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A questão da interferência eleitoral nos EUA diz-nos o seguinte: a bússola política de Starmer precisa urgentemente de ser reiniciada | Chaleira Martin
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2 anos atrásem
Martin Kettle
GOrdon Brown trouxe sua bússola moral ao primeiro-ministro. Boris Johnson, notoriamente, não o fez. Sob Keir Starmerhá mais uma vez uma bússola moral em Downing Street. Mas algo mais desapareceu. Demasiadas vezes, o Partido Trabalhista parece agora não ter uma bússola moral, mas sim uma bússola política plenamente funcional. Nunca precisou tanto de um como hoje.
A história recente sugere que a bússola política de qualquer governo é uma personificação poderosa do seu instinto de sobrevivência. A bússola aborda os perigos, bem como as atrações, de um curso de ação. Reconhece que a forma como uma ação será retratada é uma realidade tão poderosa quanto a intenção por trás dela. Prioriza aderência, velocidade e talento proativo, bem como disciplina sobre prioridades.
A evidência mais recente de que a bússola política do Partido Trabalhista se perdeu está na desnecessária e exagerada polêmica sobre seu papel nas eleições dos EUA. Aqui, mais uma vez, o Partido Trabalhista permitiu que as suas acções fossem definidas pelos seus críticos. Como tal, enquadra-se num padrão: a incapacidade de detectar o perigo nas revelações dos brindes para ministros; a emaranhada ascensão e queda de Sue Gray; o abate peremptório dos pagamentos de combustível de Inverno. Com uma boa bússola política, tudo isto poderia ter sido evitado.
A disputa eleitoral nos EUA mostra quão facilmente uma pequena confusão pode tornar-se num desafio desnecessariamente prejudicial. Kamala Harris e Donald Trump já conduzem leviatãs de campanha extremamente bem financiados. Eles não precisam da ajuda do Partido Trabalhista. Mas um formal Trabalho a intervenção também seria tola, potencialmente embaraçosa para Harris e um presente de propaganda para Trump. Ninguém na cadeia de comando trabalhista parece ter percebido os perigos. Onde estava a perspicácia política do Partido Trabalhista quando era necessária?
Não está claro se os activistas trabalhistas de Harris receberam aconselhamento jurídico prévio sobre as regras sobre o envolvimento estrangeiro nas eleições dos EUA. Os trabalhistas dizem que os voluntários não foram pagos ou apoiados de outras formas. O A campanha de Trump alega que eles podem ter. O comentário agora retirado no LinkedIn pela chefe de operações do Partido Trabalhista, Sofia Patel, de que “vamos resolver a sua habitação” poderia implicar algum subsídio partidário. O fato de Patel ser um funcionário trabalhista em tempo integral também poderia ser interpretado como envolvimento direto do Partido Trabalhista.
Mas aqui está o ponto. Onde estavam as antenas políticas do Partido Trabalhista em tudo isto? Nas últimas semanas, talvez como alguns de vocês, fui bombardeado com e-mails dos EUA pedindo-me para doar para a campanha de Harris. E, sim, parte de mim quer fazer isso. Mas, como cidadão estrangeiro, eu estaria cometendo um crime federal ao doar, e a campanha de Harris estaria fazendo o mesmo ao aceitar uma doação. Então torço do lado de fora e sigo as regras.
Seria surpreendente se ninguém no Partido Trabalhista parasse para se fazer perguntas semelhantes. Mas eles deveriam ter feito isso. Isso porque a responsabilidade do Partido Trabalhista vai além de não infringir nenhuma lei. Estende-se às relações do primeiro-ministro, do partido e do país com Trump, caso ele seja eleito no próximo mês. É aqui, em particular, que um constrangimento deveria ter sido escrupulosamente evitado.
Muitos leitores ficarão surpresos com tudo isso. Eles vão dizer Campanha de Nigel Farage nos EUA é muito maior, mas recebe muito menos escrutínio. Ou que a imprensa de direita pretende desacreditar tudo o que o Partido Trabalhista faz. Ou que nada que os Trabalhistas possam fazer é remotamente tão perigoso como a interferência russa ou chinesa nas eleições ocidentais.
