NOSSAS REDES

ACRE

A Suprema Corte dos EUA concorda em ouvir o desafio do TikTok à proibição iminente | Notícias de mídia social

PUBLICADO

em

Washington, DC – A Suprema Corte dos Estados Unidos concordou em ouvir A oferta do TikTok para bloquear uma lei que proibiria ou obrigaria a venda da plataforma de vídeo através dos seus links para a China.

Os principais juízes sinalizaram na quarta-feira que estão dispostos a reconsiderar uma decisão de um tribunal de primeira instância que confirmou a lei, mas não chegaram a emitir uma liminar para suspender imediatamente o esforço do governo dos EUA para bloquear o TikTok.

A Suprema Corte ouvirá as alegações orais do caso em 10 de janeiro, nove dias antes do prazo final do governo para impor a proibição.

O presidente dos EUA, Joe Biden, aprovou a lei, apelidada de Lei de Aplicações Controladas por Adversários Estrangeirosem abril, após anos de preocupações proclamadas de que o popular aplicativo de mídia social pudesse ser usado para roubar dados dos americanos e manipular a opinião pública.

O cerne do caso é determinar se a proibição do TikTok é uma violação dos direitos de liberdade de expressão concedidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O governo argumenta que a proibição se enquadra em regulamentações legítimas de empresas estrangeiras.

TikTok é propriedade da empresa de tecnologia chinesa ByteDance.

“As partes são orientadas a informar e argumentar a seguinte questão: se a Lei de Proteção dos Americanos contra Aplicações Controladas de Adversários Estrangeiros, conforme aplicada aos peticionários, viola a Primeira Emenda”, disse a Suprema Corte na quarta-feira.

TikTok, que diz ter 170 milhões mensais Usuários dos EUAchamou a lei num processo apresentado ao Supremo Tribunal de uma “restrição de expressão massiva e sem precedentes”, invocando a tomada de posse do presidente eleito Donald Trump em 20 de janeiro.

“A lei fechará uma das plataformas de discurso mais populares da América um dia antes da posse presidencial”, escreveram os advogados de TikTok.

“Isso, por sua vez, silenciará o discurso dos candidatos e de muitos americanos que usam a plataforma para se comunicar sobre política, comércio, artes e outros assuntos de interesse público.”

O ‘ponto quente’ de Trump

Trump disse anteriormente que tem um “ponto caloroso” para o TikTok e se encontrou com seu CEO, Shou Chew, na segunda-feira.

A TikTok observou na sua petição ao Supremo Tribunal que o governo dos EUA apenas levantou o potencial de violações de dados e manipulação de conteúdos sem provar que estas preocupações se materializaram.

Os advogados da plataforma disseram que a proibição é motivada “pelo conteúdo postado pelos usuários do TikTok e pelas supostas escolhas editoriais da TikTok Inc.

Alguns políticos dos EUA acusaram o TikTok de promover conteúdo pró-Palestina e espalhar o antissemitismo – alegações que a plataforma negou categoricamente.

Um painel de juízes num tribunal de recurso apoiou anteriormente o argumento do governo de que o esforço contra a plataforma não visa restringir a liberdade de expressão.

“A Primeira Emenda existe para proteger a liberdade de expressão nos Estados Unidos”, disse o juízes escreveram.

“Aqui o governo agiu apenas para proteger essa liberdade de uma nação adversária estrangeira e para limitar a capacidade desse adversário de recolher dados sobre pessoas nos Estados Unidos.”

O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, saudou essa decisão.

“A decisão de hoje é um passo importante para impedir que o governo chinês use o TikTok como arma para coletar informações confidenciais sobre milhões de americanos, para manipular secretamente o conteúdo entregue ao público americano e para minar nossa segurança nacional”, disse ele em um comunicado.

A Suprema Corte é o mais alto nível de recurso no sistema judicial dos EUA. Quando aborda um caso, sinaliza que este é de significativa importância nacional e que merece ser ouvido na cúpula do Judiciário.

Portanto, embora a ordem da Suprema Corte não signifique que o TikTok irá derrotar a proibição, a decisão mantém vivo o desafio. Se os juízes tivessem rejeitado o caso, o litígio teria terminado com a decisão do tribunal de primeira instância.

O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, apresentou um documento em apoio à lei na quarta-feira, retratando o processo como uma tática de adiamento do TikTok para ganhar tempo até que Trump se torne presidente.

“Este é um litígio padrão no final de uma administração, com um peticionário esperando que a próxima administração suspenda a execução”, escreveu ele.

“Este Tribunal não deveria permitir que isso viesse de adversários estrangeiros, nem de criminosos empedernidos.”

A luta legal pelo TikTok ocorre em meio à intensificação da competição entre o EUA e China.

O governo federal dos EUA e diversos estados e empresas já baniram o aplicativo de seus dispositivos oficiais.

No início desta semana, a União Americana pelas Liberdades Civis, a Electronic Frontier Foundation e o Knight First Emenda Institute da Universidade de Columbia apresentaram uma moção apoiando o caso do TikTok.

Eles chamaram a proibição de “uma forma flagrante de discriminação de conteúdo”, citando as advertências publicamente expressas por políticos dos EUA sobre o conteúdo político na plataforma.

“Pelo menos 20 outros legisladores justificaram o seu apoio às disposições da lei em termos de conteúdo e pontos de vista, citando riscos que vão desde a proliferação da propaganda chinesa, à partilha de conteúdos prejudiciais a menores, à alegada supressão de campanhas pró-Ucrânia e opiniões pró-Israel”, escreveram os grupos.



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS