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A opinião do The Guardian sobre a pena capital: um aumento nas execuções deveria preocupar-nos a todos | Editorial

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Tboas notícias: o Zimbabué acaba de proibiu a pena de morte. Embora deva eliminar uma cláusula de isenção, que poderia permitir o regresso da pena capital caso fosse declarado um estado de emergência, a decisão é mais um passo bem-vindo na jornada global rumo à abolição: 113 estados já proibiram as execuções.

A má notícia é que menos países têm matado mais pessoas nos últimos anos. Em maio passado, a Amnistia Internacional registrou 1.153 execuções em 2023, um aumento de 31% em relação ao ano anterior e o nível mais elevado em quase uma década. (O número está subestimado, uma vez que países como a China, acreditava ser o maior carrasco do mundo, não publica dados sobre a pena de morte.) Não houve trégua em 2024. O Irã supostamente executou mais de 900 pessoas. Acredita-se que a Arábia Saudita tenha matado outro 330em comparação com 172 em 2023.

Nos EUA, o número ficou estável. Mas embora mais estados tenham abolido a pena capital nos últimos anos, há uma impulso renovado para execuções em estados retencionistas. Três – Utah, Carolina do Sul e Indiana – retomaram os assassinatos no ano passado, depois de mais de uma década.

A decisão de Joe Biden de comutar as sentenças de 37 homens condenados à morte federais em Dezembro foi bem-vinda. Ele deveria ter enviado uma mensagem moral ainda mais clara, fazendo o mesmo com os três restantes, que cometeram assassinatos em massa terroristas ou motivados pelo ódio.

Mas o estímulo para sua ação foi claro. Treze prisioneiros federais foram executados no primeiro mandato de Donald Trump, um fanático da pena de morte – mais do que nos 10 presidentes anteriores combinados. Incluíam execuções realizadas contra a vontade dos procuradores e das vítimas. Uma nova administração não pode desfazer as comutações, e o longo processo de recurso garante que o trio restante não será executado sob o comando de Trump. Mas ele tem jurou a “prosseguir vigorosamente a pena de morte” e apelou à execução de todos os que vendem drogas. E as sentenças de morte estatais são muito mais comuns do que as federais: o Centro de Informação sobre a Pena de Morte afirma que cerca de 2.250 prisioneiros estão no corredor da morte.

No seu último mandato, Trump nomeou juízes federais e do Supremo Tribunal que garantiram que o incumprimento é agora recusar recursos em vez de levá-los. Acima de tudo, ele incorporou e intensificou uma cultura política que persegue execuções com crescente crueldade. Os Estados não só são mais agressivos na procura e implementação de penas de morte, como também estão a recorrer a métodos mais cruéis, incluindo gás nitrogênio – proibido por veterinários para uso na maioria dos mamíferos na Europa e nos EUA.

É muito mais provável que os mortos sejam pobres e pessoas de cor; muitos têm deficiência intelectual ou histórias de abuso infantil grave. Num número surpreendente de casos há sérias dúvidas sobre as suas convicções. Missouri morto Marcelo Williams em setembro, contra a oposição da família da vítima, dos jurados e até do gabinete que o processou. Os vestígios de DNA encontrados no local não puderam ser ligados ao Sr. Williams.

Esse caso, como outros, provocou uma surpresa retaliação até entre os republicanos que apoiam a pena de morte. E, embora a maioria dos americanos ainda apoie a pena capital, pela primeira vez a maioria dos jovens americanos se opõe a isso – com o apoio a cair ligeiramente também entre os jovens republicanos. Isso deveria animar os abolicionistas nos EUA e globalmente. Embora os sedentos de sangue possam parecer estar em ascensão, há mais razões do que nunca para pressionar pelo fim do assassinato ordenado pelo Estado.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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