia lutando por assistência militar da UE | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA, em 5 de Novembro, colocou em destaque a assistência militar e financeira que a Ucrânia poderia esperar da União Europeia.
No ano passado, Trump pressionou os legisladores dos Estados Unidos a adiar um pacote de ajuda militar de 61,4 mil milhões de dólares à Ucrânia e afirmou que acabaria com a guerra na Ucrânia “num dia” se vencesse.
A Ucrânia também estava preocupada com o facto de a entrega de armas prometida sob a administração do presidente Joe Biden ser cumprida antes da transferência do poder em 20 de janeiro.
O porta-voz do Pentágono, Pat Ryder, disse que os EUA entregaram 83 por cento das munições, 67 por cento das defesas aéreas críticas e 60 por cento das capacidades de poder de fogo comprometidas com a Ucrânia no âmbito de pacotes de defesa entre Abril e meados de Outubro.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse na quarta-feira que não esperava que o início da presidência de Trump mudasse a posição dos EUA em relação à Ucrânia.
Mas Trump exigiu que os Estados-membros da UE que também são membros da NATO aumentassem os gastos com defesa para três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e ameaçou deixar a Rússia fazer “o que quiser” com eles se recusarem, sugerindo o apoio dos EUA para A OTAN, e potencialmente a Ucrânia, estariam condicionadas sob a sua presidência.
Isso levantou questões sobre a extensão da europeu autonomia militar e vontade política para continuar a apoiar a Ucrânia com ou sem uma administração de apoio em Washington.
Chefe de assuntos externos da UE, Josep Borrell disse ao Pravda europeu que o bloco entregaria um milhão de projéteis de artilharia até o final do ano. Esses projéteis foram prometidos na primavera de 2023 para entrega na primavera passada.
“Quase conseguimos. Já entregamos mais de 980 mil munições e muito em breve entregaremos um milhão de munições”, disse Borrell.
Os projécteis adquiridos em todo o mundo no âmbito de uma iniciativa checa terão fornecido mais meio milhão de munições de artilharia até ao final do ano, disse ele.
Além disso, disse Borrell, a capacidade de produção da UE aumentou para um milhão de conchas por ano.

A UE gastou 122 mil milhões de euros (129 mil milhões de dólares) no apoio à Ucrânia desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022.
Se a ajuda dos EUA for interrompida, a UE poderá entregar à Ucrânia 300 mil milhões de dólares em activos russos sob gestão na UE, e os apelos aumentaram na semana passada para o fazer.
A UE tem até agora acordado dar à Ucrânia apenas os lucros provenientes desses activos, temendo efeitos retaliatórios sobre a moeda do bloco.
A Ucrânia recebeu uma primeira parcela de 400 milhões de euros (425 milhões de dólares). Numa reunião de diretores de política de defesa da UE em Bruxelas, na terça-feira, o vice-ministro da Defesa ucraniano, Serhiy Boyev pediu à UE que apressasse uma parcela de 1,5 mil milhões de euros (1,6 mil milhões de dólares) de lucros de activos russos congelados prometidos este ano, para investimento na base industrial de defesa da Ucrânia.

Houve também uma pressão renovada sobre o chanceler alemão, Olaf Scholz, para romper fileiras com a política cautelosa dos EUA de não usar armas ocidentais para atacar profundamente dentro da Rússia, e fornecer à Ucrânia mísseis Taurus com um alcance de 500 km (310 milhas), que poderiam atingir aeródromos russos.
“Penso que é certo, inalterado, que eu tenha dado o meu contributo para garantir que não houve escalada. E gostaria de deixar claro que o país que mais faz na Europa para garantir que a Ucrânia não seja deixada sozinha e seja apoiada é também um país que deve garantir que não ocorra uma escalada”, disse Scholz ao Bundestag ou câmara baixa do parlamento alemão na quarta-feira.
Atacar aeródromos privaria a Rússia da sua capacidade de lançar bombas planadoras pesadas, uma das suas armas mais eficazes contra as linhas da frente ucranianas.
Uma situação sombria nas linhas de frente
Vladyslav Voloshyn, porta-voz das defesas do sul da Ucrânia, disse no sábado que a Rússia estava intensificando o uso de bombas planadoras no sul.
“Em outubro, os russos usaram cerca de 500 bombas aéreas guiadas na direção sul, especificamente em posições ucranianas e em áreas povoadas perto da linha de combate”, disse ele.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, anunciou na manhã de domingo que a Rússia lançou 800 bombas planadoras em toda a frente na semana anterior – uma taxa que relatou pela primeira vez na primeira semana de Outubro – o que equivale a mais de 3.000 bombas planadoras por mês.
Além disso, a Rússia normalmente lança cerca de 1.600 drones kamikaze e 80 mísseis na Ucrânia todas as semanas, disse Zelenskyy.
As forças armadas da Ucrânia disseram que a estratégia russa também continua a bombardear áreas civis em Kharkiv com bombas planadoras para desmoralizar a população. Uma contra-invasão ucraniana na região russa de Kursk, em Agosto passado, produziu uma pausa nos bombardeamentos.
“Nas últimas semanas, o inimigo começou a usar bombas aéreas guiadas novamente, disse Volodymyr Degtyarev, porta-voz da Guarda Nacional da Ucrânia. “Principalmente na cidade, em infraestruturas civis, principalmente à tarde ou à noite, embora também haja bombardeamentos durante o dia.”

