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a próxima grande amizade transatlântica? – DW – 10/01/2025
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“Nova era em Sérvia–Relações com os EUA!”, dizia a manchete de um tablóide sérvio que seguia Donald Trumpa vitória do Eleição presidencial dos EUA novembro passado. Foi um sentimento partilhado também por outros jornais sérvios.
Pouco depois, o presidente sérvio Aleksandar Vucic disse que durante o seu telefonema com o presidente eleito, enfatizou que o apoio à reeleição de Trump tinha sido maior na Sérvia do que em qualquer outro lugar da Europa.
“Estou confiante de que faremos – ele fará – a América novamente grande, e que faremos da Sérvia um país adequado, que será capaz de cooperar muito bem com os Estados Unidos”, disse Vucic na altura.
Apenas dez dias antes da posse de Donald Trump, o vice-secretário de Estado dos EUA, Richard Verma, chegará à Sérvia neste fim de semana com o objetivo de iniciar um diálogo estratégico entre a Sérvia e os EUA e elevar as relações bilaterais a um nível superior.
Sérvia: ‘um parceiro e aliado confiável’
“Quando os EUA estabelecem um diálogo estratégico com um país, significa que vêem esse país como um parceiro e aliado confiável”, afirma Vuk Velebit da Iniciativa Pupin, uma BelgradoONG baseada em Israel que trabalha para fortalecer as relações Sérvia-EUA.
“A Sérvia teve acordos estratégicos com a ChinaRússia e, claro, uma relação especial com o UE“, disse Velebit à DW. “O quarto pilar da política externa (da Sérvia) são os EUA e, ao assinar este diálogo estratégico, a Sérvia conseguirá isso com Washington, o que significa que as relações com a China e a Rússia, juntamente com a sua influência, serão equilibrado por um relacionamento especial com a América”, acrescentou.
Cooperação mais estreita apesar das sanções?
Esta cooperação estratégica centrar-se-ia, de acordo com relatos nos meios de comunicação sérvios, principalmente em áreas como a economia, a energia e a segurança.
No entanto, surge num momento em que os EUA impuseram sanções à empresa petrolífera sérvia NIS, da qual a empresa estatal russa Gazprom Neft é o acionista majoritário. Estas sanções fazem parte de um conjunto mais amplo de medidas dos EUA que visam o sector energético da Rússia.
“Eles exigem de nós uma saída completa dos russos do NIS: remover, não reduzir”, Vucic disse em 10 de janeiro, acrescentando que o prazo para o país dos Balcãs chegar a um acordo com os russos poderia ser prorrogado até 12 de março, o mais tardar.
Para Vuk Velebit, esta é uma oportunidade para a Sérvia pressionar por uma mudança na propriedade do NIS. “Acho que a Sérvia quer corrigir a venda prejudicial de NIS, que foi vendida abaixo de qualquer preço de mercado, tornando-nos completamente dependentes da Rússia no setor energético”, disse ele à DW. “Não é bom depender de um único parceiro e, para a Sérvia, é crucial não só recuperar o controlo sobre o setor, mas também diversificar o seu portfólio energético. Os EUA e as empresas norte-americanas podem ser um parceiro confiável neste contexto.”
Grandes esperanças na nova administração
A euforia em torno do regresso de Trump à Casa Branca é mais marcante nos tablóides pró-governo da Sérvia, que prevêem um grande desmantelamento do globalismo.
O próprio Presidente Vucic partilha desta opinião e está confiante de que Donald Trump – a quem chamou de “líder da era” – irá cumprir.
“Donald Trump está preparando 200 atos, que ele assinará e emitirá no primeiro ou segundo dia de sua presidência. Quando o fizer, todo o sistema do falso mundo liberal entrará em colapso”, disse Vucic.
Impacto nas relações Sérvia-Kosovo?
Contudo, para além da perspectiva de uma “luta contra os globalistas”, que encanta as autoridades sérvias, o regresso dos Republicanos aumenta a esperança em Belgrado de que os EUA possam tornar-se mais favoráveis à Sérvia também no processo de diálogo do Kosovo.
Vuk Vuksanovic, pesquisador do Centro de Política de Segurança de Belgrado, acredita que essas esperanças são, até certo ponto, realistas.
“O governo da Sérvia certamente não acredita que a administração Trump irá mudar a sua posição sobre Kosovomas acreditam que em questões como a posição económica dos sérvios no norte do Kosovo e a protecção de monumentos e locais religiosos no Kosovo, poderão conseguir um acordo melhor com a administração Trump”, explica Vuksanovic.
“Mas a questão chave agora”, continuou ele, “é se este capital político será gasto noutra coisa – como garantir o apoio da administração Trump ao regime numa altura em que este enfrenta o seu problema mais sério: os protestos estudantis.”
As esperanças são justificadas?
Mas serão justificadas as elevadas expectativas da Sérvia? Os analistas parecem pensar que sim, especialmente porque as relações EUA-Sérvia têm melhorado constantemente durante anos sob Trump e Biden.
“O governo de Belgrado fez três grandes investimentos em parceria com a futura administração Trump: o relacionamento com Richard Grenello acordo com Kushner e a entrega de munição para Israel recuperar o acesso ao lobby israelense e, através dele, o acesso à Casa Branca”, diz Vuksanovic.
Richard Grenell foi o enviado especial para as negociações entre a Sérvia e o Kosovo e um visitante frequente de Belgrado entre 2019 e 2021 durante o primeiro mandato de Trump. Em 2023, o Presidente Vucic concedeu-lhe a Ordem da Bandeira Sérvia, Primeira Classe, pelo seu contributo significativo para o fortalecimento da cooperação pacífica e das relações amistosas entre a Sérvia e os EUA.
visitou Belgrado em setembro de 2023 e se reuniu com um grupo de empresários sérvios para discutir investimentos potenciais, e o genro de Trump, Jared Kushner, também tem empreendimentos comerciais em Belgrado.
A Sérvia assinou um contrato com a empresa de Kushner para revitalizar a antiga sede do Ministério da Defesa iugoslavo em Belgrado, partes da qual foram destruídas durante o bombardeio do país pela OTAN em 1999.
Há planos para construir dois prédios altos com apartamentos e hotéis no local. Embora o contrato em si não tenha sido tornado público, O jornal New York Times informou em março que o investimento vale 500 milhões de dólares (485 milhões de euros) e que o Estado sérvio deverá receber 22% dos lucros.
Trump está mais interessado na Europa Oriental?
Velebit está confiante de que a administração Trump se concentrará mais na Europa Oriental do que na Europa Ocidental.
“Para eles, controlando a influência russamas também restringindo a influência turcaserá importante. É por isso que o relacionamento com Polônia, Eslováquia, Hungria e a Sérvia serão cruciais”, conclui Velebit.
Então, isto significa que a Sérvia poderia mudar o seu rumo de Leste para Oeste?
“Os países ocidentais sempre tiveram a participação maioritária – a participação maior na Sérvia e nos Balcãs – em comparação com a Rússia e a China”, diz Vuksanovic. “Mas acredito que de todos os parceiros ocidentais da Sérvia, os Estados Unidos serão os mais importantes para Belgrado, enquanto Trump estiver no poder. Além disso, a principal tensão nas relações com Trump e a sua administração não virá do Kosovo ou Rússiamas das relações com a China”, conclui.
Editado por: Aingeal Flanagan
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
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13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
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12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
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Economia e Negócios22 horas agoRelatório de Investimento Global em Tecnologia da GWM: Foco na Inovação de Ponta em Energias Novas Inteligentes
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