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A produção global de plástico deve ser reduzida para conter a poluição, diz estudo | Plásticos
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Sandra Laville Environment correspondent
A produção global de plástico deve ser reduzida para enfrentar a imensa desafio da poluição plásticade acordo com uma análise publicada na véspera de negociações cruciais para elaborar o primeiro tratado juridicamente vinculativo do mundo sobre resíduos plásticos.
Os resíduos plásticos mal geridos, que se espalham para o ambiente e podem ser prejudiciais à saúde, duplicarão para 121 milhões de toneladas até 2050 se não forem impostos limites à produção de plástico, segundo Samuel Pottinger, principal autor da investigação.
As emissões anuais de gases com efeito de estufa provenientes do sistema plástico aumentarão 37% durante o mesmo período se o mundo não impor algumas restrições à produção de plástico.
Mas combinando quatro medidas; um limite global para a produção de plástico, o investimento em infraestruturas de resíduos, a utilização de um imposto sobre embalagens e um mandato de reciclagem poderiam reduzir os resíduos de plástico mal geridos em até 91% até 2050 e diminuir as emissões relacionadas com os plásticos em cerca de um terço, concluiu a investigação.
O estudo foi publicado na revista Science, antes das negociações do tratado da ONU em Busan, Coréia do Sulque representa a última oportunidade para os países chegarem a acordo sobre como reduzir a poluição por plásticos.
As negociações estão no fio da navalha, com lobistas dos produtores de plástico e alguns países que se opõem ao tratado, incluindo um limite ou cortes na produção.
Todas as quatro intervenções destacadas como significativas na investigação estão a ser consideradas no projecto de tratado e farão parte das discussões em 25 de Novembro.
Pottinger, da Universidade da Califórnia, Berkeley, disse: “O objetivo declarado do tratado é acabar com a poluição plástica. Os resultados desta nova análise e nossa ferramenta interativa mostram muito claramente que será quase impossível acabar com a poluição plástica sem cortes na produção de plástico.
“Esta pesquisa realmente nos revelou a imensidão do desafio global da má gestão dos resíduos plásticos. Foi uma descoberta emocionante e optimista ver nesta investigação que o tratado poderia quase resolver este problema.
“Mas é um problema muito difícil que exigirá um conjunto de políticas muito ambiciosas para ser resolvido. Sem um limite de produção, o problema torna-se mais difícil de resolver e a ambição necessária para outras políticas aumenta.”
Mais de 50 países participantes nas negociações do tratado, incluindo o Reino Unido, assinaram o compromisso Bridge to Busan para garantir que este aborda todo o ciclo de vida do plástico, incluindo a introdução da produção sustentável de polímeros plásticos.
A maior parte das 547 milhões de toneladas de plástico criadas em 2020 – 32% – foi utilizada para embalagens, mostrou a análise.
Limitar a produção aos níveis de 2020, quando o mundo produzia uma imensa quantidade de plástico, por si só reduziria os resíduos plásticos mal geridos até 2050, de aproximadamente 121 milhões de toneladas para 72 milhões de toneladas.
A investigação revela os imensos danos causados pela produção de plástico, que tem aumentado incessantemente desde 1950, e a poluição que cria.
após a promoção do boletim informativo
“No ambiente, os resíduos plásticos dividem-se em pedaços cada vez mais pequenos, incluindo micro e nanoplásticos, e assim têm um impacto negativo em inúmeros ecossistemas, desde o Ártico até às profundezas do oceano”, disse Pottinger.
“A poluição plástica está associada a diversos impactos na saúde humana, tais como risco elevado de cancro, doenças cardiovasculares e saúde reprodutiva. O sistema dos plásticos também está a acelerar as alterações climáticas, com emissões associadas à extração e processamento de petróleo e gás utilizados para fabricar plástico, à produção de plástico e à gestão de resíduos plásticos.”
A pesquisa separou a produção e o consumo global de plástico em quatro regiões: América do Norte, Chinaa UE e o restante, referido como Mundo Majoritário. Examinou o consumo, a geração de resíduos e a má gestão dos resíduos.
O consumo global anual de plástico atingiu 547 milhões de toneladas em 2020, 86% dos quais era plástico virgem e 14% plástico reciclado. A China foi o maior consumidor de plásticos, representando 36% do consumo, seguida pela Maioria Mundial 28%, UE 18% e América do Norte 18%.
Mas embora o consumo de plástico na China provavelmente atinja o pico em 2030 e depois diminua, prevê-se que o consumo na América do Norte e no mundo maioritário cresça.
Sem intervenção para reduzir a produção, o consumo de plástico aumentaria para 749 milhões de toneladas até 2050, mas as intervenções poderiam ter um efeito significativo, concluiu o relatório. Para combater os resíduos de embalagens, a criação de um imposto sobre o consumo de embalagens reduziria os resíduos em 145 milhões de toneladas.
A introdução de uma proibição do plástico de utilização única para combater os resíduos de embalagens reduziria o consumo em 98 milhões de toneladas, e um mandato de reutilização (como um esquema de devolução de depósitos) poderia reduzir as embalagens de plástico em 74 milhões de toneladas até 2050.
As intervenções nas embalagens trariam enormes benefícios ambientais, afirma o relatório, porque o vazamento de embalagens plásticas, muitas vezes leves, para o meio ambiente foi estimado como particularmente grande.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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