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POLÍTICA

A queda de braço entre a PF e o advogado de Bolson…

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Marcela Mattos

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A Polícia Federal recusou, em outubro deste ano, o pedido de renovação do porte de arma de Fabio Wajngarten, advogado e ex-ministro da Secretaria de Comunicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Wajngarten, ao pedir a prorrogação do registro, autorizado há cinco anos, argumentou que precisaria manter o porte do equipamento para a defesa de sua integridade física. Ele sustentou que exerce uma atividade profissional de risco e apresentou boletins de ocorrência de tentativas de assalto no condomínio onde mora.

A negativa do pedido foi justificada pela corporação sob o argumento de que a condição de empresário e advogado “não se trata, em tese, de atividades profissionais de risco” e que “não há comprovação ou indícios de que existam ameaças de maneira concreta, pessoal, atual ou iminente”. Dessa maneira, sentenciou a corporação, não estaria comprovada “a efetiva necessidade para o porte de arma de fogo”.

A recusa provocou a revolta do assessor do ex-presidente. Em um périplo em Brasília, Wajngarten apelou até mesmo para a cúpula do Ministério da Justiça para conseguir o aval ao registro.

Ele buscou o ministro Ricardo Lewandowski e o Secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, e sustentou que preenche todos os requisitos para seguir com o porte de armas. Pelo jeito, nem isso sensibilizou a Polícia Federal. O pedido foi recusado pela Superintendência Regional da PF em São Paulo.

Um projeto de lei apresentado no Senado autoriza advogados inscritos na OAB a ter porte de arma de fogo para defesa pessoal. De acordo com o texto, os interessados deverão ter habilitação técnica, aptidão psicológica e idoneidade. Autor da proposta, o senador suplente Castellar Neto (PP-MG) justifica que o objetivo é garantir que os advogados possam exercer suas atividades com segurança, especialmente nas áreas que colocam o profissional em situações de risco. Projeto semelhante também tramita na Câmara dos Deputados.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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