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A maior educação financeira não está em aprender a investir melhor – 08/11/2024 – De Grão em Grão

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Michael Viriato

Quem nunca se pegou pensando em como “vencer” o mercado? Com o crescimento das redes sociais e das plataformas de investimentos, muitos têm dedicado horas a estudar ações, balanços, e estratégias para investir como profissionais. Mas será que essa é realmente a essência da educação financeira? A resposta pode surpreender: a verdadeira educação financeira não está em aprender a investir melhor, e sim em saber lidar com o dinheiro de forma mais prática e realista no dia a dia.

Não tenho essa estatística precisa, mas sou capaz de apostar que para obter um desempenho superior a 90% do mercado, você só precisaria de um CDB ou fundo DI que renda 115% do CDI ou CDB a IPCA +7% ao ano. Digo isso, pois poucos conseguem superar o CDI. Observe os gestores de fundos multimercados. Nos últimos 5 anos perdem do CDI. Nos últimos 15 anos, entregam retorno médio anual equivalente a 108,6% do CDI. E estes possuem equipes experientes e muita informação.

Os CDBs mencionados acima são produtos simples e acessíveis. Eles também oferecem retornos que o mercado de ações brasileiro, com toda sua complexidade, raramente supera. O índice de dividendos da B3, por exemplo, considerado um dos melhores do mercado, pois nos seus 15 anos ganhou do índice de small caps e do Ibovespa, não gerou um retorno médio anual superior a 106% do CDI nos últimos 15 anos. Isso mesmo somando dividendos e ganhos de capital. Além disso, sabemos que a maioria dos gestores profissionais de ações, com décadas de experiência, não consegue bater os próprios índices de referência.

Deixa eu te contar um segredo: a grande maioria destes gestores de fundos multimercados e de ações ganhou mais trabalhando do que investindo seu próprio dinheiro. Você realmente acha que vai ser diferente para você?

Enquanto isso, muitos investidores amadores gastam horas estudando estratégias sofisticadas, tentando ler balanços de empresas, análise fundamentalista, análise de múltiplos e derivativos, mas continuam perdendo a batalha nas escolhas simples de consumo do dia a dia. Compram mais do que precisam, parcelam quando poderiam pagar à vista e não conhecem as taxas reais dos financiamentos.

O que falta a essas pessoas não é a habilidade de escolher ações “vencedoras”, mas sim o conhecimento básico para saber onde e como gastar, poupar e investir com segurança. Educação financeira significa, antes de tudo, ter o entendimento necessário para evitar dívidas desnecessárias, controlar o consumo e fazer escolhas inteligentes.

Vejo investidores se debruçando e gastando meses e pagando cursos para aprender análise técnica. Perdem um tempo enorme na frente de gráficos. Mas, não sabem o básico de matemática financeira. Imagine o impacto que o conhecimento básico de matemática financeira poderia ter no seu bolso. Aprender a diferenciar boas de más taxas de juros, saber decidir entre pagar à vista ou parcelado, e entender o peso de um financiamento no orçamento são decisões que, no longo prazo, fazem muito mais diferença do que tentar vencer o mercado. Esses conhecimentos podem transformar a maneira como você lida com o dinheiro, evitando prejuízos e decisões impulsivas. São mais relevantes que entender de suporte, resistência, candlestick, MACD, OBV, Bandas de Bollinger, IFR médias móveis e outras estratégias de análise gráfica que no fim podem trazer mais perdas que ganhos.

Os maiores ganhos financeiros na vida de uma pessoa geralmente não vêm dos investimentos financeiros. Eles vêm do seu próprio desenvolvimento pessoal e da capacidade de aumentar a renda na sua área de atuação. É óbvio que um médico vai ganhar mais aprendendo uma nova técnica de cirurgia do que estudando para fazer day trade. Ao invés de gastar muito tempo tentando dominar o mercado financeiro, por que não investir em sua carreira, onde você pode fazer a diferença e alcançar novos patamares? Com um aumento na renda e disciplina para poupar, você já estará à frente de grande parte dos investidores que buscam retornos impossíveis.

No fim das contas, a verdadeira educação financeira não está em complicar os investimentos, mas em simplificar as decisões do dia a dia. Comece pelo básico e cuide bem do que você já possui. O controle sobre suas finanças, o domínio de conceitos como juros compostos e a capacidade de evitar dívidas são os primeiros passos para garantir estabilidade financeira.

Para a maioria das pessoas, entender e aplicar o básico da educação financeira vale muito mais do que tentar superar o mercado. Com foco na disciplina, poupança e crescimento profissional, é possível alcançar uma tranquilidade financeira duradoura.

Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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