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A reação do deputado Gustavo Gayer após ser alvo d…

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Gustavo Maia

O deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) divulgou um vídeo em sua conta no Instagram depois de ser alvo de mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e cumprido pela Polícia Federal nesta sexta-feira, na sua casa, em Goiânia.

Na gravação, publicada pouco depois das 8h, o parlamentar diz acordou às 6 da manhã com sua porta “sendo esmurrada” pela PF e que não sabe do que está sendo acusado, já que o inquérito é sigiloso e foi aberto no mês passado.

Segundo a corporação, a operação foi deflagrada para desarticular uma associação criminosa voltada para desvio de recursos públicos da cota parlamentar, além de falsificação de documentos para a criação de uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público.

Ele também destacou que a operação ocorreu dois dias antes do segundo turno das eleições municipais, e afirmou que Moraes “claramente” estaria tentando prejudicar seu candidato à Prefeitura de Goiânia, Fred Rodrigues (PL).

O parlamentar fez diversas críticas ao ministro do STF, a quem chamou de “ditador” e disse ter vergonha dos senadores “que poderiam estar lutando para acabar com essa ditadura e optam por não fazer nada, por fingir que isso não está acontecendo” — em alusão ao possível impeachment de Moraes.

Leia a seguir a íntegra da fala de Gayer:

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“Hoje, dia 25 de novembro, dois dias antes das eleições do segundo turno, segundo turno do qual meu grupo, meu candidato participa em Goiânia, eu acordo às seis horas da manhã com a minha porta sendo esmurrada pela Polícia Federal.

Hoje eu sofri busca e apreensão da Polícia Federal a mando do Alexandre de Moraes. Um inquérito sigiloso. O que eu sei até agora é que esse inquérito foi aberto no mês passado, no dia 24 de setembro, tá aqui, ó, [mostrando um documento] não dá pra saber nada, não pra ter nenhuma informação sobre o que se trata.

Eu sei que alguns assessores meus também receberam a busca e apreensão. Um deles, inclusive, é o que trabalha com rede social, fazendo card e vídeo.

Esse é o Brasil que a gente vive, gente, esse é o Brasil que a gente tá vivendo agora. Eu chamei meu advogado, ele tá aqui agora, mas é surreal o que está acontecendo. Não posso, não consigo saber por que que eu sofri busca e apreensão. Assessores meus recebendo busca e apreensão… E onde que isso vai parar? Onde que isso vai parar? Vieram na minha casa, levaram meu celular, levaram HD, meu SD.

Essa democracia relativa tá custando caro para o nosso país, viu? Alexandre de Moraes determinou essa busca e apreensão agora, só fala o que é que é que tem levar, no documento aqui não fala o porquê que eu tô sofrendo busca e apreensão numa sexta-feira, sendo que a eleição é no domingo. Claramente tentando prejudicar o meu candidato, Fred Rodrigues, aqui em Goiânia.

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O inquérito é físico. Então mesmo que meus advogados queiram entrar agora para saber do que se trata, não vão saber. Vai ter que fazer o pedido para entrar, para ser autorizado, ser deferido, e depois o Alexandre de Moraes tem que liberar, aí eles têm que ir lá em Brasília, porque é físico, é um papel, não é um inquérito digital, que dá pra acessar. É físico. Então ele tem que ir lá em Brasília fazer cópia do inquérito pra gente poder saber do que é que eu estou sendo acusado, qual é o crime tão grave que eu cometi para receber busca e apreensão na minha casa seis horas da manhã.

Então, assim, eu falei para a Polícia Federal que estava aqui: eu não tô acreditando que essa corporação que a gente tanto admirou, que a gente tanto tentou proteger, hoje viraram jagunços de um ditador. Sinceramente, esse é um momento que a gente começa a perder esperança mesmo. Busca e apreensão na minha casa, eu que nunca fiz nada de errado, nunca cometi nenhum crime, tô sendo tratado como um criminoso pela nossa Polícia Federal e pelo Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes, eu não sei se o senhor já percebeu, mas quando o senhor manda fazer uma busca e apreensão na casa de alguém, essa pessoa é como se recebesse naquele momento o carimbo de honesto, como se naquele momento ela estivesse recebendo o carimbo de que é uma pessoa idônea, honesta, que luta pela democracia, que luta pra libertar o Brasil. Então eu não me envergonho de ter recebido a Polícia Federal na minha casa hoje, mas eu me envergonho das pessoas, senadores, que poderiam estar lutando para acabar com essa ditadura e optam por não fazer nada, por fingir que isso não está acontecendo.

Vamos ver qual que vai ser a narrativa que eles vão criar, qual que vai ser a desculpa, porque eu não sei, mas eu tenho certeza que vai vazar na imprensa. Qual o motivo que eles inventaram, qual foi a acrobacia jurídica que eles inventaram pra na sexta-feira, antes da eleição do domingo, mandarem a Polícia Federal aqui na minha casa, às seis horas da manhã. Nunca pensei que eu fosse passar por uma coisa dessa. Mas a gente tá vendo a quantidade de pessoas inocentes hoje no nosso país que estão sendo perseguidas, presas, humilhadas, torturadas… Até quando? Quantos mais deputados, senadores serão tratados desta forma até que algo seja feito? Pois eu vou continuar lutando, não importa que eu seja preso, cassado, assassinado, eu vou continuar lutando, porque quem vai continuar morando nesse país depois que eu for embora são os nossos filhos, então a gente não pode desistir.

Orem por mim, orem pela minha família, mas, o mais importante, orem pelo nosso país. Mais do que nunca, o Brasil precisa de muita oração, porque isso que está acontecendo é simplesmente surreal. Um abraço, fiquem com Deus, tenham um excelente final de semana.”



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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