Eles poderiam ir mais longe, dizendo que todos os partidos do Reino Unido se envolvem um pouco na política dos EUA, como disse o ex-ministro conservador Robert Buckland reconheceupor isso é errado destacar o Trabalhismo. Ou que é útil para os profissionais políticos obterem uma visão mais próxima das mais recentes técnicas de campanha noutros países. Talvez, acima de tudo, dirão que a derrota de Donald Trump é tão importante que também deve ser da nossa conta.
Alguns também apontarão que esta linha é uma manobra de gato morto clássica. Jogue um gato morto na mesa e todos começarão a ficar obcecados com a nova distração, e não com algo realmente importante. Na quarta-feira, o secretário do Meio Ambiente, Steve Reed, compareceu ao programa Today da Radio 4 com a intenção de falar sobre o estado caótico da indústria da água, mas teve que falar primeiro sobre o Partido Trabalhista e Trump. A substância foi expulsa pela marginalia.
Há alguma verdade em todas essas objeções. Mas todos eles perdem o principal. A questão é que o Partido Trabalhista está no governo. O Reino Unido e os EUA são aliados. Os aliados não mexem nas eleições uns dos outros. Se o fizessem, os eleitores ficariam zangados, com razão. Imagine a indignação aqui se um megalomaníaco rico oferecesse aos eleitores do Reino Unido o tipo de recompensas que Elon Musk está actualmente a implementar na Pensilvânia e noutros estados indecisos. Isso poderia acontecer, e o governo do Reino Unido deveria analisar a legislação relevante para garantir que isso não acontecesse.
Envolver-se em qualquer eleição estrangeira coloca o interesse nacional em risco. Governos sensatos com um forte sentido de autopreservação não mexem com isso. O Partido Trabalhista tentou, com razão, construir uma relacionamento com Trumpcomo qualquer governo do Reino Unido sempre faria. Pode não funcionar – e provavelmente não funcionará – mas o interesse nacional exige que tentem. Tropeçar numa discussão sobre alguns voluntários trabalhistas é apenas má política, embora a maioria dos cidadãos do Reino Unido queira que Trump perca. O trabalho não deveria ter feito isso.
É difícil contestar, em princípio, que os activistas trabalhistas, mesmo os funcionários, com interesse na política dos EUA, deveriam poder voluntariar-se e aprender durante a campanha. Com ou sem razão, muitos trabalhistas estão sempre dispostos a participar numa campanha do Partido Democrata. Da mesma forma, alguns Conservadores estão ligados aos Republicanos.
Você pode, mesmo assim, criticar isso por ser muito sonhador e ingênuo. Há um toque de inveja da Ala Oeste na jornada de fãs que os políticos do Reino Unido fazem através do Atlântico a cada quatro anos. No entanto, quanto mais tempo eu trabalhei nos EUA, o que fiz durante quatro anos, mais claro fiquei de que quanto mais se sabe sobre a política dos EUA, mais estrangeiro ela parece. Os países europeus oferecem tantas lições práticas. Mas a política alemã ou a política irlandesa não são glamorosas.
No final, a disputa sobre o envolvimento eleitoral nos EUA, juntamente com as outras que a precederam, estão a dizer aos Trabalhistas algo que ainda requer medidas correctivas. Dado o quão óbvio foi durante tanto tempo que o Partido Trabalhista venceria em 2024, provou-se notavelmente mal preparado para o governo. Isto precisa ser resolvido antes que ocorra o próximo tropeço evitável.
Starmer corre agora o risco de se deixar definir no longo prazo por tropeços em questões de curto prazo que considera marginais. Este pode muito bem ser um resultado injusto, mas é uma possibilidade real. Ele não pode pagar muito mais. Uma bússola política estaria lhe dizendo isso. Tudo agora depende de confiarmos infalivelmente na bússola sobre o orçamento da próxima semana. Será um teste decisivo.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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