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POLÍTICA

A simbologia e os recados de uma foto sobre a refo…

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Laryssa Borges

O ministro da Justiça Ricardo Lewandowski pouco se destacava entre as mais de 40 autoridades convocadas para posar para a foto da primeira reunião ministerial de 2025, na segunda-feira, quando recebeu um pedido: deixar a extrema esquerda do quadro, onde se posicionavam líderes governistas no Congresso e o ex-chanceler Celso Amorim, e se colocar próximo ao presidente.

Na simbologia da política, pelo que o cargo representa, ao ministro da Justiça usualmente seria reservada uma posição de destaque no enquadramento oficial, mas interlocutores do Executivo viram na deferência algo a mais: um sinal de prestígio em meio a pressões de partidos do Centrão para que, na iminente reforma do primeiro escalão, ex-juiz do Supremo Tribunal Federal perca o cargo.

Coincidência ou torcida, a ministra da Saúde Nísia Trindade, também com a cabeça a prêmio em uma eventual dança de cadeiras, posou para a fotografia ao lado de Lewandowski e ainda mais próxima de Lula – apenas Rui Costa, chefe da Casa Civil e braço direito do presidente, a separava do mandatário. Como mostrou VEJA, a prioridade mais imediata do novo ministro da Secretaria de Comunicação Sidônio Palmeira tem como foco a pasta de Nísia e envolve campanhas e informativos sobre o combate à dengue.

Imexível? O que segura Ricardo Lewandowski no governo

Estreante em cargos executivos, como chefe da Justiça Ricardo Lewandowski se deu como prioridade colocar de pé um plano eficaz de segurança pública, tema que aparece entre as primeiras preocupações do eleitor. O ministro comprou briga com governadores ao apresentar uma proposta de emenda constitucional que impunha diretrizes nacionais para políticas de combate à violência e apanhou de adversários ao defender o uso preferencial de armas não letais em abordagens policiais. Ainda assim, não são poucos os integrantes do governo que consideram o ministro indemissível, em boa parte por um enorme senso de gratidão de Lula, a quem conhece há décadas.

Antes de ocupar a pasta da Justiça, Lewandowski foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por 17 anos e foi responsável, por exemplo, por antagonizar com Joaquim Barbosa no julgamento do escândalo do mensalão, avalizar a interpretação jurídica que permitiu à ex-presidente Dilma Rousseff não ser punida com a inelegibilidade no processo de impeachment e, mais recentemente, autorizar que a defesa de Lula tivesse acesso a mensagens hackeadas da Lava-Jato que, tempos depois, sedimentariam o retorno do presidente à vida pública.

Por ora, a gratidão de Lula – e de certa forma o cordão de isolamento de integrantes do governo contra o assédio de partidos do Centrão – ainda mantêm firme o ex-juiz do STF no posto.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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