Os defensores da Ucrânia continuaram sob intensa pressão em toda a frente na semana passada, com o martelo russo a cair com mais força sobre Kurakhove e Pokrovsk, cidades da linha da frente a oeste da cidade de Donetsk.
O Estado-Maior da Ucrânia relatou 125 confrontos na segunda-feira, a maioria na direção de Pokrovsk, com Kurakhove permanecendo uma “situação difícil”.
Zelenskyy enviou reforços para essas duas direções, mas parecia que na terça-feira as tropas russas estavam avançando ao longo da rua Zaporizkyi, no nordeste de Kurakhove.
Uma das maiores preocupações da Ucrânia tem sido a capacidade da Rússia de absorver as perdas de homens e blindados nesta guerra.
O coronel Vadym Mysnyk, porta-voz do grupo de forças Siversk da Ucrânia, disse numa maratona que os ataques russos normalmente começavam com blindados, seguidos por ondas de infantaria em intervalos de 10 a 15 minutos, uma tática que levou a altas taxas de desgaste para os russos.
Os ataques russos foram claramente sangrentos, com 9.800 baixas russas na semana passada, de acordo com o Comandante das Forças Terrestres da Ucrânia, Oleksandr Pavlyuk – confirmando a taxa diária de cerca de 1.400 vítimas observada desde Junho.
No entanto, os reforços continuaram a chegar, levando a Ucrânia a contra-invadir Kursk, a fim de conter as tropas russas, impedindo-as de se juntarem à frente contra os defensores sitiados.
Zelenskyy disse no seu discurso nocturno que 50.000 soldados russos estavam detidos em Kursk, observando que “os nossos homens estão a conter um grupo bastante grande de tropas russas – 50.000 do pessoal do exército do ocupante, que, devido à operação de Kursk, não pode ser implantado em outras direções ofensivas russas em nosso território.”
A guerra de propaganda
É improvável que as primeiras escolhas de Donald Trump para o gabinete dos EUA tenham inspirado a confiança da Ucrânia na continuidade do apoio dos EUA.
Na quarta-feira, Trump nomeou o ex-deputado da Câmara dos EUA, Tulsi Gabbard, para o cargo de diretor de Inteligência Nacional.
“Esta guerra e sofrimento poderiam ter sido facilmente evitados se Biden Admin/NATO tivessem simplesmente reconhecido as legítimas preocupações de segurança da Rússia relativamente à adesão da Ucrânia à NATO, o que significaria forças dos EUA/NATO mesmo na fronteira da Rússia”, Gabard postado no X quando a guerra começou.
Isto ecoou o argumento apresentado pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, na quarta-feira – de que a guerra poderia terminar no momento em que o apoio ocidental à Ucrânia cessasse.

O presidente russo, Vladimir Putin, repetiu na semana passada a posição russa, retratando uma guerra que a Rússia iniciou como uma iniciativa ocidental para esmagar a Rússia.
“Os apelos do Ocidente para infligir uma derrota estratégica à Rússia, um país com o maior arsenal de armas nucleares, demonstram o extremo aventureirismo dos políticos ocidentais”, disse ele ao Você está no controle Clube de discussão em 7 de novembro.
“O volume de sanções, de medidas punitivas aplicadas ao nosso país, não tem equivalente na história. Os nossos oponentes presumiram que iriam desferir à Rússia um golpe esmagador e nocaute, do qual simplesmente não se recuperaria e deixaria de ser um dos elementos-chave da vida internacional.”
“Aí vem a propaganda russa, que afirma falsamente que ‘ao apoiar a Ucrânia, estamos a continuar a guerra’”, disse Borrell na sua entrevista. “’Se você ama a paz, deveria parar de apoiar a Ucrânia’.
“Para contrariar esta propaganda, temos de explicar às pessoas que a paz não é apenas o fim da guerra. A paz através da rendição da Ucrânia, ou uma história que levará ao estabelecimento de um governo fantoche em Kiev, como na Bielorrússia – então teremos a desintegração da sociedade ucraniana e veremos o exército russo na fronteira polaca. Isto vai contra não apenas os nossos valores, mas também os nossos interesses.”

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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