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A revolução da bela velhice: projetos de vida e a busca da felicidade – 12/11/2024 – Mirian Goldenberg

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No dia 2 de novembro, participei do Congresso de Felicidade, em Curitiba. O título da minha palestra foi “A revolução da bela velhice: projetos de vida e a busca da felicidade”. Falei durante quase uma hora para um público de mais de 2 mil pessoas. Contei que a minha primeira pesquisa sobre felicidade foi a minha dissertação de mestrado sobre satisfação profissional, defendida na PUC-Rio em 1980. São mais de 45 anos realizando pesquisas sobre dois temas que se tornaram uma verdadeira obsessão: felicidade e liberdade.

Quando faltavam dez minutos para concluir a palestra, contei que quase morri no dia 17 de novembro de 2023 em um incêndio no meu prédio. O bombeiro que me salvou disse que eu tinha 30 segundos para pegar o que eu precisasse no meu apartamento. Peguei uma bolsa de plástico e coloquei nela um caderno, canetas gel, meu celular e meus óculos. Mais nada. Não peguei documentos, dinheiro, joias, roupas… Só um caderno e canetas (que poderia comprar em qualquer papelaria), o celular (sem carregador) e meus óculos (tenho seis graus de miopia). Um detalhe: eu estava com a roupa que uso para caminhar na praia (sandália Havaianas, shorts e camiseta do Carnaval de 2020).

Meu prédio foi interditado e passei um bom tempo em uma casinha de praia do meu cunhado. Lá, escrevi com as minhas lágrimas, meu novo livro.

A semente do livro brotou no dia em que me tornei professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 08 de maio de 2015. Escrevi um memorial de 60 páginas para a minha progressão, refletindo sobre a minha trajetória, desde a libertação da violência familiar, aos 16 anos, até me tornar professora titular. Escrevi sobre meus medos, inseguranças e vergonhas e, também, como superei os obstáculos, as dificuldades e os desafios que enfrentei durante a vida. Também escrevi sobre a sensação de ser um “peixe fora d´água” em um oceano repleto de tubarões perigosos.

Cada pesquisa que realizei, desde A Outra: um estudo antropológico sobre a identidade da amante do homem casado até A invenção de uma bela velhice, está profundamente conectada com minhas angústias existenciais: a infidelidade masculina e feminina; a revolução de Leila Diniz; a invisibilidade das mulheres; a dor e delícia de envelhecer em uma cultura em que “o corpo é um capital”; a “bela velhice”; as “velhas sem vergonhas” e outras.

Depois de quase morrer no incêndio, nos meses em que estive fora da minha casa, resolvi transformar meu memorial em um livro. Confessei que quando alguém me pergunta “Por que você escreve? Você escreve para quem?”, não sei como responder. Escrevo para todo mundo, mas, na verdade, escrevo só para mim mesma. Não sei explicar por que escrevo. Seria como tentar justificar por que respiro e por que quero continuar viva. Só sei pensar se escrevo. Só sei sentir se escrevo. Só sei viver se escrevo.

Não escrevo para me curar, pois não acredito em cura de uma dor tão dilacerante; escrevo para me sentir menos só e desamparada. Talvez seja este o motivo da minha escrita compulsiva: cuidar, amar e abraçar a menininha invisível para que ela consiga sobreviver em um mundo de violência e miséria afetiva.

Terminei a palestra em Curitiba com uma pergunta: Será que é preciso sobreviver a uma tragédia para descobrir o que realmente dá significado às nossas vidas?


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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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