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A polícia enfrenta indignação após o homem morre sob custódia – DW – 14/04/2025

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A polícia enfrenta indignação após o homem morre sob custódia - DW - 14/04/2025

Sathsara Nimesh não é a primeira pessoa a morrer em circunstâncias pouco claras, enquanto sob a custódia de Sri Likan Polícia, mas sua morte parece ter inflamado O debate de longa duração sobre violência policial no país do sul da Ásia.

O homem de 25 anos do distrito de Badulla, no leste do Sri Lanka, estava participando de um curso de treinamento para cuidadores em Colombo, a maior cidade da ilha. Ele foi detido pela polícia em 1º de abril por supostamente invadir a casa de alguém. Nimesh foi então levado para a delegacia de Welikada nos subúrbios de Colombo e depois para um centro de saúde mental, onde morreu na manhã seguinte.

A polícia disse à mãe, Samanthi, que seu filho havia tentado se matar. Eles também fizeram alegações de que o detido lutou com problemas mentais.

Mas Samanthi acredita que seu filho só foi enviado ao centro de saúde mental para encobrir o surgimento que ele levou na delegacia.

“Eu realmente acho que a polícia está mentindo”, disse Samanthi à DW. Ela ressaltou que seu filho tinha “muitas feridas, arranhões e contusões por toda parte em seu corpo”, acrescentando que Nimesh pode ter sido ferido pela polícia e pelos proprietários da casa em que ele supostamente invadiu.

“Ele tinha tantas contusões e inchaço em uma perna. Quem o espancou?”

As autoridades ordenam o segundo post -mortem

Samanthi partiu para Colombo depois de receber notícias de que seu filho havia sido preso. Ela disse que a polícia não lhe deu informações até de repente perguntar se ela era a mãe da pessoa que havia morrido.

Enquanto inspecionava o corpo do filho, Samanthi disse que percebeu que ele estava usando roupas que não lhe pertenciavam. Ela afirma que encontrou as calças de Nimesh em um dos lixo na delegacia.

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A família solicitou que o corpo de Nimesh fosse exumado por um segundo post -mortem, com as autoridades desde que concedia o pedido. A exumação está programada para 23 de abril.

‘Não temos policiais profissionais’

A morte de Nimesh provocou indignação generalizada, com um protesto exigido para exigir o fim da brutalidade policial, bem como uma vigília à luz de velas em sua memória.

Senaka Perera, advogada da família, disse à DW que ele estava pessoalmente envolvido em quatro casos de mortes de custódia desde o início de 2025, incluindo Nimesh.

O advogado também afirma que um dos oficiais seniores da delegacia de Welikada já estava ligado à morte de um trabalhador doméstico há dois anos. Depois que Rajkumari, 41 anos, morreu sob custódia da polícia em maio de 2023, a mídia local informou que o oficial de classificação havia sido transferido. Parece agora que ele foi nomeado para o mesmo cargo em Welikada e serviu como oficial responsável (OIC) durante a prisão de Nimesh.

A Comissão de Direitos Humanos do Sri Lanka relatou um total de 24 mortes de custódia e 13 mortes durante os encontros policiais foram observados entre janeiro de 2020 e agosto de 2023. A DW solicitou números atualizados da polícia, mas não recebeu uma resposta.

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“A mesma coisa continua acontecendo”, disse Perera, acrescentando que a polícia frequentemente fabricou razões para mortes de custódia. “Não temos polícia profissional”.

A polícia diz que os autores serão punidos

O porta -voz da polícia Frederick Udyakumara Wootler confirmou à DW que esse policial havia presidido as duas mortes. No entanto, ele disse que o policial havia sido mais uma vez transferido após a morte de Nimesh e dois outros policiais foram suspensos.

“Não vamos calar nenhum dos policiais se eles estiveram envolvidos nisso”, disse Wootler à DW.

Ele acrescentou que “ações severa e rigorosas” seriam tomadas contra quaisquer infratores que aguardassem o post -mortem e a investigação programada.

Décadas de luta com a brutalidade policial

O debate sobre a violência policial no Sri Lanka está em andamento há muitos anos, com um relatório de 2015 da Human Rights Watch alegando que Os policiais estavam rotineiramente envolvidos na tortura das pessoas sob custódia.

Em 2023, os videoclipes foram divulgados mostrando Nagarasa Alex, um homem de 25 anos de Sithankerni, alegando que havia sido vendido, espancado, coberto com um saco plástico e recusou comida na delegacia de Vaddukoddai, no norte do Sri Lanka. Mais tarde, ele morreu de seus ferimentos.

Rajeev Amasuriya, presidente da Associação de Advogados do Sri Lanka, disse à brutalidade policial da DW que era um problema que persistiu “por várias décadas” no Sri Lanka e que a associação havia procurado a polícia para ajudar em oficiais de treinamento em direitos e liberdades.

“Vimos isso acontecendo por um longo e longo período de tempo, e precisamos encontrar maneiras e meios que essas mortes de custódia devem chegar ao fim”, disse ele.

Editado por: Darko Lamel



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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre

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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre

As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.

A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”

A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”

Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”

A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre

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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre

Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.

A ação marca a primeira iniciativa formalizada voltada à proteção do maior fragmento urbano de floresta em Rio Branco. As propostas foram desenvolvidas com o apoio de servidores do PZ e utilizaram ferramentas como o QGIS, mapas mentais e dados de campo.

Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.

Os estudos sugerem a criação de um Plano Permanente com ações como: Parcerias com o Corpo de Bombeiros; Definição de rotas de fuga e acessos de emergência; Manutenção de aceiros e sinalização; Instalação de hidrantes ou reservatórios móveis; Monitoramento por drones; Formação de brigada voluntária e contratação de brigadistas em período de estiagem.

O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.

“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.

Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.

 



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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre

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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre

A Rede Educanorte é composta por universidades da região amazônica que ofertam doutorado em Educação de forma consorciada. A proposta é formar pesquisadores capazes de compreender e enfrentar os desafios educacionais da Amazônia, fortalecendo a pós-graduação na região.

Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”

Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.

Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.

Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.

Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”

A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.

Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.



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