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POLÍTICA

A jogada de Lula em meio ao tarifaço de Trump

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A jogada de Lula em meio ao tarifaço de Trump

Matheus Leitão

O presidente Lula pediu, nesta quarta, 9, mais integração dentro da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Fez bem. Hoje o Brasil tem mais comércio com países da região do que com os Estados Unidos, por exemplo. 

Em tempos de tarifaço e guerra comercial de proporções impensáveis até início do segundo mandato de Donald Trump, é uma alternativa importante colocada à mesa. Em outras regiões está havendo o mesmo movimento de adensar o comércio local. 

Mas nem tudo é positivo no encontro da Celac. A declaração da reunião com criticas às tarifas altas do presidente dos Estados Unidos teve dissidentes.Curiosamente, são países opostos no campo ideológico: a Nicarágua, a ditadura que se diz de esquerda, e a Argentina, liderada pela extrema direita.  

O Paraguai também ficou contra, mas entrou em outro “combo” que não vem ao caso. 

Em meio ao caos instalado no mundo, com as bolsas vivendo um sobe desce que mais parece montanha russa, Trump finalmente recuou. Isso para a sorte dos outros países da Celac que não concordam com a metralhadora tarifária do presidente dos Estados Unidos.

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Jornais como o The New York Times apontam que Trump estava pressionado pelos grandes empresários das big techs que estão perdendo muito dinheiro. Eles não conseguem produzir sem comércio com a China.

O recuo é temporário e o que está valendo são as sobretaxas de 10% contra o mundo todo. Ou seja, além das tarifas que já eram pagas ainda tem esses dez por cento. A esperança é que o recuo em relação aos outros países seja uma sinalização também em relação ao país asiático.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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