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A permissão de última hora de Biden para atacar profundamente na Rússia divide a Europa | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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A União Europeia e Presidente dos EUA, Joe Biden estão a tomar medidas sem precedentes para reforçar as defesas ucranianas e europeias após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de 5 de Novembro e Envolvimento da Coreia do Norte na guerra da Ucrânia com tropas.
Trump expressou cepticismo em relação ao fornecimento de ajuda militar à Ucrânia e à manutenção dos Estados Unidos envolvidos na NATO.
A Coreia do Norte enviou 11 mil soldados para combater na região russa de Kursk, onde a Ucrânia realizou uma contra-invasão desde agosto.
A UE informará os Estados-membros que poderão desviar até 372 mil milhões de euros (392 mil milhões de dólares) em subsídios de Bruxelas para fins militares, informou o Financial Times na semana passada, citando responsáveis em Bruxelas.
O Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia também relatou a mudança política iminente.
Esse dinheiro representa montantes não gastos do Fundo de Coesão, que normalmente financia projetos que estimulam o crescimento nas regiões mais pobres da UE.
O dinheiro poderia ser gasto em infraestruturas de dupla finalidade, como estradas e pontes de importância militar, ou em equipamentos, como veículos e drones, informou o FT.
Entretanto, a administração Biden apressa-se a retirar 7,1 mil milhões de dólares em equipamento militar e munições dos arsenais para enviar à Ucrânia “quase semanalmente” antes de Trump assumir o cargo em 20 de janeiro.
A decisão mais controversa, no entanto, foi a reversão por parte de Biden da proibição do uso de Armas dos EUA 300 km dentro da Rússia (185 milhas).
O Washington Post e New York Times no domingo, citou funcionários anônimos do governo dizendo que a Ucrânia estava sendo autorizada a usar mísseis táticos do Exército dos EUA (ATACMS) na região russa de Kursk, onde mantém sob controle cerca de 50 mil soldados russos e norte-coreanos.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse que a medida equivalia a “envolvimento direto dos EUA e dos seus satélites” e que a ação da Rússia resposta seria “apropriado e tangível”.
Na quinta-feira, a Ucrânia disse que a Rússia disparou um míssil balístico intercontinental como parte de um ataque à cidade de Dnipro, no centro-leste da Ucrânia.
A decisão de Biden dividiu a Europa.
Grã-Bretanha e França, que fornecer A Ucrânia com mísseis SCALP/Storm Shadow de alcance de 250 km (155 milhas) e que apoiou o levantamento imediato da proibição, autorizou também a utilização dos seus mísseis dentro da região russa de Kursk.
Na semana passada, a França concluiu o treino e o equipamento de uma nova brigada ucraniana.
Mas a Alemanha manteve a sua política de recusar fornecer à Ucrânia o seu míssil Taurus com alcance de 500 km (310 milhas), e uma brigada que promete liderar na Lituânia não estará pronta para o combate até 2027.
Na semana passada, o chanceler alemão Olaf Scholz defendido apaixonadamente sua cautela no Bundestag como forma de evitar a escalada.
Scholz enfureceu ainda mais outros líderes europeus na sexta-feira quando telefonou Presidente russo Vladimir Putin.
Putin não fala com Biden ou com um chefe de governo da UE desde o final de 2022, o primeiro ano da sua invasão total da Ucrânia.
“Até onde eu sei, foi uma conversa bastante profissional, detalhada e bastante franca, enquanto os lados expuseram suas posições mutuamente”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Ele disse que assessores de Scholz e Putin se reunirão este ano para tratar de “uma série de questões”.
General aposentado dos EUA Ben Hodges lamentou recentemente esta falta de unidade aliada.
“Acredito que perdemos uma oportunidade no ano passado”, disse ele à Al Jazeera. “Se estivéssemos empenhados – EUA, Reino Unido, Alemanha, França – em ajudar a Ucrânia a vencer e a fornecer o que era necessário desde o início, penso que estaríamos a falar de uma situação muito diferente neste momento.”
As mensagens russas rapidamente duplicaram a divisão dentro da Europa.
“(O presidente francês Emmanuel) Macron tem sido um dos maiores e mais expressivos apoiadores materiais da guerra, defendendo a vitória sobre a Rússia, a derrota estratégica da Rússia”, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, no G20 summit in Rio de Janeiro. “Scholz disse repetidamente que esta é a sua posição de princípio, apesar de todas as críticas… Bem, acho que a posição de Scholz é uma postura responsável.”
A Hungria, que tem argumentado contra as sanções da UE contra a Rússia, também rompeu com a UE por causa do licenciamento de ataques profundos na Ucrânia por parte de Biden.
“A ameaça de escalada da guerra Ucrânia-Rússia é maior do que nunca”, disse o ministro da Defesa húngaro, Kristof Szalay-Bobrovniczky, na quinta-feira.
Hungria disse que iria colocar um sistema de defesa aérea na sua fronteira com a Ucrânia, e o primeiro-ministro Viktor Orban, que actualmente ocupa a presidência rotativa da UE, convocou uma reunião do conselho de defesa da Europa para discutir o perigo de escalada.
Desde a eleição de Trump, a Rússia tem-se posicionado como pacificadora na guerra que iniciou.
“O presidente declarou repetida e consistentemente a sua disponibilidade para contactos e negociações”, disse Peskov esta semana.
Mas Putin também lembrou a Scholz que os seus termos representavam a retirada total da Ucrânia da “Novorossiya”, uma referência às cinco províncias ucranianas que actualmente ocupa parcialmente.
Os ‘golpes demonstrativos’ da Rússia nas linhas de frente
A postura da Rússia no terreno tem sido tudo menos pacífica.
Seus ataques aumentaram antes do inverno e seus ataques também vítimas.
O comandante das forças terrestres ucranianas, Oleksandr Pavlyuk, estimou as baixas russas em 12.000 na semana passada, uma média diária de pelo menos 1.700. Isso é cerca de 300 pessoas por dia a mais do que na semana anterior.
A Al Jazeera não conseguiu confirmar a estimativa.
A Rússia também matou 11 civis e feriu mais de 80 quando disparou mísseis antiaéreos S-300 contra um bairro residencial na cidade de Sumy, no norte da Ucrânia, no domingo, dois dias após o telefonema de Scholz e na noite anterior à decisão de Biden de permitir a Ucrânia. para usar o ATACMS foi tornado público.
Os mísseis fizeram parte de um ataque recorde, incluindo 120 mísseis e 90 UAVs. A Ucrânia derrubou 102 mísseis e 42 UAVs enquanto desorientava outros 41 UAVs com sistemas de guerra eletrônica.
No dia seguinte, um míssil balístico russo Iskander atingiu Odesa, matando 10 pessoas e ferindo 39, disse a polícia ucraniana.
“Estes não são acertos aleatórios – são acertos demonstrativos. Depois dos telefonemas e reuniões com Putin, depois de todos os boatos falsos na mídia sobre supostamente ‘abster-se’ de ataques, a Rússia mostra no que realmente está interessada: apenas a guerra”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, em referência ao telefonema de Scholz. para Putin.
A Ucrânia fez seu primeiro uso confirmado de ATACMS 120 km (75 milhas) dentro da Rússia na terça-feira, quando atingiu o 1046º centro logístico perto de Karachev, na região de Bryansk, causando uma dúzia de explosões secundárias.
Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia, disse que o depósito continha munições de artilharia, bombas planadoras e mísseis terra-ar.
O Ministério da Defesa da Rússia disse ter abatido cinco mísseis ATACMS e danificado um sexto; fragmentos caindo causaram um incêndio.
Na quarta-feira, a Ucrânia teria disparado uma dúzia Sombra da Tempestade mísseis de cruzeiro em um quartel-general de comando conjunto russo-norte-coreano localizado em Maryno, na região russa de Kursk, a 40 km (25 milhas) da fronteira com a Ucrânia e a 30 km da linha de frente da contra-invasão da Ucrânia.
Há meses que a Ucrânia pede permissão a Biden para atacar as profundezas da Rússia com armas ocidentais.
Embora a Rússia tenha recuado muitos dos seus activos mais valiosos, incluindo helicópteros e os bombardeiros Tupolev-95 que utiliza para lançar bombas planadoras devastadoramente eficazes, mais de 200 alvos estão dentro do alcance do ATACMS, incluindo depósitos de munições e postos de comando, disse o Instituto. para o Study of War, um grupo de reflexão com sede em Washington, num relatório de Agosto. A Ucrânia parecia ter como alvo esses alvos.
“Só agora as autoridades dos EUA estão a avaliar seriamente a possibilidade de privar a Rússia de um santuário a partir do qual a Rússia trava guerra contra a Ucrânia”, escreveu o ISW numa avaliação da última medida de Biden. “A Ucrânia ainda não teve a oportunidade de demonstrar o que as forças ucranianas podem alcançar quando dispõem dos recursos adequados.”
O fornecimento de mísseis também é um problema.
Algumas autoridades dos EUA alegadamente argumentaram contra o fornecimento de ATACMS à Ucrânia, alegando que os EUA têm um fornecimento limitado.
A Grã-Bretanha e a França também têm estoques limitados de Storm Shadows.
Há um ano, a Ucrânia lançou uma política de fabricar o maior número possível de armas próprias, para cortar custos e contornar políticas que considera excessivamente cautelosas.
“Hoje estamos aumentando a produção de mísseis ucranianos”, disse o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, na segunda-feira. “Os primeiros 100 foguetes deste ano já foram produzidos”, disse ele, referindo-se aos mísseis antinavio Netuno. Zelenskyy disse que a Ucrânia está testando quatro tipos de mísseis que pretende produzir em massa.
“A guerra é um teste de vontade e um teste de logística. Os ucranianos têm muita vontade. Eles simplesmente não têm logística suficiente”, disse Hodges à Al Jazeera. “Nós, no Ocidente, temos uma quantidade quase infinita de logística, mas não temos vontade política.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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