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A votação começa no Chade enquanto os partidos da oposição apelam ao boicote eleitoral | Notícias Eleitorais

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Os partidos da oposição exortam os chadianos a boicotar a votação, chamando-a de uma farsa que visa consolidar o poder do partido do governo.

Começou a votação nas eleições gerais no Chade, onde o Presidente Mahamat Idriss Deby Itno tem sido retratado como um passo fundamental na transição para a democracia, mas está a ser boicotado pelos partidos da oposição do país.

Membros das forças armadas e tribos nômades do Chade foram convocados para votar no sábado por razões logísticas.

Mas a maioria da população da nação africana de cerca de 20 milhões de habitantes votará no domingo para escolher um parlamento nacional, assembleias regionais e conselhos locais. As urnas estarão abertas das 6h às 17h, horário local (05h00 às 16h00 GMT).

Reportando da capital N’Djamena na tarde de sábado, Catherine Soi da Al Jazeera disse que muitos chadianos descreveram sentir-se “indiferentes” na preparação para a votação.

“Eles dizem que não esperam ver nenhuma mudança. Dizem que acreditam que o partido no poder vai vencer, aconteça o que acontecer”, disse ela.

“Muitos deles estão apenas falando sobre… questões básicas: dizem que o custo de vida é extremamente alto. Eles estão falando sobre corrupção e nepotismo que são abundantes.”

Membros das forças de segurança do Chade votam em um quartel em Koundoul (Joris Bolomey/AFP)

Os partidos da oposição do país apelaram às pessoas para boicotarem a votação, que descreveram como uma farsa.

“Sem campanha, não há votação em 29 de dezembro. Fique em casa e peça aos outros que façam o mesmo”, disse o principal partido da oposição, os Transformers, em uma postagem no Facebook.

Ainda assim, cerca de 45 por cento das 200 mil tribos nómadas e dos 45 mil soldados do país votaram até ao meio-dia de sábado, de acordo com estimativas iniciais.

Os militares começaram a chegar cedo a uma assembleia de voto no quartel de Koundoul, perto de N’Djamena, informou a agência de notícias AFP.

“A votação está ocorrendo normalmente. Os militares estão votando livremente”, disse Ousmane Houzibe, alto funcionário da gestão eleitoral.

‘Séria preocupação’

As eleições decorrem num contexto de ataques recorrentes do grupo rebelde Boko Haram na região do Lago Chade.

Chade também recentemente terminou um acordo militar com a sua antiga potência colonial, a França, e o país tem enfrentado acusações de estar a interferir no conflito que assola o vizinho Sudão.

O governo do Presidente Deby apresentou as eleições do fim-de-semana como uma etapa fundamental na transição para um regime democrático.

O líder de 40 anos assumiu o poder em 2021 após a morte de seu pai, Idriss Deby Itnoque governou o país com mão de ferro durante três décadas.

O analista Mamadou Bodian disse que embora as eleições tenham marcado um “marco significativo”, encerrando um período de transição de três anos, são, no entanto, altamente contestadas e vistas como favorecendo o partido governante Movimento de Salvação Patriótica (MPS).

“Mesmo o órgão de gestão eleitoral é visto como dominado por indivíduos leais ao partido no poder”, disse Bodian à Al Jazeera. “E isto levanta sérias preocupações não só sobre o processo, mas também sobre a independência de todo o sistema eleitoral.”

A falta de observadores internacionais e um processo “opaco” de contagem de votos também exacerbam a desconfiança de longa data nas eleições do Chade, disse Bodian.

O boicote da oposição “reflete uma crença generalizada de que estas eleições não são livres nem justas”, acrescentou. “E isto também lança dúvidas sobre as perspectivas democráticas do Chade.”

Déby ganhou um mandato presidencial de cinco anos em Maio, após uma votação que a oposição denunciou como fraudulenta. As últimas eleições legislativas datam de 2011.



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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