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A Onda Longa: Desvendando a verdadeira história dos eleitores negros nas eleições dos EUA | Corrida
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Nesrine Malik
HOlá e bem-vindo ao The Long Wave. Esta semana, conversei com Lauren N Williams, editora adjunta de raça e equidade do Guardian dos EUA, sobre os resultados eleitorais do país e o papel desempenhado pelos eleitores negros. Eu queria discutir a suposta oscilação entre os eleitores negros para Donald Trumpo que parecia bastante significativo. Porém, conversar com ela me fez ver as coisas de um ângulo diferente. Mas primeiro, o resumo semanal.
Resumo semanal
Primeiro-ministro de Barbados convida Trump para negociações climáticas | Na cimeira climática Cop29 da ONU em Baku, Azerbaijão, Mia Mottley disse ao Guardian que ela iria “encontrar um propósito comum para salvar o planeta” com o presidente eleito dos EUA. A reeleição de Trump agravou os receios sobre o futuro da ação climática.
Família de Malcolm X processa por assassinato | A família de Malcolm X entrou com uma ação Processo federal de US$ 100 milhões contra a CIA, o FBI e o departamento de polícia de Nova York por sua morte. O processo alega que as agências responsáveis pela aplicação da lei sabiam do plano para assassinar o líder dos direitos civis em 1965, mas não agiram para o impedir.
Quenianos adotam comédia stand-up | A comédia está crescendo no Quênia, com novos locais e uma nova onda de standups pegando o microfone. Como nosso correspondente da África Oriental, Carlos Mureithi, relata: “Os tópicos abrangem a vida cotidiana e toda a gama de desafios que assolam o país… à medida que os artistas aproveitam o poder do standup para fazer as pessoas rirem de suas dificuldades.”
Steve McQueen revela tratamento contra o câncer | O diretor de cinema e artista vencedor do Oscar Steve McQueen fez tratamento para câncer de próstata em 2022. O produtor Blitz, cujo pai morreu da doença em 2006, ajudou a aumentar a conscientização sobre o maior risco de câncer de próstata entre homens negros e dirigiu um curta-metragem de campanha, Embarassed.
Evaristos se conecta no Festival do Livro do Rio | Vencedor do prêmio British Booker Bernardino Evaristo e a mais célebre autora negra viva do Brasil, Conceição Evaristo, se encontraram pela primeira vez em Festa Literária das Periferias no Rio de Janeiro na última quarta-feira. Os dois Evaristos, que não têm parentesco, falaram em um painel de discussão sobre o sobrenome que compartilham e seus laços com o Brasil e o comércio transatlântico de escravos.
Em profundidade: uma mudança política negra – matemática ou mito?
As manchetes pareciam claras: o apoio de Trump entre os eleitores negros tinha disparado. Nas eleições norte-americanas deste mês, alguns meios de comunicação informaram que ele dobrou sua parte do voto masculino negro e ganhou mais eleitores negros do que qualquer outro republicano em quase 50 anos. Isso foi história! Bem, não exatamente, Lauren N Williams me disse. “Os números gerais são quase idênticos aos de como as pessoas votaram em 2020”, diz ela. De acordo com saída pesquisasOs eleitores negros votaram em Harris com 85% e em Joe Biden com 87%. A única diferença real é que o número de homens negros que votaram em Kamala Harris caiu ligeiramente, enquanto O apoio dos homens negros a Trump aumentou ligeiramente de 19% em 2020 para 21% em 2024. Mas, diz ela, menos 7 milhões de pessoas votaram em Harris do que em Biden. Embora Trump tenha conseguido mais eleitores negros do que naquela época – um detalhe fortemente enfatizado na cobertura da mídia antes e depois a eleição – a narrativa predominante não dá conta do facto de que: “Não é apenas esta mudança para Trump”, diz Lauren. As pessoas ficaram em casa ou votaram em terceiros. Se você não olhar para o quadro completo, então sim, você chegará à narrativa de que os negros estão oscilando para um lado.”
Por que faltou esta contextualização na análise pós-eleitoral? Porque não é uma história sexy. “É realmente interessante para as pessoas quando você tem um personagem como Trump e ele atrai pessoas que você normalmente não pensaria que estariam interessadas em suas políticas e personalidade”, diz Lauren. “É típico que os eleitores brancos do sexo masculino votem nele de forma esmagadora – mas o que não é típico é quando pessoas de cor o fazem. Para muitos meios de comunicação, essa é uma história realmente atraente.”
Perguntei a ela sobre o clipe viral de Barack Obama repreende eleitores negros por aparentemente não terem sido tão fortes para Harris como foram para ele quando ele fugiu. Até eu estremeci quando vi isso e pensei, uau, os democratas devem estar realmente em apuros. Mas, de acordo com Lauren, o botão de emergência nessa narrativa tinha sido constantemente pressionado pelos analistas de pesquisas (uma narrativa que, se me permitem, o Guardião evitou), que até os Democratas entraram em pânico e caíram nessa, obrigando Obama a “acenar com o dedo” aos potenciais eleitores.
‘Complicando a narrativa’
Ainda é interessante para mim que um candidato como Trump, com o seu historial de racismo, possa conquistar mais homens negros, mesmo no contexto. Mas Lauren chama minha atenção para uma história muito maior e mais interessante que foi reduzida a uma nota de rodapé da eleição: Harris ganhou quase todo o voto feminino negro. “Se houvesse mulheres brancas votando mais de 90% em um candidato, você não ouviria o fim dessa história. Seria infinitamente curioso, interessante e fascinante. Perdemos muito se não aplicarmos o mesmo nível de curiosidade às formas como outros grupos demográficos votam.” Posso ver que isto também se aplica aos homens negros, três quartos dos quais ainda votaram nos democratas. “Esta história poderia ter sido ‘veja o poder que os eleitores negros exercem’, mas essa não é a narrativa americana.”
