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A extrema-direita alemã AfD pretende capitalizar eleições antecipadas – DW – 11/08/2024

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O Partido Alternativa para a Alemanha (AfD) está ansioso por que as coisas avancem rapidamente, agora que a coligação governamental da Alemanha entrou em colapso.

“O chanceler Scholz perdeu há muito tempo a confiança do povo alemão e deve abrir caminho para uma nova eleição imediatamente”, afirmou. Alice Weidelco-presidente da extrema direita AfD, disse isso depois do colapso do governo na quarta-feira.

AfD quer chanceler Olaf Scholz enfrentar um voto de desconfiança na próxima semana, em vez de esperar até Janeiro. “Ele deve a este país renunciar o mais rápido possível”, acrescentou Weidel.

A coligação governamental da Alemanha entra em colapso: e agora?

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Fechando fronteiras, acabando com a ajuda à Ucrânia

A AfD atacou ferozmente a coligação governamental de centro-esquerda Partido Social Democrata (SPD)o Verdes e o neoliberal Partido Democrático Livre (FDP) desde que assumiu o poder pela primeira vez no final de dezembro de 2021.

Criticou a coligação por ter falhado a todos os níveis políticos, apelando a uma mudança radical, especialmente na migração e na política externa. Semelhante ao presidente eleito dos EUA Donald Trumpo partido fez uma forte campanha contra migração e fronteiras abertas.

E se opõe veementemente a todos remessas de armas para a Ucrânia. Em Junho, quando o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy fez um discurso no parlamento alemão, o grupo parlamentar da AfD decidiu mostrar o seu desprezo pelo convidado ao não comparecer ao Bundestag sessão.

Agora que a coligação governamental chegou ao fim, a AfD apela ao fim de novos envios de armas e de ajuda financeira à Ucrânia. “Eu também aconselharia que isto fosse feito nos últimos meses antes das próximas eleições gerais, porque continuará a arruinar o orçamento do governo federal”, disse o co-presidente da AfD. Tino Chrupalla.

O partido AfD da Alemanha e os seus laços com a Rússia

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AfD aproveita onda de sentimento antiliberal

Uma eleição antecipada poderia levar a AfD a obter ganhos significativos nas sondagens e, assim, ter uma maior influência na política federal. Nas últimas eleições federais, em setembro de 2021, o partido obteve 10% dos votos. As últimas pesquisas de opinião apontam para cerca de 17%.

A plataforma do partido parece adequada para eleições rápidas e sem dúvida manteria a sua dura estratégia de confronto. Há anos que o partido tem conseguido moldar a política alemã apelando a uma série de queixas – especialmente em matéria de política de asilo e migração.

Durante uma conferência de imprensa na quinta-feira, Chrupalla apresentou a lista de exigências do seu partido. “Queremos o fim da integração dos migrantes ilegais no sistema social, da deportação dos criminosos que já foram obrigados a abandonar o país e queremos fechar as fronteiras”, afirmou.

Para atingir os seus objectivos, a AfD apela aos “partidos tradicionais”, como o União Democrata Cristã (CDU), União Social Cristã (CSU) e o FDP para trabalhar com eles. “Apelamos à CDU/CSU e ao FDP para que finalmente aceitem a sua responsabilidade cívica e cheguem a um acordo connosco. Afinal, representamos milhões de eleitores”, disse Weidel, em resposta ao fim da coligação.

A AfD está a pressionar especialmente os Democratas-Cristãos de centro-direita para reverterem a sua recusa categórica de trabalhar em conjunto. “Também queremos ver finalmente o fim desta marginalização”, disse Chrupalla. “Os cidadãos da Alemanha esperam que os problemas deste país sejam finalmente resolvidos e que esta crise seja resolvida.”

A ascensão política da AfD desperta receios entre os imigrantes

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No entanto, uma coligação entre a AfD e a CDU continua a ser uma possibilidade muito remota, uma vez que a AfD se tornou cada vez mais extremista.

O Escritório Federal para a Proteção da Constituiçãoa agência de inteligência interna da Alemanha, tem monitorizado o partido devido ao seu alinhamento com a extrema direita.

AfD vê Verdes “acordados” como principal inimigo

O inimigo favorito da AfD são os Verdes, a quem critica pelas políticas climáticas e económicas, mas sobretudo pela visão cosmopolita da sociedade do partido.

No entanto, a AfD também tem sido extremamente crítica em relação aos conservadores democratas-cristãos. Durante anos, o ex-chanceler da CDU Angela Merkel tinha sido alvo da ira do partido devido às suas políticas de migração em 2015. Durante as eleições europeias deste ano, o principal candidato da AfD, Maximiliano Krahapontou a CDU como seu principal adversário e apelou à sua “destruição”.

Poderá a Alemanha repetir o seu passado nazi?

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Este radicalismo foi uma das razões pelas quais o presidente do partido CDU Friedrich Merz disse em entrevista à Redaktionsnetzwerk Deutschland em agosto: “Não podemos trabalhar com este partido. Isso significaria o fim da CDU.”

Ainda não está claro qual o impacto que os numerosos escândalos da AfD terão nas eleições federais. Em Novembro, três membros do partido AfD foram detidos por alegadamente apoiarem um suposto grupo terrorista de extrema direita. A AfD quer agora expulsá-los.

AfD tem ligações com neonazistas e redes de extrema direita

No entanto, parece que já existem ligações extensas entre os membros do partido e neonazista e redes de extrema direita. Um membro da AfD no parlamento estatal da Baviera também está sob investigação por agitação de direita, e um antigo membro da AfD no Bundestag está actualmente sob custódia por alegado envolvimento no planeamento de um golpe de Estado.

Devido à crescente radicalização da AfD, um grupo de membros apartidários do Bundestag pretende apresentar uma moção no parlamento para proibir a AfD. Se obtiver a maioria necessária, o Tribunal Constitucional Federal teria que decidir.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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