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A OTAN não viola a lei alemã – DW – 17/10/2024
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No dia 21 de outubro, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, inaugurará um quartel-general tático naval em o Mar Bálticodestinado a impulsionar a OTAN prontidão de defesa na região. A Alemanha tem a maior marinha da OTAN no Mar Báltico e, de acordo com o ministérioassumiu um papel de liderança regional em 1º de outubro. O novo quartel-general do Comandante da Força-Tarefa (CTF) no Báltico coordenará as atividades navais de todos os aliados da OTAN no Mar Báltico e manterá uma visão geral da situação marítima. Além da Alemanha, outras 11 nações estão envolvidas: Dinamarca, Estónia, FinlândiaFrança, Grã-Bretanha, Itália, Letônia, LituâniaPaíses Baixos, Polónia e Suécia.
Nas redes sociais, muitos usuários expressam indignação e espalham afirmações falsas. O Equipe de verificação de fatos da DW investigou uma afirmação particularmente viral.
Alegar: “Isto deveria ser uma violação flagrante do tratado 2+4, pois afirma claramente que nenhuma tropa da NATO pode estar estacionada na Alemanha Oriental”, escreveu um utilizador num comunicado. X postagem que foi visto mais de 350.000 vezes e compartilhado mais de 2.000 vezes. O usuário também cita a manchete do jornal alemão Ostsee-Zeitung: “A OTAN abre nova sede em Rostock”.
Verificação de fatos DW: Errado.
A postagem sugere que OTAN estabeleceria uma nova base em Rostock sob a sua liderança e com as suas tropas, violando assim o chamado Acordo Dois Mais Quatro.
Esta afirmação é falsa. Não será estabelecida nenhuma nova sede da OTAN em Rostock. Um estado-maior existente no Comando Naval de Rostock, que já trabalha em conjunto com vários países, irá no futuro desempenhar tarefas adicionais para a NATO, disse um porta-voz do Ministério da Defesa à DW.
De acordo com o Ministério da Defesa, a Commander Task Force Baltic (CTF Baltic), envolve a Marinha Alemã a trabalhar com soldados de países parceiros para recolher dados militares e civis sobre a região do Mar Báltico e disponibilizá-los à NATO.
Quais são os planos de Moscou na região do Báltico?
Sem implantação da OTAN
Não se trata, portanto, de um quartel-general da NATO, mas sim de um quartel-general naval com participação multinacional, disse Frank Sauer, um cientista político com a Bundeswehr Universidade de Munique, disse à DW. “Alguns oficiais de estados-maiores de países da OTAN servirão lá ao lado dos alemães. Isto não é um destacamento de forças armadas”, diz Sauer.
E Carlo Masala, diretor do Centro de Estudos de Inteligência e Segurança da Universidade Bundeswehr, disse à DW que “o centro de comando é uma iniciativa alemã com os estados do Mar Báltico, que não está integrado nas estruturas da NATO e não reporta à NATO”. comandante.”
O Tratado Dois Mais Quatro
O Tratado Dois Mais Quatro, oficialmente conhecido como Tratado sobre o Acordo Final com Respeito à Alemanha, foi concluído em 12 de setembro de 1990, entre a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã (RDA), bem como os quatro vencedores da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos, União Soviética, Reino Unido e França. Entrou em vigor seis meses depois.
Entre outras coisas, o tratado regula a soberania interna e externa da Alemanha unida e define as fronteiras finais do território nacional. Regula também o efetivo das forças armadas alemãs e a renúncia à posse das chamadas armas NBC, ou seja, armas nucleares, biológicas e químicas. O tratado também estipulou a retirada das tropas soviéticas e o direito da Alemanha de pertencer a alianças.
O Artigo 5, Parágrafo 1 do tratado estabelece que, até que todas as forças soviéticas tenham sido retiradas, as forças armadas de outros países não podem estar estacionadas neste território, nem podem ser realizadas outras atividades militares ali. Este parágrafo refere-se, portanto, exclusivamente ao período anterior à retirada das tropas soviéticas.
“Na época, tratava-se de garantias de segurança para os estados do Leste Europeu e para a URSS”, disse Bernhard Blumenau, professor de História e Política Internacional na Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, à DW. “Em 1990, a fronteira oriental da Alemanha era a fronteira externa da OTAN. Se as tropas da OTAN estivessem estacionadas lá, isso representaria uma ameaça potencial muito maior para a então URSS. A Alemanha Oriental pretendia, portanto, agir como um amortecedor e poupar a URSS do ‘ humilhação’ de ter tropas ocidentais no ‘seu’ antigo território. Hoje, porém, a fronteira oriental da OTAN atravessa a Finlândia, a Polónia e os Estados Bálticos.”
“Em princípio, a Alemanha é soberana sob o Tratado Dois Mais Quatro e pode, portanto, usar as suas forças armadas no seu território como desejar, com algumas exceções em relação às armas nucleares”, disse Blumenau. Por ser uma sede nacional alemã, não viola de forma alguma o tratado.
No que diz respeito ao estacionamento de tropas ou mísseis da OTAN na Alemanha Oriental, o Artigo 5, Parágrafo 3 afirma claramente: “As forças armadas estrangeiras e as armas nucleares ou os seus transportadores não devem ser estacionados ou transferidos para esta parte da Alemanha.”
Este não é o caso da nova função do centro de comando em Rostock. Portanto, não viola o Tratado Dois Mais Quatro.
Editado por: Kathrin Wesolowski
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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