E o que perdemos é muito importante. Ao descartar aqueles que votaram em Harris como o fazendo simplesmente por lealdade cega, as razões da vitória de Trump correm o risco de se distanciarem da realidade. Outra manchete ampla após a eleição foi que na verdade não havia nada de sinistro acontecendo – era “apenas” a economia. Mas os negros que votaram em Harris são desproporcionalmente da classe trabalhadora, diz Lauren, e tomaram decisões informadas, apesar da sua situação económica, porque estão habituados a fazer compromissos e a pensar sempre no “bem maior”. “Nas discussões que muitos meios de comunicação têm sobre a classe trabalhadora, o tom é que eles estão apenas falando sobre a classe trabalhadora branca”, porque considerar os eleitores negros como parte da classe trabalhadora americana “complica a narrativa”. As pessoas teriam de ter em conta o facto de que “os negros americanos que sofrem de privação de direitos e de uma enorme disparidade de riqueza racial não foram cortejados por esta ideia de ansiedade económica”.
O anti-racismo saiu de moda
“Complicar a narrativa” levanta a questão: porque é que os brancos estão aparentemente mais preocupados com a economia do que os negros que estão em situação mais desfavorável? Há pouco interesse na resposta a esta pergunta, diz Lauren. “Acho que as pessoas decidiram que raça é chata”, diz ela, embora esteja “na raiz de tantas coisas. Sempre que falamos de política de identidade, estamos a falar de pessoas de cor, apesar de Trump ter defendido a identidade masculina branca.” Ao tratarmos os brancos apenas como eleitores económicos racionais, prestamos “uma atenção indevida” a factores fora da raça, mesmo que estejam “lá em cima”. Definitivamente notei uma mudança desde a primeira vitória eleitoral de Trump, há oito anos. O inúmeras tomadas de “raiva branca” de 2016 são escassos desta vez, apesar da campanha de Trump para 2024 ser equilibrada mais explicitamente racista.
após a promoção do boletim informativo
Uma reação crescente ao Black Lives Matter também desempenhou um papel. “Mudamos tanto depois George Floyd”, diz Lauren, “quer tenhamos visto empresas – simbólicas ou não – mudando seu comportamento e relações para o racismo e as pessoas ficaram chateadas com isso. Nem todo mundo estava no movimento Black Lives Matter.”
O que vem a seguir para os negros americanos?
Se foi assim que a análise eleitoral se desenrolou, não é um bom presságio para os próximos quatro anos. Talvez veremos uma cobertura completa do “apelo” de Trump à classe trabalhadora branca e um desrespeito contínuo pelos milhões de negros que não votaram nele, que agora têm de viver sob um regime que “visa desmantelar as políticas federais antidiscriminação”. A abordagem de Lauren é ampliar as lentes históricas. “Uma coisa que me ajudou foi lembrar que já estivemos aqui antes. Sempre que há progresso, há sempre uma reação negativa. Um passo à frente, dois passos para trás. Esse é o auge da história americana.”
Como jornalista, Lauren diz que mostrar a vida dos negros como mais plena do que muitas vezes é retratada na grande mídia, insistindo na arte, na cultura e “no rodeio negro no Mississippi”, é a maneira de seguir em frente. Em outras palavras: se você é uma pessoa com o copo meio cheio, como eu sou, concentre-se naquele passo à frente e depois no próximo. Ou, tomando emprestado de Harris, “o choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã”.
O que gostamos
Em geral, não sou fã de concursos de beleza. Mas não posso mentir, o variações de vestido africano durante este ano Miss Universo me deixou hipnotizado. É impossível escolher um favorito, pois cada um era mais impressionante do que o outro. Nesrina
O Afrikan Alien mixtape por Sr. Salieu está ganhando disco de platina no meu telefone. Adoro suas reflexões sobre família, alienação e liberdade (ele foi libertado de uma pena de prisão de 21 meses em setembro). Jasão
Eu sei que estamos em um ponto de saturação com as mídias sociais, mas ouça: Céu Azul é como o antigo e menos tóxico Twitter e tem uma maneira prática de agrupar usuários para que você possa segui-los por tema. Eu segui em massa Céu Negrouma seleção de contas Black interessantes no aplicativo. Confira. Nesrina
Mal posso esperar para pegar Cynthia Erivoa atuação de Elphaba no filme Wicked. Ela é um talento geracional e não consigo parar de vê-la se apresentar Versão R&B de The Sound of Music no The Tonight Show. Jasão
Catálogo preto
Quando a proeminente família Fani-Kayode fugiu da guerra civil na Nigéria, o Reino Unido ganhou um artista e fotógrafo curioso e radical, Rotimi Fani-Kayode, famoso pelos seus retratos que exploram raça, cultura, sexualidade, desejo e dor. Ele teve uma carreira curta, com grande parte de seu trabalho realizado entre 1983 e sua morte por complicações relacionadas à Aids em Londres em 1989. Fani-Kayode era membro do Coletivo de Artistas de Brixton e membro fundador da Autógrafo ABP (Associação de Fotógrafos Negros), e muitos dos trabalhos inéditos de Rotimi estão sendo apresentados em um nova exposição em Londres que captura seu legado e impacto.
Toque
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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45 minutos atrásem
20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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