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A explicação que bolsonaristas tentam emplacar par…

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A explicação que bolsonaristas tentam emplacar par...

Lucas Mathias

Durante seu discurso na Avenida Paulista neste domingo, 6, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu pronunciar uma frase em inglês para manifestar sua indignação com o julgamento de dois presos do 8 de janeiro. A declaração, contudo, chamou a atenção pela pronúncia confusa e pausada, incomum para um ex-chefe de Estado, o que gerou críticas nas redes sociais. Em reação a isso, horas depois, influenciadores bolsonaristas começaram a classificar o ato como uma “jogada de mestre”: para eles, Bolsonaro expôs suas limitações propositalmente, para chamar a atenção.

A dificuldade com o idioma foi reconhecida pelo ex-presidente na mesma manifestação. “Eu não falo inglês. É uma grande falha da minha formação”, declarou, antes de criticar a acusação de golpe contra “pipoqueiros e sorveteiros”. A fala aconteceu durante a tarde na cidade de São Paulo, no ato que pediu a anistia dos presos por ataques à democracia na Praça dos Três Poderes, em Brasília, há dois anos. 

À noite, pouco antes das 22 horas deste domingo, uma publicação de um influenciador bolsonarista foi compartilhada em um grupo voltado para apoiadores do ex-presidente, ao qual VEJA teve acesso. “Bolsonaro fez uma jogada de mestre na manifestação e ninguém percebeu…”, dizia a chamada para o vídeo. 

Mensagem compartilhada em grupo de divulgação bolsonarista diz que fala do ex-presidente em inglês foi
Mensagem compartilhada em grupo de divulgação bolsonarista diz que fala do ex-presidente em inglês foi “golpe de mestre” (Reprodução/.)

O conteúdo, curtido pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), afirma que a pronúncia em inglês de Bolsonaro “não foi das melhores”, mas “cumpriu uma missão muito importante” para a divulgação do recado que o ex-presidente queria passar, sobre os presos do 8 de janeiro. 

O vídeo lembra ainda do episódio em que Bolsonaro participou de uma motociata junto de seu então ministro Tarcísio de Freitas, quando os dois não usavam o capacete obrigatório por lei para utilizar o veículo, em 2022. Segundo o influenciador, nos dois casos, a “estratégia” usada foi a mesma.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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