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A tundra do Ártico agora emite mais CO₂ do que absorve

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No Alasca, cerca de 85% da terra está sob permafrost, solo que está permanentemente congelado e derretendo em ritmo acelerado. Aqui, uma área de tundra perto de Kivalina, 17 de setembro de 2019.

O Ártico, sentinela das alterações climáticas, está a mudar cada vez mais rapidamente devido às atividades humanas. A tundra ártica agora emite mais dióxido de carbono (CO2) do que armazena, devido ao aumento das temperaturas e aos incêndios. Ela saiu de um coletor de CO2o que foi durante milénios, a uma fonte, embora continue a ser uma fonte de metano, um gás com efeito de estufa muito poderoso, alerta a Agência Americana de Observação Oceânica e Atmosférica (NOAA). no seu relatório de referência sobre a regiãopublicado na terça-feira, 10 de dezembro e escrito por 97 cientistas. O suficiente para amplificar ainda mais a crise climática, num círculo vicioso.

O Pólo Norte está a aquecer entre duas e quatro vezes mais rápido que o resto do globo. A causa é um fenômeno chamado “amplificação ártica”: à medida que derrete, o gelo e a neve altamente refletivos são substituídos pelo oceano ou vegetação mais escuros, que absorvem mais raios solares, aumentando a temperatura. O ano de 2024 será o segundo mais quente já registado na região desde 1900, e os últimos nove anos são os mais quentes já registados.

Embora o aumento das temperaturas estimule a produtividade e o crescimento das plantas, que absorvem dióxido de carbono, também provoca o descongelamento do permafrost, solo permanentemente congelado. “Sob o efeito do aquecimento, os microrganismos contidos nesses solos decompõem mais matéria orgânica, que libera CO2 e metano »explica Gerhard Krinner, climatologista do Instituto de Geociências Ambientais. Uma ameaça, pois o permafrost terrestre contém o dobro da quantidade de CO2 presente na atmosfera e triplicar o que foi emitido pelas atividades humanas desde 1850.

Impacto dos incêndios florestais

Grandes incêndios nas áreas do norte nos últimos dois anos também contribuíram para as emissões do Ártico. Em 2023, os incêndios florestais no Canadá destruirão mais que o dobro de terras do que os recordes anteriores. Ao queimar a vegetação, libertaram quase 400 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, ou cerca de 1.200 milhões de toneladas de CO.2mais do que as emissões anuais de todos os países do mundo, com exceção da China, dos Estados Unidos, da Índia e da Rússia.

Para além deste recorde, as áreas ardidas continuaram a aumentar nas regiões árticas nos últimos anos. Os incêndios também alteram as camadas isolantes do solo, acelerando o degelo a longo prazo do permafrost.

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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