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A proposta legal poderia impedir o plano ‘cruel’ do governo do Reino Unido de eliminar os benefícios do combustível de inverno? | Notícias de política
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2 anos atrásem
Um casal da Escócia está a processar o governo do Reino Unido pela sua decisão de abolir um subsídio para pelo menos 10 milhões de idosos gastarem em combustível adicional para aquecimento no inverno.
Após a vitória esmagadora do Partido Trabalhista nas eleições gerais do Reino Unido em 4 de julho, uma das primeiras decisões que a Chanceler do Tesouro, Rachel Reeves, tomou foi eliminar o Pagamento Universal de Combustível de Inverno, que não é sujeito a condição de recursos e vale de 200 a 300 libras ( US$ 260 a US$ 390) por ano, dependendo da idade do beneficiário.
O governo espera poupar 1,3 mil milhões de libras (1,7 mil milhões de dólares) no atual ano fiscal (2024-25) e 1,5 mil milhões de libras (1,95 mil milhões de dólares) nos anos seguintes. Isto faz parte de uma tentativa mais ampla de colmatar um défice de 22 mil milhões de libras (28,58 mil milhões de dólares) nas finanças públicas, que os trabalhistas dizem ter herdado do anterior governo conservador.
O subsídio de combustível de inverno irá agora apenas para pensionistas que também recebem outros benefícios sujeitos a condição de recursos, como créditos de pensão. Mas os críticos dizem que o processo de solicitação desses benefícios pode ser oneroso e opressor para os idosos.
A decisão, que se aplica à Inglaterra e ao País de Gales, foi rapidamente seguida pelo governo escocês descentralizado, liderado pelo Partido Nacional Escocês, em Edimburgo, que, em agosto, anunciou que também eliminaria o pagamento. Como resultado, o governo escocês poupará cerca de 160 milhões de libras (208 milhões de dólares) por ano. Depende em grande parte de doações em bloco de Westminster para financiar os departamentos e instituições descentralizados da Escócia.
Então, o que é o Pagamento de Combustível de Inverno e um desafio legal poderia impedir que ele fosse cancelado?
O que é o Pagamento de Combustível de Inverno?
É um subsídio pago a pessoas acima da idade de reforma do Estado durante os meses de inverno para ajudar com os custos de aquecimento adicional. As pessoas nascidas entre setembro de 1944 e setembro de 1958 recebem um pagamento único a cada inverno de 200 libras, enquanto as nascidas antes recebem 300 libras.
O subsídio foi introduzido pelo governo trabalhista de Tony Blair pouco depois de este ter chegado ao poder em 1997. Alguns idosos morriam de frio durante o Inverno porque não tinham dinheiro para aquecer as suas casas.
As alterações na idade de reforma estatal do Reino Unido significaram que a idade dos elegíveis para a prestação aumentou de 65 anos no inverno de 2020-21 para 66 anos no inverno de 2021-22 e seguintes.
A decisão do actual governo trabalhista de eliminar o subsídio numa base universal significa que cerca de 10 milhões de pensionistas em Inglaterra e no País de Gales perderão o acesso ao subsídio anual.
O governo defendeu a decisão, dizendo que o pagamento iria para pensionistas ricos que não precisam dele. Aqueles que recebem outros benefícios sujeitos a condição de recursos, em particular o Crédito de Pensão, que é pago aos mais pobres, continuarão a receber o Pagamento de Combustível de Inverno.
O que dizem os críticos sobre a decisão do governo do Reino Unido?
Embora os reformados mais pobres ainda possam requerer o subsídio, a Age UK, uma instituição de caridade para pessoas com mais de 50 anos, alertou que a decisão do Partido Trabalhista “deixará milhões de reformados em dificuldades sem o dinheiro de que dependem”.
A instituição de caridade delineou três áreas de preocupação: “Aqueles com baixos rendimentos que simplesmente perdem o Crédito de Pensão; aqueles que têm necessidades energéticas inevitavelmente elevadas devido a deficiência ou doença; o milhão de pessoas que não recebem crédito de pensão, embora sejam elegíveis para isso.”
Muitos idosos elegíveis para o Crédito de Pensão não o solicitam porque o processo é muito oneroso e pode haver uma espera de vários meses para que os pedidos sejam processados, dizem os especialistas.
Uma petição da Age UK, que insta o governo do Reino Unido a reverter a sua decisão, já atraiu mais de 561.000 assinaturas.
Em 9 de outubro, a deputada conservadora Victoria Atkins, secretária paralela de saúde e assistência social, também alertou no X: “A decisão trabalhista de reduzir os pagamentos de combustível de inverno deixará muitos pensionistas escolhendo entre aquecimento e alimentação”.
Os ativistas também alertam que as mortes de idosos no inverno aumentarão se o pagamento do combustível de inverno for restringido.
Em 2015, uma investigação realizada pela Age UK concluiu que o Pagamento de Combustível de Inverno ajudou a prevenir 12.000 mortes de reformados no Reino Unido todos os anos. Em 2022, um relatório do Institute of Health Equity sugeriu que cerca de 10 por cento das 63.000 mortes “excessivas” no inverno em Inglaterra em 2020-2021 ainda eram “diretamente atribuíveis à pobreza energética”.
O sindicato UNITE organizou um protesto na Conferência do Partido Trabalhista em Liverpool, em Setembro, contra o plano de suprimir o subsídio para muitos reformados.
Sharon Graham, secretária geral da UNITE, disse aos repórteres: “Acho que a prioridade que gostaria de ouvir dele (Keir Starmer) é que ele vai reverter a decisão sobre o subsídio de combustível de inverno.
“É uma política cruel. Ele precisa reverter isso. E gostaria que ele dissesse que cometeu um erro e revertesse essa política. Também gostaria que ele dissesse que não vamos derrubar este país da marca de austeridade 2.”
Quem está processando o governo por isso?
Peter e Florence Fanning, marido e mulher de 70 anos de Coatbridge, Escócia Central, dizem que estão processando o governo do Reino Unido e o governo escocês descentralizado pela perda do Pagamento de Combustível de Inverno.
“Pretendemos processar os governos de Londres e da Escócia, uma vez que ambos são culpados, através da acção e da inacção, de prejudicar o bem-estar dos reformados”, disse Fanning no mês passado.
“Esperamos ter sucesso, dada a manifesta injustiça envolvida. No entanto, o meu trabalho como sindicalista e delegado sindical ensinou-me que vale a pena travar algumas batalhas, independentemente do resultado – acredito que esta é uma dessas batalhas.”
Foi anunciado esta semana que a ex-deputada do SNP, Joanna Cherry, foi nomeada consultora sênior para o desafio legal.
Quão séria é a proposta legal dos Fannings?
Bastante sério. Ao casal, que é apoiado pelo Govan Law Centre, um centro jurídico independente controlado pela comunidade em Glasgow, foi concedido o direito de ir a uma audiência sobre o mérito do caso por um juiz em Edimburgo, em 24 de outubro.
A contestação legal afirma que o governo não cumpriu o dever de diligência para garantir que a sua decisão não afectará negativamente pessoas com características diferentes, tais como idade ou deficiência. Para cumprir as suas obrigações, o governo deveria ter realizado uma avaliação detalhada do impacto na igualdade, afirma o desafio legal. Isso não aconteceu.
Uma audiência processual acontecerá no Tribunal de Sessão de Edimburgo no início de dezembro, com uma audiência substantiva marcada para 15 de janeiro.
Até à sua morte prematura de ataque cardíaco em 12 de outubro na Macedónia do Norte, Alex Salmond, primeiro-ministro da Escócia de 2007 a 2014, também apoiou publicamente o caso de Fanning na sua qualidade de líder do partido marginal pró-independência escocês Alba.
Kenny MacAskill, líder interino de Alba, observou que “Alex Salmond foi um defensor desta campanha e apoiou totalmente os Fannings no seu caso contra os governos escocês e do Reino Unido”.
Ele acrescentou: “O governo escocês deveria ter defendido os reformados da Escócia contra os cortes de Westminster; em vez disso, estará agora ombro a ombro com o governo trabalhista do Reino Unido no tribunal contra os reformados da Escócia”.
O processo judicial poderia ter sucesso?
Sim, mas uma vitória só pode atrasar o cancelamento do subsídio.
De acordo com o popular website do consumidor do Reino Unido, MoneySavingExpert.com, “embora o caso esteja a ser levantado na Escócia, o seu resultado também poderá ser aplicado em Inglaterra, no País de Gales e na Irlanda do Norte, uma vez que o Tribunal poderá anular os regulamentos em todo o Reino Unido que trouxeram as alterações em vigor.
“Se o Tribunal concluir que o governo não cumpriu os seus deveres ao abrigo da Lei da Igualdade de 2010, ou não seguiu a justiça processual ao não consultar os pensionistas, isso tornaria a sua decisão de restringir os pagamentos ilegal.”
Se o caso for bem-sucedido, o governo poderá então realizar uma avaliação de impacto para prosseguir com o plano de abolição do subsídio de qualquer maneira.
No entanto, Martin Lewis, especialista em consumo e fundador do Money Saving Expert, um website de informação e discussão sobre financiamento ao consumo, disse à BBC: “Se isto tivesse sucesso – e há um bom historial na Escócia deste tipo de coisa a desafiar Decisões do Governo – pode significar que obriga o Governo (…) a fazer uma avaliação do impacto na igualdade, o que não é rápido.
“Isso significaria que eles não poderiam impor o corte universal este ano, então isso iria atrasá-lo. Esta é a minha interpretação: não impediria que acontecesse, mas adiaria por um ano.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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