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A estrela pop de seu tempo? – DW – 30/09/2024
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Johann Wolfgang von GoetheA novela de ‘The Sorrows of Young Werther’ foi um avanço mundial para o jovem de 25 anos quando foi publicada há 250 anos.
Corria o boato de que o imperador francês Napoleão Bonaparte leu o romance sete vezes e não falou de mais nada quando finalmente conheceu Goethe.
A visão sombria do amor condenado tornou-se um tanto viral para a época, atingindo toda uma geração de jovens.
Jovens atingidos pela ‘febre’ de Werther
Werther é o protagonista do romance – só é chamado pelo sobrenome – que se apaixona por Lotte, que está noiva.
À medida que os sentimentos de Werther por Lotte se aprofundam, ela permanece fiel ao noivo. No final das contas, Werther não consegue escapar dessa obsessão e recorre ao suicídio.
Goethe foi membro do movimento literário alemão “Sturm und Drang”. Significando “tempestade e estresse” em inglês, este movimento do final do século 18, entre outros, focou no indivíduo, bem como nas expressões intensas de emoções.
“Werther” aproveitou o zeitgeist de muitos jovens em particular que simpatizaram e se identificaram com o protagonista. Isso foi expresso, entre outras coisas, pela imitação da moda descrita no romance.
Heinz Drügh, professor de história literária dos séculos XVIII e XIX na Universidade Goethe de Frankfurt, diz que as pessoas tentavam vestir-se como Werther – um casaco azul e um colete amarelo, por exemplo – mesmo que a sua moda “fosse bastante invulgar” para a época.
Essa obsessão pelo personagem malfadado é às vezes chamada de “febre de Werther”. Drügh descreve Werther como um “fenômeno pan-europeu”, mas ainda hoje é muito popular no Leste Asiático.
Um romance ainda pode ter uma influência tão grande na sociedade hoje? “Acho que as fortes experiências de identificação hoje vêm mais do cinema e da música do que da literatura”, explica Drügh.
Werther “abriu algo novo”, diz ele, acrescentando que Goethe usou isso para iniciar uma nova forma de pensar. Da perspectiva de hoje, Goethe é talvez uma espécie de “estrela pop”, acrescenta Drügh, “porque o tipo de identificação com este texto era tão forte quanto poderia realmente ser com as questões da cultura pop hoje”.
Goethe foi interpretado muito literalmente
No entanto, a influência de Werther também teve as suas desvantagens.
Após a publicação da novela, ocorreram vários suicídios associados à obra, fenômeno que passou a ser conhecido como “Efeito Werther.”
O próprio Goethe publicou uma segunda versão do romance, mais extensa, com o objetivo de ajudar os leitores a se distanciarem de Werther.
O termo “efeito Werther” foi cunhado pelo sociólogo David Philipps em 1974 para explicar como representações romantizadas de suicídio na mídia podem desencadear comportamentos imitadores, especialmente entre os jovens.
Quem são os modelos de hoje?
Mas o modelo clássico também está a tornar-se mais mal definido.
Graças às redes sociais, os mentores para jovens ocupam “subsegmentos que não são mais tangíveis”, diz o psicólogo e psicoterapeuta radicado na Suíça, Lothar Janssen, à DW.
Janssen fala de “mini modelos” na internet, como aqueles que compartilham como lidam com doenças mentais nas redes sociais. Eles alcançam um público amplo que pode se identificar com eles por meio de mídias sociais praticamente não filtradas.
Os especialistas enfatizam que é importante lidar abertamente com doenças mentais e suicídio. É por isso que o tratamento correto do tema na mídia é crucial. Para evitar o “efeito Werther”, deve-se tomar cuidado para não romantizar a doença mental e o suicídio.
Modelos ainda em demanda
As estrelas pop não estão completamente fora de questão, no entanto. A cantora norte-americana Taylor Swiftpor exemplo, aproxima-se muito do modelo clássico.
Formou-se uma comunidade em torno dela, na qual os fãs sentem que estão “em boas mãos e se sentem bem”, explica o psicólogo Lothar Janssen.
Embora Goethe tenha tido que renunciar ao seu status de estrela pop, tanto o autor quanto suas obras – incluindo “Os sofrimentos do jovem Werther” – permanecem famosos até hoje.
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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