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‘A música de dança deve unir as pessoas’: Amesterdão tenta recuperar a sua cultura nocturna | Boates
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Senay Boztas in Amsterdam
Bequilibrado entre uma cadeira no chão e uma cômoda presa ao teto, Jordi Ariza Gallego olha ao redor da sala superior de seu clube. Esta exposição de Alice no País das Maravilhas é “nos bastidores”; ao lado há um barbeiro. Abaixo, pessoas comendo em um restaurante indonésio. O lotado andar térreo exibe filmes eróticos de um minuto da editora holandesa Bunda revista.
“É como uma festa em casa, e todos podem visitar um andar diferente”, disse o curador deste fundação de artes e festas. “Eu adoro que seja tão confuso!”
Este é o tipo de vida noturna selvagem e de nicho que ecoa a cena suja, mas artística, de Amsterdã das décadas de 1980 e 1990. Depois, clubes como RoXY e iT colocaram a vida noturna da cidade no mapa, com uma cultura de dança vibrante (alimentada pelo MDMA) que combinava música, performance e arte.
Mas hoje, o Sexyland World de Ariza Gallego, que aluga sua pista de dança por 80 euros por noite e inclui um bar externo e uma galeria de arte em um contêiner, fica literalmente na periferia da cidade, a uma viagem de balsa do centro.
À medida que os preços dos imóveis se aproximam dos de Londres, promotores, DJs, artistas e burocratas preocupados lançaram um projecto para construir um Instituto de Cultura Nocturna (Inc) de 12 milhões de euros no centro de Halvemaansteeg, beco da meia-lua nos Países Baixos.
O vice-prefeito Touria Meliani informou ao conselho que a iniciativa público-privada, a ser inaugurada em 2027, programaria a cultura progressista.
“A noite tem sido muitas vezes um porto seguro para pessoas de fora e dissidentes e hoje em dia tornou-se um lugar para todos”, disse ela. “A noite é a infância da cultura – um momento de incubação e crescimento, essencial para o amadurecimento das ideias.”
A capital holandesa transferiu a supervisão dos clubes do seu departamento de justiça para o seu departamento de cultura e lançou uma agenda oficial de promoção da vida nocturna. E não é a única cidade que se preocupa com a vida noturna. . Na semana passada, a Night Time Industries Association do Reino Unido alertou que os clubes do Reino Unido poderiam ser extinto em 2029.
De volta a Amsterdã, o promotor Sven Bijma, do queer Club Raum, acredita que os custos e as regulamentações estão estrangulando o lugar. “A cidade mudou muito. Eu chamo isso de um inferno neoliberal”, disse ele no lançamento da Inc. “Os jovens são expulsos depois de se formarem. Artistas mudam-se para Berlim. Não há muito aqui para ficar.
Este capital movido pelo dinheiro está a criar uma monocultura onde os criativos emergentes têm menos hipóteses de tentar coisas e fracassar, disse o arquitecto David Mulder van der Vegt, que projectou o edifício Inc. “A vida noturna é o canário na mina de carvão: quando a vida noturna começa a desacelerar, isso diz algo sobre a produção cultural como um todo e a criatividade na cidade”, disse ele.
Há preocupações de que a pandemia tenha sido prejudicial, especialmente para as minorias. Os números oficiais da cidade mostram que sete em cada 10 residentes de Amesterdão vão agora a eventos de dança, museus e filmes, em comparação com oito em cada 10 antes da Covid. “A vida noturna é um porto seguro para muitas pessoas que se sentem rejeitadas pela sociedade à luz do dia – uma espécie de coisa de Jekyll e Hyde”, disse o DJ holandês Joost van Bellen. “Se você vai a um determinado clube, é o seu clube – você sabe que está seguro se for trans, gay ou extravagante, ou alguém que é apenas diferente. A vida noturna é um refúgio.”
Entretanto, uma cidade cara pode ter problemas com vizinhos queixosos, disse Ariza Gallego, cujo clube anteriormente funcionava num antigo cais de navios. “Nas fases finais da nossa antiga localização, recebemos muitas reclamações (sobre) a luz que produzimos”, disse ele. “Nem (sempre) existe uma interação justa entre as empresas, as instituições culturais e o bairro.”
Ele encontrou outro espaço, mas alguns promotores não, disse Timo Koren, professor assistente de estudos culturais na Universidade de Amsterdã, por causa de uma “concepção branca de segurança”, onde uma multidão majoritariamente negra é vista como mais perigosa.
Então, um instituto público pode realmente reviver a cena? Alguns alertam sobre olhar para trás com uma nostalgia equivocada. E o investigador de drogas Ruben van Institute Beek diz que algumas das regras actuais existem “para salvaguardar as pessoas de se magoarem devido ao uso de drogas, consumo de álcool ou comportamento transgressor”.
Apelando à “liberdade, tolerância e igualdade”, Van Bellen não tem dúvidas sobre o que é necessário: “É uma loucura que um país como o nosso seja agora governado por partidos de extrema-direita. Música de dança deveria unir as pessoas.”
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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