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A Marcha das Mulheres enfrentou polêmica e divisão. Uma reformulação da marca será suficiente? | Notícias de Donald Trump

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Mas a organização continuou. Em 2018, as líderes da Marcha das Mulheres ajudaram a manifestar-se contra o candidato de Trump ao Supremo Tribunal Brett Kavanaugh enquanto ele enfrentava questões sobre alegações de agressão sexual.

Depois, em 2020, fizeram uma vigília pelo falecido juiz do Supremo Tribunal Ruth Bader Ginsburgque era conhecida pelo seu trabalho em matéria de igualdade de género.

E em 2022, quando o Supremo Tribunal finalmente capotou o direito federal ao aborto, os organizadores da Marcha das Mulheres lançaram um “verão de fúria”, com protestos de costa a costa.

Mas o grupo também continuou a enfrentar controvérsias sobre a sua adesão.

Em 2018, por exemplo, um membro fundador alegou que foi afastada do seu papel de liderança devido à sua fé judaica. O clamor contra o anti-semitismo levou outros líderes a renunciarem. Os críticos também acusaram o grupo de marginalizar as pessoas de cor e encobrir o feminismo.

Em 2019, o movimento registou números muito menores do que nas marchas anuais anteriores, deixando alguns participantes desapontados.

Tamika Middleton fala em um protesto no Tribunal do Condado de Potter em 11 de fevereiro de 2023, em Amarillo, Texas (Justin Rex/AP Photo)

Desde então, a organização trouxe novas lideranças, como Tamika Middleton, sua diretora administrativa desde 2021. Ela reconhece que a organização teve que evoluir para acompanhar os tempos.

“Acho que estamos sempre aprendendo e acho que estamos sempre praticando, né?” ela disse. “Nossos valores nem sempre chegam à nossa prática da maneira que pretendemos.”

Middleton, que se descreve como parte de “uma tradição radical negra do sul”, disse à Al Jazeera que o protesto anual deste ano – apelidado de Marcha do Povo – não tentará recriar o ímpeto de massa de 2017.

Em vez disso, ela espera que a Marcha Popular de terça-feira reúna uma coligação mais ampla de ativistas interessados ​​em promover os direitos dos imigrantes, das pessoas LGBTQ+ e dos pobres, bem como das mulheres.

“Estamos reconhecendo a conexão entre todas essas batalhas e que existe uma ameaça, existe uma oposição que está além de Trump”, disse Middleton.

As tendências mutáveis ​​dentro do movimento ficaram evidentes em Novembro passado, quando a Marcha das Mulheres ajudou a organizar um protesto improvisado em frente à Heritage Foundation, um think tank conservador.

Era o fim de semana seguinte às eleições de 2024 e Middleton notou uma diferença na forma como os manifestantes reagiram à vitória mais recente de Trump.

“Quando Trump foi eleito pela primeira vez, houve um tipo de indignação que realmente cresceu, muito rapidamente”, explicou ela. “E desta vez o que vimos, sim, vimos alguma indignação. Também vimos frustração, vimos decepção, vimos tristeza. Vimos muita tristeza.”

Aurielle Marie fala com o chefe de polícia George Turner ao ar livre à noite em Atlanta
A manifestante Aurielle Marie, à esquerda, conversa com o chefe de polícia George Turner durante uma marcha em 2016 contra os tiroteios policiais contra negros desarmados (David Goldman/AP Photo)

Para Marie, a ativista que participou na marcha de 2017 em São Francisco, os últimos quatro anos sob o presidente democrata Joe Biden também contribuíram para uma mudança no ânimo do público.

Sob Biden, o EUA continuou fornecer ajuda militar incondicional ao seu aliado Israel – mesmo enquanto o país do Médio Oriente travava uma guerra devastadora de 15 meses em Gaza, matando mais de 46.800 palestinianos. Especialistas das Nações Unidas consideraram que as tácticas de Israel no enclave são “consistentes com o genocídio”.

Marie explicou que vê os acontecimentos recentes como parte de um “legado de violência” que se estende para além das linhas partidárias.

“Trump não é o bicho-papão”, disse Marie. “Esta é uma nação que prioriza bombas e, especificamente, bombardear crianças em vez de educá-las.”

A mudança política, acrescentou ela, exige um activismo mais sustentado do que aquele que um único protesto anual pode proporcionar.

“A ação necessária para mudar esse governo não consiste em algumas horas de sábado com alguns sinais”, disse Marie. “Saímos do domínio do protesto bonitinho.”



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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