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A nova era da Alemanha começa com Freigang como a grande esperança – DW – 15/10/2024

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Tudo é mudança para a seleção alemã de futebol feminino e para a atacante Laura Freigang, é hora de emergir totalmente das sombras.

Novo técnico Christian Wück escolheu um elenco de 23 jogadores para amistosos em Wembley contra a Inglaterra, em 25 de outubro, e em Duisburg, contra a Austrália, três dias depois, quando a estrela do Eintracht Frankfurt, Freigang, terá a chance de fazer um teste para substituir a atacante e ícone do time Alexandra Popp.

“Estou simplesmente curtindo meu futebol no momento”, disse Freigang, 26 anos, Chutador enquanto ela olhava para as datas internacionais.

Popp, de 33 anos, também estará na equipe no segundo jogo para se despedir, com os também aposentados alemães Merle Frohms e Marina Hegering também se despedindo.

Os vice-campeões do Euro 2022 precisam, portanto, de um novo capitão, atacante principal, goleiro e zagueiro central para o Euro 2025, na Suíça, em julho.

Wück, que venceu a Copa do Mundo Sub-17 masculina com a Alemanha no ano passado, substituiu Horst Hrubesch depois que o técnico interino levou as mulheres à medalha de bronze no Olimpíadas de Paris tendo firmado o navio seguindo A prolongada saída de Martina Voss-Tecklenburg.

Wück resiste a grandes convulsões

Ele convocou a meia Lisanne Gräwe, do Eintracht Frankfurt, e a atacante do RB Leipzig, Giovanna Hoffmann. Também há convocações da dupla defensiva do Frankfurt, Pia-Sophie Wolter e Sophia Kleinherne, devido ao excelente início de temporada da Bundesliga, da goleira do Bayern de Munique, Maria Luisa Grohs, da companheira de equipe Linda Dallmann, bem como de Selina Cerci, do Hoffenheim. Sara Däbritz, do Lyon, também está de volta.

Alexandra Popp tirando selfie com fã
Alexandra Popp jogará sua última partida pela Alemanha contra a AustráliaImagem: Memmler/Eibner-Pressefoto/picture Alliance

“Estou realmente ansioso para finalmente começar”, disse Wück em comunicado. “Nós, da equipe técnica, assistimos a muitos jogos da Bundesliga feminina nos últimos meses, mas também no exterior, na Inglaterra, Itália, França e Estados Unidos, para observar jogadores internacionais atuais, antigos e novos e trocar ideias com eles.”

Ele optou por não nomear imediatamente um novo capitão para substituir Popp, embora a vice-capitã Guilia Gwinn pareça estar em melhor posição.

“É uma posição sobre a qual você não deveria especular, é muito grande e preciosa para isso”, disse o jovem de 25 anos ao SID.

Wück também colocou 11 jogadoras em reserva, incluindo o quarteto inédito Ena Mahmutovic, Shekiera Martinez, Marie Müller e Sophia Winkler. Ele disse que optar por esse grande número foi uma forma de fazer com que a ponte entre as categorias de base e a equipe sênior não parecesse tão grande.

Ann-Kathrin Berger já havia usurpado Frohms como goleira número 1 nas Olimpíadas e deve continuar no cargo, com Stina Johannes e Grohs, do Frankfurt, como reservas.

Indiscutivelmente, a maior decisão de Wück é quem vai substituir Popp na frente. Na forma atual, Freigang, do Frankfurt, parece o mais adequado para assumir o papel de jogador preferido da Alemanha e, com o tempo, o rosto mais famoso da seleção.

A Alemanha já havia tentado se afastar de Popp, um jogador alto e poderoso que se beneficiava de bolas longas e cruzamentos profundos. O tiro saiu pela culatra e eles voltaram para Popp, reconhecendo que haviam prestado um péssimo serviço a ela e que ela também não é desleixada no chão.

Mas agora sua decisão de deixou a arena internacional após problemas com lesões traz uma pausa natural. Freigang também é alta, mas suas habilidades sedosas significam que ela tende a ocupar a posição de número 10 do Frankfurt, que chegou ao topo da Bundesliga Feminina após seis jogos com uma goleada de 6 x 0 sobre o Freiburg na segunda-feira. Pela primeira vez em mais de uma década, os campeões Bayern Munique e Wolfsburgo estão a ser seriamente desafiados a nível interno.

Christian Wück no banco de reservas
Christian Wück comanda seus primeiros jogos femininos na Alemanha depois de vencer a Copa do Mundo masculina sub-17Imagem: Rene Weiss/Eibner/aliança fotográfica

Freigang, a maior goleadora do campeonato com sete gols até o momento, depois de dois contra o Freiburg, parece imperiosa ao atacar e trazer outros jogadores para o ataque, mas também mostrou que pode liderar a linha com algumas finalizações finas e movimentos tardios na área.

Tornando seu o papel de atacante

A jogadora de 26 anos ficou um tanto lisonjeada por enganar em suas 32 internacionalizações pela Alemanha, mas com Popp abrindo caminho, Freigang tem a chance de assumir uma das funções de atacante.

Wück poderá defrontar o Freigang ao lado da dinâmica Lea Schüller, do Bayern Munique, apesar das dificuldades desta última esta época, culminando numa exibição frustrante na derrota por 2-0 com o Wolfsburgo – que permitiu ao Frankfurt subir à liderança.

O retorno de Schüller de 45 gols em 67 jogos contra a Alemanha não deve ser ridicularizado e é uma proporção de gols por jogo melhor do que Popp (67 em 144).

Freigang tem apenas 12 gols internacionais, mas certamente haverá mais se ela conseguir uma boa atuação na lateral.

Com a aposentadoria de Alex Morgan e Megan Rapinoe, o futebol feminino está em busca de outra estrela global para se igualar à dupla espanhola Aitana Bonmati e Alexia Putellas. Freigang tem a arrogância e o perfil da mídia para aproveitar o momento.

Agora ela tem vários meses para tentar levar o Frankfurt à glória e, junto com Wück e Gwinnn, posicionar a Alemanha para uma disputa pelo nono título da Euro, que amplia o recorde, em julho.

Tudo começa com uma viagem a Wembley, onde os alemães estarão desesperados por vingança depois a apertada derrota na final do Euro 2022 para os anfitriões.

Editado por: Chuck Penfold



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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