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A liberdade segundo Édouard Louis – 24/10/2024 – Thiago Amparo

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Chorei lendo o excelente escritor francês Édouard Louis, de apenas 32 anos. Apesar de virmos de realidades distintas —ele do norte operário da França e eu de uma família negra de classe média baixa na Grande São Paulo—, não pude deixar de me identificar com seu relato. Não é à toa que Louis, em sua passagem arrebatadora pela Flip no RJ e em inúmeras entrevistas e eventos depois, comoveu todas as audiências que lotaram teatros e livrarias para escutá-lo: Édouard Louis nos ensina o quão complexa é a busca por liberdade.

Fazendo uso com maestria da autobiografia, Louis coloca os seus próprios dramas familiares no centro de sua literatura, de forma comovente, complexa e humana. Vindo de uma família pobre francesa, Louis, um jovem gay, lutou, de um lado, contra a homofobia de seu pai e contra a falta de liberdade de sua mãe e, de outro, contra o empobrecimento. “(Virginia) Woolf já havia entendido, cem anos antes, que a liberdade não é, em princípio, uma questão estética e simbólica, mas uma questão material e prática. Que a liberdade tem um preço”, escreve no livro “Monique se liberta”.

E é aqui que entra a genialidade de Édouard. Os dois lados da moeda são, para Louis, o mesmo lado: a liberdade segundo ele é a possibilidade de existir plenamente apesar de um mundo que nos nega um lugar nele. Louis implode, com gosto, a separação que muitos fazem entre, de um lado, reivindicações identitárias de reconhecimento (p.ex. contra homofobia e papeis de gênero opressores) e, de outro, demandas por redistribuição material (p.ex. contra privação de educação a jovens pobres ou contra feminização da pobreza).

Quantas mulheres se libertariam de seus maridos abusivos se pudessem fazê-lo? Quantos jovens negros viveriam se a polícia não utilizasse a violência como forma de controle territorial sobre corpos descartáveis para o capital? De que cor seria a liberdade se a entendêssemos, como Édouard Louis entende: coletiva, radical e prática. Quantos jovens gays pobres, como eu e ele éramos, seríamos livres se tivéssemos um cheque e o poder na mão?


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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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Doc Autismo-Do Luto à Luta (2).jpg

O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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