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A estrela do esqui cross-country Jessie Diggins está enfrentando seu teste mais difícil até agora | Esquiar
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Andy Cochrane
EEm abril, Jessie Diggins se reúne com seu treinador de longa data, Jason Cork, para discutir o próximo ano. Depois de trabalharem juntos durante os últimos 15 anos, a sua confiança permite a experimentação contínua. “Normalmente não definimos metas de resultados. Geralmente é uma questão de processo, de testar algo novo”, diz Diggins, “mas o ano passado foi diferente”.
Sem que as Olimpíadas ou os campeonatos mundiais se sobrepusessem à temporada da Copa do Mundo, os dois decidiram “dar a chance” e estabeleceram como único objetivo reconquistar o Globo de Cristal, a principal honraria anual do cross country. Logo depois, Diggins recaída com um transtorno alimentarquase perdendo o início da temporada 2023-24. “Tive que guardar todos os meus objetivos em um armário e viver uma semana de cada vez”, diz ela.
Apesar das lutas internas ao longo da temporada, Diggins fez um esforço para permanecer aberta nas entrevistas sobre sua saúde mental, mesmo que isso significasse aumentar o escrutínio e o estresse. “Nunca vou deixar de falar dos assuntos importantes, porque eles são maiores que eu. Sei que terei mais inimigos e trolls, mas não vou calar a boca e esquiar”, diz Diggins, uma brincadeira com o famoso citação sobre LeBron James.
Enquanto se prepara para esta temporada, que começa no dia 29 de novembro, Diggins tem um novo conjunto de objetivos. Ela pretende melhorar pequenas coisas, como a sua técnica de apoio duplo, ao mesmo tempo que continua a trabalhar em algo muito maior: a defesa do clima. “Não culpo ninguém por querer manter a privacidade, isso geralmente facilita a vida. Mas se não falo sobre um problema, estou apenas perpetuando-o”, diz Diggins, que quer ser o modelo que nunca teve quando jovem.
Diggins é membro do conselho do Protect Our Winters (POW), um dos maiores grupos de defesa do clima do mundo. Ela é fundamental na formação de outros atletas para se tornarem defensores eficazes do clima, usando as suas histórias pessoais para abrir a porta para conversas políticas com senadores dos EUA e representantes de ambos os lados do corredor. “Isso me dá uma saída onde estou fazendo algo em vez de temer a mudança no planeta”, diz Diggins, “vi os invernos mudarem muito nos meus quinze anos como profissional”.
Depois de se tornar o primeiro americano a ganhar o ouro olímpico no esqui cross country nos Jogos de 2018Diggins queria que aquela medalha significasse algo mais do que apenas um elogio pessoal em uma estante de troféus. “Eu sabia que as mudanças climáticas eram um grande problema. As corridas foram canceladas sem neve, mesmo nos Alpes em meados de janeiro”, diz Diggins. “Eu simplesmente não sabia como falar sobre isso.”
Mais tarde naquele ano, ela se juntou ao POW para sua primeira viagem de lobby a DC, aproveitando sua medalha para chamar a atenção dos congressistas e galvanizar as conversas sobre o clima. Dois anos depois, ela se juntou ao conselho de administração da POW, onde planeja continuar após se aposentar. “Não sei quando isso acontecerá, mas sei que esquiar será um enorme vácuo a preencher. Meus interesses e pontos fortes se enquadram no trabalho de defesa de direitos. Isso me dá um significado que não pode ser eliminado. Mas sei que é uma maratona, não uma corrida.”
Esta abordagem a longo prazo é ainda mais importante depois das recentes eleições presidenciais nos EUA, diz Diggins. “A mudança climática é algo em que trabalharemos durante toda a nossa vida. Nascemos com esse problema e provavelmente o transmitiremos aos nossos filhos e netos, por isso é importante não se esgotar. Respire fundo, passe algum tempo em lugares selvagens, volte para sua mesa revigorado e mãos à obra.”
