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A interação militar com a Coreia do Norte não viola a lei internacional: Rússia, enviado da ONU | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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A interação militar da Rússia com a Coreia do Norte não viola o direito internacional, disse o representante do país nas Nações Unidas ao Conselho de Segurança da ONU, qualificando os relatos de que tropas norte-coreanas estavam presentes nas linhas da frente na guerra contra a Ucrânia como “mentiras descaradas”.

“Gostaria de sublinhar que a interacção da Rússia com a RPDC nas forças armadas e noutras áreas está em conformidade com o direito internacional e não constitui uma violação do mesmo. Não é dirigido contra países terceiros”, disse Vasily Nebenzya numa reunião do Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira, usando o acrónimo do nome oficial do país, República Popular Democrática da Coreia.

Isto ocorreu no mesmo dia em que os chefes de defesa dos Estados Unidos e da Coreia do Sul apelaram à Coreia do Norte para retirar as suas tropas da Rússia, onde Washington diz que cerca de 10.000 delas foram destacadas para possível uso contra as forças ucranianas.

“Apelo-lhes que retirem as suas tropas da Rússia”, disse o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, no Pentágono, falando ao lado do seu homólogo sul-coreano, Kim Yong-hyun, que apelou à “retirada imediata” das forças de Pyongyang.

Austin disse que os EUA “continuarão a trabalhar com aliados e parceiros para desencorajar a Rússia de empregar estas tropas em combate”, mas alertou que Moscovo provavelmente o fará.

O Pentágono disse no dia anterior que um “pequeno número” de tropas norte-coreanas já foi destacado para a região russa de Kursk, onde as tropas ucranianas têm conduzido uma ofensiva terrestre desde agosto.

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, reúne-se com o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Yong-hyun (Elizabeth Frantz/Reuters)

Falando na reunião do Conselho de Segurança da ONU, Nebenzya da Rússia disse: “Estas declarações sobre os soldados norte-coreanos na nossa frente não deveriam surpreender ninguém, porque são todas mentiras descaradas e estão a tentar distrair”.

Mais tarde, ele acrescentou: “Mesmo que tudo o que está sendo dito sobre a cooperação entre a Rússia e a Coreia do Norte pelos nossos colegas ocidentais seja verdade, por que é que os Estados Unidos e os aliados estão a tentar impor a todos a lógica errada de que têm o direito de ajudar o regime (do presidente ucraniano Volodymyr) Zelenskyy a mobilizar os militares e a inteligência da OTAN, e a Rússia e os seus aliados não têm o direito de fazer algo semelhante?”

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim Song, disse ao CSNU que a RPDC e a Rússia “têm o direito de desenvolver relações bilaterais em todos os domínios”.

Ele acrescentou que “a maior ameaça à paz e segurança internacionais atualmente são os atos dos Estados Unidos e dos seus aliados contra a paz”.

A Rússia e a Coreia do Norte reforçaram a sua aliança política e militar ao longo do conflito na Ucrânia. Ambos estão sob sanções – Pyongyang pelo seu programa de armas nucleares e Moscovo pela sua guerra contra Kiev. A decisão da Coreia do Norte de estreitar o seu relacionamento com a Rússia desencadeou alarmes em todo o mundo.

Principais preocupações

No Pentágono, Austin disse que as autoridades estão discutindo o que fazer em relação ao envio de tropas, que ele disse ter o potencial de ampliar ou prolongar o conflito na Ucrânia. Quando questionado se poderia levar outras nações a envolverem-se mais diretamente no conflito, reconheceu que poderia “encorajar outros a agir”, mas não forneceu detalhes.

Kim, da Coreia do Sul, disse que não acredita necessariamente que a implantação irá desencadear uma guerra na Península Coreana, mas poderá aumentar as ameaças à segurança entre as duas nações.

O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, disse ao Conselho de Segurança que as ações da Rússia com a Coreia do Norte foram “mais um passo dado por Moscovo para intensificar ainda mais a sua guerra contra a Ucrânia”.

“Construir a interoperabilidade dos exércitos russo e da RPDC constitui uma ameaça para a Europa, a península coreana, os seus vizinhos e mais além”, acrescentou.

Uma preocupação fundamental é o que a Coreia do Norte receberá em troca do fornecimento de tropas. Mas as autoridades ainda não disseram especificamente o que Pyongyang pode ter solicitado ou o que Moscovo ofereceu.

Especialistas afirmam que, em troca destas forças, a Coreia do Norte pretende provavelmente adquirir tecnologia militar, que vai desde satélites de vigilância a submarinos, além de possíveis garantias de segurança de Moscovo.

Uma autoridade ucraniana disse à agência de notícias Associated Press que as tropas norte-coreanas estão atualmente estacionadas a 50 km (31 milhas) de distância da fronteira ucraniana com a Rússia. O funcionário não estava autorizado a divulgar a informação publicamente e falou sob condição de anonimato.

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, Kyslytsya afirmou que cerca de 12 mil militares norte-coreanos estão estacionados em cinco campos de treino das Forças Armadas Russas. Ele acrescentou que entre 23 e 28 de outubro, pelo menos sete aeronaves transportando até 2.100 soldados voaram do Distrito Militar Oriental para a fronteira da Rússia com a Ucrânia.

A Coreia do Norte também forneceu munições à Rússia e, no início deste mês, a Casa Branca divulgou imagens que dizia serem da Coreia do Norte a transportar 1.000 contentores de equipamento militar para lá por via férrea.

Kyiv
Morador fica em frente a um prédio de apartamentos danificado por um ataque de drone russo, em meio ao ataque russo à Ucrânia, em Kiev (Arquivo: Valentyn Ogirenko/Reuters)

A luta continua

Enquanto isso, no terreno, a Rússia e a Ucrânia trocaram vários ataques de drones na quarta-feira.

Uma bomba guiada russa atingiu o quarto andar de um prédio de apartamentos em Kharkiv, causando vítimas, disse o governador regional Oleh Syniehubov no Telegram.

Anteriormente, a Força Aérea da Ucrânia disse que a Rússia lançou 62 drones e um míssil durante a noite, acrescentando que 33 deles foram interceptados e 25 ficaram bloqueados. O ataque feriu nove pessoas em Kyiv, segundo a administração da cidade.

Os ataques russos também atingiram outras regiões da Ucrânia, matando pelo menos quatro pessoas e ferindo cerca de 30 outras pessoas nas últimas 24 horas, disseram as autoridades.

Ao mesmo tempo, as forças russas prosseguiram a sua lenta ofensiva no leste da Ucrânia. O Ministério da Defesa russo anunciou a captura da aldeia de Kruhlyakivka, na região de Kharkiv, e disse que as defesas aéreas derrubaram 25 drones ucranianos em várias regiões do oeste e sudoeste do país.

Os novos ataques ocorrem no momento em que o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son-hui, viajava para a Rússia para conversações que a agência de espionagem da Coreia do Sul disse que poderiam envolver discussões sobre o envio de tropas adicionais para a Rússia.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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