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POLÍTICA

A resposta do governo Lula à suspeita de omissão e…

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A resposta do governo Lula à suspeita de omissão e...

Ricardo Chapola

Alvo de um inquérito que investiga suposta omissão de autoridades no caso de racismo praticado no início do mês contra dois jogadores do Palmeiras, o governo federal enviou ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio um ofício com as providências que já foram adotadas e que ainda pretende adotar para combater à discriminação racial no futebol.

Dentre as medidas, os ministros André Fufuca (Esportes) e Anielle Franco (Igualdade Racial) informaram que as pastas firmaram acordos de cooperação, sugeriram mudanças na legislação e anunciaram que pretendem promover discussões sobre o assunto com os jogadores Vinicius Jr e Luiz Henrique, que recentemente também sofreram ataques racistas.

O inquérito foi aberto pelo MPF no dia 19 de março, motivado por uma representação de uma entidade ligada à causa racial. A procuradoria sustenta que é preciso apurar a atuação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da União nas respostas ao episódio contra os atletas do Palmeiras, apontadas pelo MPF como insuficientes.

No despacho que oficializou o início da apuração, os procuradores citam “ações meramente superficiais e pouco concretas” que se refletem apenas em notas oficiais, postagens em redes sociais em datas comemorativas e uso de faixas com mensagens na entrada em campo.

No documento encaminhado ao MPF, os ministérios comunicaram que o governo vai incentivar o uso de tecnologias de reconhecimento racial e biométrico no acesso dos torcedores nos estádios e tem trabalhado para a implementação de “ações de conscientização, formação e monitoramento da discriminação racial no ambiente esportivo”.

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Citaram que a União enviou representantes para o Paraguai para uma reunião com o presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). O encontro resultou na criação de um grupo de trabalho para desenvolver estratégias para erradicar o racismo no esporte.

O Ministério do Esporte ressaltou ainda ter apresentado à Casa Civil uma proposta de alteração da Lei Geral do Esporte. A mudança prevê a criação de condicionantes para que entidades esportivas, como a CBF, tenham acesso a recursos federais. O governo também se comprometeu a realizar novas campanhas publicitárias.

Procurados por VEJA, Fufuca e Anielle negaram omissão no combate ao racismo. “O ministério seguirá atuando intensamente para fazer com que a agenda pela igualdade racial seja compreendida como missão do governo”, destacou a ministra da Igualdade Racial. “Entendo que devemos dar exemplo e assumir protagonismo. Não basta apenas condenar os atos racistas, é fundamental agir com firmeza e promover mudanças concretas”, reconhece o ministro do Esporte.

O Ministério Público ainda não está convencido. “Vamos manter o inquérito. A partir do que foi discutido, iremos abrir uma consulta pública para que a sociedade traga outras propostas, dado que reconhecemos a insuficiência das medidas colocadas em prática até agora”, afirmou o procurador Júlio José Araújo Junior, que conduz a investigação.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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