Diggins estava nervosa antes de sua viagem para DC, porque ela não conhecia todos os objetivos, fatos e estatísticas da política. “Muitas pessoas têm dificuldade em começar. Eles se preocupam com o clima, mas não têm tempo para se manterem atualizados com cada projeto de lei, cada agenda ou novo relatório”, diz Diggins. “Em vez de o medo forçar você a sentar e ver o mundo queimar, encorajo as pessoas a tomarem pequenas ações em vez da apatia.”
Isso não significa que você precise ser perfeito no processo, diz Diggins. “Tenho uma vida super privilegiada. Eu voo para a Europa para correr. Eu uso eletricidade e tenho uma pegada de carbono. Tento compensar tudo isso, mas não sou perfeito e sou dono disso. Mas ser imperfeito não significa que você tenha que parar de falar.”
A maioria dos senadores e representantes dos EUA com quem Diggins conversou compreende que as alterações climáticas são um problema, afirma ela. A maioria até concorda que a causa é humana, mas debatem a melhor solução para isso. “Isso me dá esperança de que possamos chegar ao outro lado do corredor e todos concordarem em algo”, diz Diggins.
Este ano, o novo objetivo é controlar o seu esforço, no esqui e no trabalho de defesa de direitos. “Não se trata de vencer, porque você não pode controlar isso. Você pode ser o melhor do mundo e se alguém bater bem na sua frente, acabou”, diz Diggins. “Mas você consegue controlar seu esforço. Adoro descer ao fundo do poço para descobrir o que me motiva. O que estou disposto a fazer? Quanto estou disposto a dar?”
O mesmo se aplica ao trabalho de política climática. “Em última análise, não sou o senador que vota, mas posso argumentar que isso é importante”, diz Diggins. “Posso controlar o coração, a dedicação e a paixão que coloco nisso. Só porque você não pode controlar o resultado não significa que não vale a pena seu tempo e esforço.”
Desde a eleição, o POW está a ajustar os objectivos da sua agenda para ir ao encontro do novo regime de Donald Trump. “Estamos a reagrupar-nos para descobrir que política é sustentável e lembrar às pessoas que o clima não deve ser político. Na minha última viagem de lobby, encontrei-me com alguns dos republicanos do Climate Solution Caucus. Isso me deu esperança. Estão a ser feitos progressos, mesmo que sejam lentos. Enquanto isso, estou apenas tentando fazer a próxima coisa certa.”
A próxima coisa certa, diz Diggins, é continuar usando sua voz além dos limites das corridas. “É importante ser mais que um atleta. Cuidar apaixonadamente do clima. Não ser perfeito e ainda assim agir. As pessoas precisam de heróis do esporte que sejam imperfeitos; eles precisam ver a realidade. Durmo melhor à noite porque uso minha plataforma para mais do que apenas ganhar.”
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Gestão superior cumpre agenda institucional no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Reitoria da Ufac cumpriu agenda institucional no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. De segunda-feira, 26, até esta quarta-feira, 28, o reitor Josimar Ferreira e integrantes da administração superior se reuniram com a comunidade universitária para tratar de demandas e apresentar projetos da nova gestão.
“Foi uma reunião de apresentação das equipes, das pró-reitorias, mas também de escuta, uma escuta permanente, de um diálogo muito próximo da nossa comunidade”, disse Josimar. Ele entregou a portaria de nomeação do diretor-geral do campus Floresta, Hugo Mota Ferreira Leite.
“A visita da Reitoria e toda a equipe dos pró-reitores foi muito importante para promover esse primeiro contato da nova gestão com a comunidade acadêmica, ouvir as demandas, apresentar as realizações ao longo desses 70 dias de gestão, o que já foi feito e o que ainda será feito”, pontuou Ferreira Leite.
Uma das principais atividades ocorreu na terça-feira, 27, com a entrega de equipamentos destinados aos programas de pós-graduação de Cruzeiro do Sul. A iniciativa, realizada por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e pesquisa.
Atualmente, o campus Floresta conta com três programas de mestrado, e a agenda também incluiu discussões sobre a proposta de doutorado. Josimar destacou a necessidade de avançar na estruturação dos laboratórios e na formação de pesquisadores, considerando a biodiversidade regional, os saberes tradicionais e as possibilidades de internacionalização.
