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Gangues haitianas recrutando crianças famintas para combater as forças de segurança, descobre grupo de direitos humanos | Desenvolvimento global

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Luke Taylor

Gangues armadas haitianas estão recrutando crianças famintas para aumentar suas fileiras antes de uma longa e sangrenta batalha com as forças de segurança internacionais, segundo um relatório da Human Rights Watch (HRW). encontrou.

Grupos armados – que controlam a maior parte Haiti – estão a atrair centenas, senão milhares, de crianças empobrecidas a pegarem em armas com ofertas de comida e abrigo, afirmaram os grupos de defesa dos direitos humanos.

A HRW afirma que até 30% dos membros de gangues haitianas são agora crianças forçadas a atividades ilegais como soldados armados ou espiões ou exploradas para fins sexuais.

“Todas as fontes que consultamos, incluindo crianças associadas a grupos criminosos, disseram-nos que mais crianças estão a juntar-se aos gangues e que está em preparação para ter mais pessoal disponível para lutar contra as forças de segurança internacionais e a polícia haitiana”, disse o autor do relatório. , Nathalye Cotrino, disse ao Guardian. “Eventualmente, planeiam usar crianças como ‘escudos humanos’ se as operações contra grupos criminosos começarem nas suas áreas controladas.”

O Haiti caiu em uma situação cada vez maior caos e desespero desde que seu presidente, Jovenel Moïse, foi assassinado em julho de 2021. Em todo o país, 5,4 milhões as pessoas passam fome regularmente e 2,7 milhões – incluindo meio milhão de crianças – estão sob o domínio de grupos armados violentos.

Quênia implantou o primeiro contingente de uma força de segurança apoiada pela ONU destinada a restaurar a ordem na nação caribenha em Junho, mas a dinâmica estagnou devido à falta de financiamento, permitindo que grupos armados reforçassem as suas forças na expectativa de prolongados tiroteios sobre o território.

Na semana passada, a gangue Gran Grif massacrado 70 pessoas, incluindo algumas crianças, na cidade de Pont-Sondé, no oeste do país, enquanto o grupo ia de casa em casa sem controle, executando civis e incendiando edifícios, no que o líder da gangue, Luckson Elan, disse ser uma retribuição aos civis que não detiveram a polícia e grupos de vigilantes de matar seus combatentes. Seis mil pessoas foram forçadas a fugir da cidade agrícola, onde facções rivais lutam pelo controlo do celeiro do país.

Os líderes de gangues publicavam vídeos no TikTok que os retratavam vivendo vidas glamorosas, cheias de dinheiro, mulheres e joias chamativas para atrair adolescentes impressionáveis, disse Cotrino.

“Isto atrai a atenção de crianças que vivem na pobreza, que muitas vezes ficam sem abrigo e passam dias sem comida. Eles vêem isso como a única maneira de sair da miséria”, disse ela.

As crianças são frequentemente exploradas como informantes, uma vez que são menos visíveis, mas também são forçadas a praticar extorsão e crimes violentos, como raptos e homicídios.

As meninas são frequentemente forçadas a cozinhar, limpar e oferecer os seus corpos aos líderes de gangues.

As crianças entrevistadas pela HRW disseram que se juntaram aos gangues quando estavam desesperadas e com fome, mas depois de pegarem numa metralhadora não havia saída.

Um ônibus incendiado por membros de gangues em Portail, Porto Príncipe, Haiti, 29 de fevereiro. Fotografia: Odelyn Joseph/AP

Um membro de 14 anos do gangue Tibwa – um dos mais de 200 grupos criminosos que competem pelo controlo do Haiti – disse à HRW: “Uma vez, disseram-me para vendar os olhos de alguém que íamos raptar. Quando me recusei a fazer isso, eles me bateram na cabeça com um taco de beisebol e disseram que se eu não fizesse isso, eles me matariam.”

A HRW apelou ao governo para lançar programas para proteger as crianças e ajudá-las a desmobilizar-se e a reintegrar-se na sociedade.

As organizações humanitárias no terreno afirmam que é um desafio impedir que menores sejam atraídos para gangues, uma vez que os serviços estatais do Haiti praticamente entraram em colapso, a fome continua a crescer e as escolas são frequentemente fechadas.

Um trabalhador humanitário de um centro educacional nos arredores de Porto Príncipe disse que era fácil identificar as crianças quando elas estavam na órbita de grupos criminosos, mas era muito mais difícil tirá-las de volta.

“Geralmente, as crianças começam a chegar com roupas novas, como sapatos ou jaquetas, ou com pequenas quantias de dinheiro”, disse o trabalhador humanitário. “Eles também começam a se afastar das atividades e começam a faltar dias – a princípio um ou dois dias, depois uma semana – se é que voltam. Ao percebermos isso, imediatamente iniciamos uma conversa com a criança para saber o que está acontecendo. A resposta é quase sempre a mesma. Eles dizem: ‘Tenho que me sustentar, e eles, as gangues, são a única opção’”.



Leia Mais: The Guardian

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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