POLÍTICA
A motivação política por trás dos protestos de cel…
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1 ano atrásem
Giovanna Fraguito
Há quem não queira se expor quando o assunto é política. No árido terreno digital sempre ávido por polêmicas, este tema promove engajamento na mesma velocidade que provoca cancelamentos. A coluna GENTE recorda a seguir um balanço dos momentos mais espinhosos atravessados pelas celebridades em 2024.
No tapete vermelho do Oscar, em março, artistas protestam contra a guerra na Palestina, pedindo o cessar-fogo na região, onde a guerra com Israel acontece desde outubro do ano passado. Billie Eilish e o irmão Finneas O’Connell, Mark Ruffalo, entre outros, levaram em um broche sua posição quanto ao conflito. O protesto foi organizado pelo movimento Artists For Ceasefire – Artistas pelo Cessar-Fogo.
Durante a cerimônia de premiação do 76º Emmy Awards, em setembro, mais artistas passaram pelo tapete utilizando o broche, que apoia o cessar-fogo em Gaza. Dentre os nomes que foram vistos manifestando seu apoio ao fim do derramamento de sangue em zonas de conflito estão Nicola Coughlan, de Bridgerton; Devery Jacobs, de The Walking Dead; e Dallas Goldtooth, de Reservation Dogs.
Nos Estados Unidos, a disputa eleitoral entre os opostos Donald Trump e Kamala Harris movimentou o ano e motivou famosos a se pronunciarem. Beyoncé, por exemplo, participou de um comício da candidata democrata em 25 de outubro, em Houston, no Texas, sua cidade natal. A rapper Cardi B também fez um discurso durante um comício da campanha de Harris em Milwaukee, Wisconsin, em outubro. Além de Eminem, que subiu ao palco para endossar Kamala em outro comício. Fora os artistas que se pronunciaram a favor da democrata nas redes sociais como Billie Eilish, Olivia Rodrigo, Taylor Swift, George Clooney, LeBron James, Jennifer Lopez, entre outros. No fim, os apoiadores do republicano Trump tiveram motivos para comemorar.
No assunto política, o Brasil não ficou para trás: nas eleições para a prefeitura de São Paulo o clima seguiu quente. Artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Emicida, Leci Brandão, Chico César, Nando Reis, Denise Fraga, Malu Mader, Julia Lemmertz, Monica Martelli e Aline Moraes gravaram mensagens para a campanha de Boulos (Psol), que perdeu para Nunes (MDB).
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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