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A estreia na Copa do Mundo é um ponto de virada para o futebol feminino – DW – 10/08/2024
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A excitação e as emoções eram palpáveis depois Quênia qualificado para o Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA pela primeira vez.
Foi mais do que apenas um marco no esporte; foi um farol de esperança para as meninas em todo o país.
A conquista marcou uma virada significativa no futebol queniano. Sendo a primeira qualificação para um Campeonato do Mundo para qualquer faixa etária ou género, ofereceu um vislumbre de um futuro melhor para o desporto feminino em todo o país.
“Foi um momento de mudança de vida”, disse a treinadora Mildred Cheche à DW. “Para a maioria de nós, temos origens com histórias tristes e o futebol para nós é tudo. Não jogamos apenas por diversão; jogamos para ganhar a vida.”
A capitã Elizebeth Ochaka não conseguiu esconder a sua alegria, acrescentando à DW: “A qualificação para o Campeonato do Mundo foi um sonho que se tornou realidade. Estávamos muito entusiasmados porque os jogos não foram fáceis”.
O sucesso leva ao impacto imediato
Uma vitória agregada por 5 a 0 sobre o Burundi garantiu ao Quênia a vaga na Copa do Mundo Sub-17 deste ano, na República Dominicana, em outubro e novembro.
O efeito cascata foi quase imediato, pois as raparigas e mulheres no Quénia ficaram inspiradas depois de verem compatriotas de origens semelhantes terem sucesso no cenário mundial.
Mulheres quenianas visam estereótipos
O sucesso dos Junior Starlets mudou a percepção do que é possível fazer, fazendo muitos perceberem que uma carreira no esporte, seja como jogadores, treinadores, árbitros ou administradores esportivos, é possível.
“Recebi inúmeras chamadas de mulheres que queriam juntar-se a uma equipa”, explicou Cheche. “As pessoas procuravam recomendações sobre onde podem começar e como podem ajudar o futebol feminino.”
“Tivemos até alguns olheiros dos Estados Unidos que perguntaram: como podemos ajudar? Esta conquista está realmente abrindo portas para as mulheres no futebol.”
Falta de estrutura impediu o crescimento
O Quénia lutou durante muito tempo com financiamento inadequado, má gestão e instalações de formação insuficientes para equipas femininas.
A falta de investimento a que Cheche estava acostumada como jogadora tornou-se ainda mais evidente quando ela assumiu o cargo de treinadora em 2011.
As maiores barreiras vieram com a ausência de estrutura adequada, sem acesso a equipamentos e, principalmente, sem materiais de futebol.
“Costumávamos ter uma ou duas bolas”, lembrou ela. “Não tínhamos cones ou babadores.”
“Eu estava tentando treinar, mas não tive a formação adequada. Você treina com o conhecimento que tem de jogar e com o conhecimento que vê na internet – que era menos do que o que está disponível agora.”
“É importante ressaltar que também não tínhamos licença para praticar. O futebol feminino simplesmente existia, mas ninguém se importava, o que foi um grande desafio para nós. A maioria de nós quase desistiu”.
O Quénia ficou atrás de outros países africanos
Enquanto o futebol feminino no Quénia lutava para ser levado a sério, a Federação Nigeriana de Futebol (NFF) criou estruturas para o futebol feminino na década de 1990, permitindo a identificação e o desenvolvimento precoce de talentos.
A participação consistente do Super Falcon em torneios internacionais da FIFA deu aos jogadores uma experiência vital contra adversários de níveis variados.
Jogadores gostam Asisat Oshoala tornaram-se nomes conhecidos, inspirando meninas a seguirem o futebol.
Entretanto, no Quénia, a falta de modelos visíveis no futebol feminino tem sido uma barreira. Mas a mudança está acontecendo.
“A Nigéria investiu em estádios e também participa em todas as competições da FIFA, quer ganhe ou perca, e é consistente com isso”, disse Cheche. “Com isso, o crescimento é inevitável.”
“Eles têm sido consistentes há vários anos e com isso se tornaram uma potência.”
“Para o Quénia, começámos a ser consistentes há pouco tempo. Vai demorar algum tempo, mas penso que estamos no caminho certo para também alcançarmos um nível semelhante.”
Europa, o objetivo da geração jovem
Era quase inevitável que a atual capitã do Junior Starlet jogasse futebol, com o pai de Ochaka – ele próprio um ex-jogador de futebol – a incentivando desde muito jovem.
Ter uma família que o apoia tem sido fundamental para o seu desenvolvimento como jogadora e as experiências recentes de diferentes culturas e alimentos abriram os olhos da defensora para um mundo de possibilidades.
A inglesa Lauren James é o ídolo de Ochaka e tem como objetivo jogar na Europa.
“Gostaria de ingressar em um clube fora do país porque vi na Europa alguns times que são bons”, disse ela. “Eu gostaria de participar de um.”
O técnico Cheche também acredita que, para a seleção, o simples fato de chegar à Copa do Mundo permitirá aos jogadores mostrarem seus talentos ao maior público de todos os tempos.
“Nossos jogadores passaram dos jogos escolares para as competições regionais e agora estão no palco da Copa do Mundo”, acrescentou. “Para eles, a oportunidade agora de serem explorados é uma oportunidade de mudança de vida.”
Quénia, uma perspectiva desconhecida e excitante
O Quénia enfrenta três adversários difíceis na fase de grupos, enfrentando duas vezes vencedora Coreia do NorteMéxico e Inglaterra, vice-campeões de 2018.
Ochaka está particularmente ansioso por defrontar a equipa europeia, dizendo que a Inglaterra é frequentemente considerada uma “equipa fisicamente difícil”.
“Queremos ver o quão durões eles são”, ela refletiu. “Mas somos duros e vamos lidar muito bem com eles.”
Embora o sucesso de chegar à fase de grupos do Campeonato do Mundo Sub-17 tenha sido importante para o Quénia, Cheche não descarta que a sua equipa possa causar um choque.
“Os outros países são todos potências”, disse ela. “Somos os azarões, como as pessoas nos chamam, mas acredito que isso seja uma força porque ninguém sabe como jogamos.”
“Quando as meninas dão o seu melhor independentemente dos resultados, isso é um sucesso porque chegar até aqui é o próprio sucesso.”
“Não estamos realmente nos fechando sobre onde podemos chegar. Estamos gerenciando nossas expectativas, mas se quisermos vencer, podemos chegar perto.”
Editado por: Matt Pearson
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
24 de fevereiro de 2026Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Abertura do Processo
I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);
II – Documentos pessoais exigidos:
• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
• Comprovante de residência;
• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
III – Documentos acadêmicos exigidos:
• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;
V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;
Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br
O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:
Arquivo 1 em .PDF:
1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);
2. Documentos pessoais exigidos:
a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
b) Comprovante de residência;
c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
Arquivo 2 em PDF:
1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);
Arquivo 3 em PDF:
1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:
a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).
Arquivo 4 em PDF:
1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Arquivo 5 em PDF:
a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Fluxo do Processo
VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;
VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;
VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.
a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.
IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.
Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade
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Links Úteis
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