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A opinião do Guardian sobre os norte-coreanos na Ucrânia: uma guerra russa está usando mão de obra estrangeira | Editorial
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2 anos atrásem
Editorial
UMAcredita-se que cerca de 1 milhão de soldados tenham foi morto ou ferido na guerra da Rússia na Ucrânia. Além do enorme número de vítimas civis e militares ucranianas, a média de baixas russas supostamente atingiu um novo patamar de mais de 1.200 soldados por dia em setembro. A Rússia tem quatro vezes mais homens, mas uma guerra descrita pelos seus próprios combatentes como um “moedor de carne” está a diminuir rapidamente as fileiras, e o recurso a recrutas tem um custo político. Segundo algumas estimativas, morreram sete vezes mais soldados russos desde a invasão do que soldados soviéticos morreram no Afeganistão numa década.
Valerii Zaluzhnyi, antigo comandante-em-chefe da Ucrânia e agora seu embaixador no Reino Unido, observou recentemente que na guerra “a única coisa que funciona é a matemática”. Apesar de todas as vantagens de Moscovo, o país procura cada vez mais no estrangeiro não só armas, equipamento e outros recursos, mas também combatentes e trabalhadores para abastecer o seu conflito.
A confirmação atraente veio com um declaração da inteligência sul-coreana que 1.500 forças especiais norte-coreanas estão a caminho da Ucrânia. Alguns supõem que é mais provável que apoiem as tropas russas do que lutem, sobretudo dadas as comunicações e outras dificuldades, ou que podem estar lá para aprender sobre a guerra com drones. O seu estatuto de elite é provavelmente mais uma indicação da fiabilidade política percebida do que da forma como serão utilizados. Pyongyang já enviou trabalhadores e armas. No entanto, este é um passo significativo no relacionamento. Volodymyr Zelenskyy, o presidente ucraniano, disse acreditar que 10 mil soldados poderia ser enviado no total.
A Rússia precisa de estrangeiros porque políticas pró-natalistas não conseguiram travar o declínio populacional; a sua idade média é agora de 40 anos. O país depende há muito tempo de trabalhadores migrantes para preencher a lacuna, mas a pandemia reduziu os números. Era menos de 4,8 milhões de trabalhadores ano passado. Talvez um milhão de jovens russos tenham partido por causa da guerra e os militares estejam competindo com as fábricas que o fornecem.
A Ásia Central forneceu a maior parte dos trabalhadores migrantes no passado. Mas na sequência do Ataque terrorista na Prefeitura de Crocus em março, para o qual Cidadãos tadjiques foram condenados, a crescente xenofobia levou a repressões pelas autoridades e dissuadiu outros de procurar trabalho lá. Algumas nações da Ásia Central também alertaram os seus cidadãos de que seria punido por lutar pela Rússia.
Cada vez mais, a Rússia olha para mais longe. Alguns migrantes são atraídos para o serviço militar pelo pagamento ou pela promessa de cidadania acelerada. Outros são enganados ou coagidos a aderir. Trabalhadores indianos e nepaleses que pensavam que iriam trabalhar na Rússia, na Alemanha ou no Dubai encontraram-se lutando nas linhas de frente na Ucrânia. Cerca de 200 mulheres foram recrutadas em Uganda, Serra Leoa e outras nações africanas para trabalhar na montagem de drones de ataque no Tartaristão, AP relatado este mêsonde foram expostos a produtos químicos cáusticos.
Enquanto a Rússia posa como amigo do mundo em desenvolvimentodepende de combatentes dispensáveis e de mão-de-obra barata de nações empobrecidas. A tentativa do Presidente Vladimir Putin de incluir o território numa grande Rússia é sustentada por pessoal e trabalhadores estrangeiros. Isto fala menos da força das alianças emergentes, por mais alarmantes que sejam, e mais dos problemas internos fundamentais que o seu país enfrentou mesmo antes de lançar a invasão que devastou a Ucrânia e matou tantos cidadãos da própria Rússia.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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