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A gestão compartilhada de escolas melhora a educação? NÃO – 03/01/2025 – Opinião

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Fernando Cássio, Salomão Ximenes

“Gestão compartilhada” é o atual nome dos processos de desistência de investir na educação pública e nos educadores profissionais: contratualização da “gestão não pedagógica” com agentes empresariais, parcerias com Organizações Sociais (OS) ou da sociedade civil, militarização escolar etc.

O adjetivo evoca a ideia de que o “compartilhamento” ampliaria a democracia interna das escolas. O poder gestionário estaria menos concentrado na figura do diretor escolar, agora mais disponível para o trabalho que importa – o pedagógico. Este argumento é falso por duas razões.

A primeira, a ideia da concentração de poder como regra, diz muito sobre a concepção político-pedagógica do governo Tarcísio, que sequer cogita compartilhar a gestão das escolas com quem é de direito –as comunidades escolares–, implementando e regulamentando a gestão colegiada, obrigatória segundo o artigo 14 da LDB. As secretarias de educação preferem o controle burocrático centralizado do trabalho dos diretores a fluxos de decisão coletiva. Portanto, não seria a gestão privada a liberar o tempo “pedagógico”, hoje capturado por dezenas de plataformas e outras ferramentas tecnológicas que a própria privatização já impôs às escolas.

A segunda razão é a premissa da separação entre gestão “pedagógica” e “não pedagógica”. As decisões sobre a gestão dos espaços, do refeitório, dos recursos, do jardim (e da disciplina corporal, no caso da militarização) têm óbvios impactos pedagógicos, embora sejam tratadas por agentes interessados na privatização e na militarização como decisões administrativas neutras.

Na versão militarista, a “gestão compartilhada” produz ambientes escolares mais violentos do que aqueles que alega querer combater, ao enxertar agentes militares cuja formação e prática são a antítese da mediação pedagógica dos conflitos. Afirma-se que a militarização traria melhoria nos indicadores escolares, mas tanto esta quanto outras formas de “compartilhamento” da gestão são tipicamente acompanhadas por melhorias na infraestrutura e por mecanismos de seleção socioeconômica que fabricam o efeito-demonstração da política pública.

A gestão compartilhada na versão “parceria público-privada” com OSs –casos de Goiás e Paraná–, também nunca comprovou sua eficácia. Só alimenta o clientelismo político ao bel-prazer dos governantes de plantão.

As versões mais recentes envolvendo contratos de PPP para construção e gestão de escolas por 20 ou 25 anos (casos de São Paulo e Minas Gerais, em parcerias induzidas pelo BNDES), sequer se justificam do ponto de vista da economia dos recursos públicos. Em estados e municípios com maior arrecadação, a concessão de escolas públicas em patente desvantagem financeira para o Estado só pode ser explicada pela ideologia privatista e por um profundo desapreço dos governantes de plantão pelos educadores profissionais da escola pública.

Recentemente, o prefeito reeleito de São Paulo, Ricardo Nunes, quis celebrar contratos com escolas privadas para ofertar vagas no ensino fundamental, reproduzindo o modelo das creches conveniadas. Sofreu o constrangimento de ser lembrado que tal operação faria o município perder preciosos recursos do Fundeb. Daí, passou a defender uma reforma constitucional para autorizar o Fundeb a irrigar ainda mais os cofres da iniciativa privada.

O experimentalismo ensejado pelos modelos de “gestão compartilhada” serve a muitos interesses. O principal é alijar educadores profissionais das tarefas pedagógicas relevantes. O menor deles, lamentavelmente, é investir no desenvolvimento das escolas públicas e da gestão democrática.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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Ufac entrega equipamentos para fortalecer laboratórios de pesquisa — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou da solenidade de entrega de equipamentos para laboratórios de pesquisa da Ufac. A cerimônia, realizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, ocorreu nessa quarta-feira, 10, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede. Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC), no valor de R$ 1,9 milhão.

Guida destacou a importância do apoio parlamentar para a ampliação da estrutura de pesquisa da universidade e que os equipamentos entregues devem retornar à sociedade por meio da produção científica desenvolvida na Ufac. “São vocês que vão trabalhar com esse material, são vocês que vão dar o retorno agora para a sociedade”, disse a reitora aos pesquisadores presentes.

Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho, a aquisição integra uma ação estratégica da universidade. “Nossas pesquisas, com certeza, serão mais qualificadas a partir da utilização desses equipamentos”, afirmou. Ela também ressaltou o trabalho realizado pelas equipes envolvidas no processo de aquisição e destacou que centros e programas de pós-graduação foram convidados a apresentar suas demandas.

Socorro Neri reafirmou seu compromisso com a Ufac e disse que a destinação de recursos para a universidade deve considerar ações relevantes do ponto de vista acadêmico e social. “Tudo o que eu puder fazer pela nossa instituição, para melhorar a educação pública do Acre, é pouco diante de tudo o que me foi dado.” 

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Além disso, a deputada informou que projetos de pesquisa, extensão e ações acadêmicas podem ser apresentados para análise de viabilidade de apoio por meio de emendas. Para ela, os recursos públicos devem ser aplicados em iniciativas que tenham impacto para a formação, para a ciência e para a sociedade.

Também participaram da solenidade a vice-reitora eleita para o quadriênio 2026-2030, Almecina Balbino; o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Ferreira; além de pesquisadores, servidores e representantes da comunidade acadêmica.



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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.

O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.

Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”

Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.

A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”

O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 

(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

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Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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