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“A França sofre de ineficiência nos gastos públicos que já é hora de remediar”

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euO projeto de orçamento para 2025, apresentado oficialmente em 10 de outubro, define apenas aproximadamente muitas receitas e despesas, tendo os novos ministros das finanças e do orçamento, Antoine Armand e Laurent Saint-Martin, tido pouco tempo para desenvolver as suas propostas. As alterações serão, sem dúvida, feitas durante a análise do projeto de lei de finanças (PLF) pelo Parlamento. Mas os principais desafios que a gestão das finanças públicas enfrenta são claros.

Perante uma situação orçamental que se deteriorou significativamente desde o início do ano, com um défice que deverá atingir 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, em vez dos 4,4% previstos na lei das finanças, o governo de Michel Barnier teve que se esforçar para conciliar três objetivos parcialmente contraditórios. Tinha de evitar perder completamente a confiança do mercado obrigacionista, no qual a diferença entre as taxas francesas e as taxas alemãs estava a aumentar perigosamente. Teve de ter cuidado para não precipitar uma recessão económica, evitando uma política orçamental excessivamente restritiva. E teve que, finalmente, preservar tanto quanto possível a política de oferta de Emmanuel Macron, que, sem alcançar resultados que correspondessem às esperanças nela depositadas, melhorou ainda assim a atractividade de França e o nível de emprego.

À luz destes critérios, o projecto de orçamento não carece de competências. Segundo o governo, o défice deverá situar-se nos 5% do PIB em 2025, uma previsão considerada frágil, mas não totalmente fora de alcance, pelo Conselho Superior das Finanças Públicas. Lá previsão do Observatório Francês de Condições Econômicaspublicado em 16 de outubro, é apenas um pouco mais pessimista: apesar de um ajustamento orçamental substancial (1,3% do PIB), o crescimento deverá enfraquecer em 2025, mas permanecer claramente positivo (0,8%), e o défice público atingiria 5,3% do PIB.

Este impacto macroeconómico, em última análise, limitado é explicado principalmente por dois factores: uma acentuada flexibilização monetária, possibilitada pelo regresso da inflação abaixo dos 2%; e a utilização, para reduzir o défice, de aumentos de taxas cujo impacto sobre a procura será muito reduzido e os efeitos sobre a oferta serão atenuados pelo seu carácter explicitamente temporário.

Tour de força

Ao levantar o tabu sobre os aumentos de impostos, Michel Barnier e a sua equipa conseguiram construir um projecto orçamental mais equilibrado do que teria sido se a consolidação se tivesse baseado apenas na redução da despesa. Os impostos sobre as empresas, a redução das contribuições para a segurança social e a tributação das famílias mais ricas terão, de facto, um impacto muito fraco sobre a procura. Em termos técnicos, os “multiplicadores associados” são muito inferiores à unidade, ao contrário das medidas que afectam directamente o consumo ou o rendimento das famílias de baixos rendimentos.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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