Também participaram da entrega o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, Genilvado Moreira; e o diretor de Inovação, Paulo Trazzi.

Orçamento
Durante a programação, a Reitoria e a Pró-Reitoria de Planejamento se reuniram com diretores de centros e representantes da Direção-Geral do campus para tratar de questões relacionadas ao orçamento institucional, demandas administrativas, fluxos de processos e sistemas de gestão. O encontro contou com a participação do pró-reitor Edcarlos Miranda de Souza.
As atividades também envolveram discussões sobre projetos de extensão e possibilidades de captação de recursos. Em reunião com diretores de centros e coordenadores de cursos, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, abordou demandas acadêmicas e mecanismos de fomento às ações extensionistas desenvolvidas no campus.
Entre os projetos apresentados à Reitoria, esteve a proposta de criação de uma trilha agroecológica no campus Floresta, apresentada pela professora Sonaira Souza da Silva. A iniciativa pretende utilizar a natureza como espaço educativo, com previsão de visitação pública, construção de um quiosque para exposição de produtos desenvolvidos em experimentos e projetos universitários e instalação de uma torre de aproximadamente 30 metros para observação do dossel da floresta.
Prática jurídica e inclusão
A agenda contemplou ainda uma reunião com o professor Daniel de Faria Galvão, do curso de Direito, que apresentou demandas relacionadas ao funcionamento do curso, especialmente às necessidades do Núcleo de Prática Jurídica. Ele manifestou satisfação com a receptividade da nova gestão e a abertura para discutir as questões apresentadas.
As políticas de inclusão e representatividade estudantil também fizeram parte das atividades. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, reuniu-se com representantes do Núcleo de Apoio à Inclusão para conhecer demandas relacionadas ao atendimento da comunidade acadêmica.
Em outro encontro, o estudante Samuel Lima Pereira Arara, representante do coletivo indígena da Ufac, apresentou questões relacionadas à representatividade, à participação em eventos e à proposta de criação de uma comissão para acompanhar as demandas dos estudantes indígenas.

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Clube do Livro Amaro comemora 3 anos de leituras e discussões — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026O projeto de extensão Clube do Livro Amaro, da Ufac, completa, neste mês de outubro, três anos de atividades dedicadas à leitura e à discussão de obras da literatura brasileira e mundial, reunindo participantes com diferentes formações, trajetórias e experiências de leitura. Criado em outubro de 2023, o projeto é coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado.
Segundo os coordenadores, a celebração do terceiro aniversário representa um momento de reconhecimento da trajetória construída coletivamente e, sobretudo, da importância dos participantes para a continuidade do projeto.
“Ao longo desse período, o clube tornou-se um espaço em que diferentes olhares sobre uma mesma obra se encontram, se complementam e, muitas vezes, se contrapõem, fazendo da leitura uma experiência de troca e descoberta”, ponderaram. “Ao completar três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma seu compromisso com a valorização da literatura, a formação de leitores e o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a sociedade.”
Trajetória
O clube iniciou suas atividades com a leitura de “Medeia”, de Eurípides. Na sequência, foram discutidas as obras “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e “Mata Teu Pai”, de Grace Passô, estabelecendo, desde os primeiros encontros, um diálogo entre obras de diferentes períodos históricos e tradições literárias.
Ao longo desses três anos, o grupo percorreu um repertório diversificado, que inclui clássicos como “Odisseia”, de Homero; “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen; “Hamlet”, de William Shakespeare; e “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. A literatura brasileira também ocupa lugar de destaque, com obras de Machado de Assis, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Rachel de Queiroz, Maria Firmina dos Reis, José Lins do Rego, entre outros.
O percurso de leituras contempla ainda diferentes vozes e perspectivas culturais, com obras de autoras como Toni Morrison, Paulina Chiziane, Isabel Allende e Marguerite Yourcenar, ampliando as discussões sobre identidade, memória, relações humanas, desigualdades sociais e questões históricas e culturais.

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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.
O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.
Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.
Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.
Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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