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Acidente grave deixa cinco mortos e 11 feridos após colisão entre van e caminhão em estrada no AC
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4 anos atrásem
Um grave acidente envolvendo uma van e um caminhão na manhã desta quarta-feira (27) na BR-317, próximo à região do Araxá, deixou pelo cinco mortos e 11 feridos. As informações iniciais são do Corpo de Bombeiros de Xapuri que dá suporte no local. A van levava pacientes para consulta no Hospital de Amor na capital.
Três feridos foram levados ao Pronto Socorro de Rio Branco e um quarto está a caminho da unidade. Segundo o Samu, seis vítimas foram removidas do local por terceiros, mas ainda não há informação para onde foram levadas.
Vítimas encaminhadas ao PS:
- Lenilda Silva, 20 anos;
- Jean Lopes Oliveira Júnior, 31 anos (motorista da van);
- Mayane do Nascimento Mendonça, 19 anos
Das cincos vítimas fatais, quatro foram reconhecidas pelos familiares no IML. São elas:
- Leonor Leite de Souza, 42anos;
- Joana Souza da Silva, 42 anos;
- Valdeide Alves da Silva, 38 anos;
- Maria Francinete Barbosa de Souza, 50 anos.
Equipes do IML aguardam o comparecimento dos parentes da quinta vítima, identificada até o momento como Maria de Nazaré Cordeiro da Silva, de 68 anos, para o reconhecimento.
“Os pacientes já estão aqui, todos foram atendidos e estão sendo encaminhados para fazer exames e estão sendo avaliados por cirurgiões. São quatro vítimas do acidente que estão aqui no Pronto Socorro”, disse Dora Vitorino, diretora do PS.
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Porta da van ficou presa no caminhão — Foto: Arquivo/CBM-AC
Conforme o comando dos bombeiros na cidade, a van seguia de Xapuri para Rio Branco e bateu em um caminhão. O motorista do caminhão teria sofrido apenas escoriações. A Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC) informou que seriam pelo menos 16 passageiros, sendo que vários ficaram feridos.
A violência da batida foi tão grande que a van perdeu toda a lateral e a porta do veículo ficou presa ao caminhão.
“Fomos acionados. A nossa equipe está no local e, a princípio, a informação que temos é que foi uma colisão entre uma van e um caminhão. Até o momento já foram identificados cinco óbitos, segundo a informação da equipe que está no local, alguns na van, outros no meio da estrada”, informou a comandante dos bombeiros de Xapuri, tenente Laiza Mendonça.
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Condutor da van chega ao PS de Rio Branco — Foto: Reprodução
Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram enviadas ao local para atender os sobreviventes.
De acordo com o Samu, os óbitos são todos de mulheres e entre os feridos estão três mulheres e um homem. Equipes da PRF fazem o isolamento do local. As vítimas ainda não foram todas identificadas.
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Vítima de acidente na BR-317 chega no Pronto Socorro — Foto: Reprodução
Equipes do Instituto Médico Legal (IML) também foram deslocadas para o local do acidente. Por volta de 9h40, uma mulher identificada como Mayane Mendonça, de 19 anos, que foi transportada da ambulância de suporte avançado do Samu, chegou ao PS.
“Um momento de muita dificuldade não apenas para nós, mas para todas as famílias que foram alcançadas por essa tragédia. Nesse momento, a gente fica feliz em saber que ela sobreviveu. Ela procurava atendimento médico, se deslocava acompanhada da sua sogra e infelizmente aconteceu essa tragédia”, disse Consílio Oliveira, padrasto de Mayane.
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Cinco pessoas morreram no acidente — Foto: Arquivo/CBM-AC
Em seguida, o motorista da van chegou ao PS em estado de choque. Ele sofreu ferimentos leves.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) lamentou a tragédia e afirmou que todo apoio está sendo prestado às vítimas.
“A Sesacre se solidariza com os familiares e a sociedade, colocando-se à disposição para mais esclarecimentos, salientando que todo o apoio está sendo prestado, com cinco viaturas do Samu e o apoio aéreo necessário.”
Colaboraram Quésia Melo e Júnior Andrade, da Rede Amazônica Acre.
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Acidente ocorreu na BR-317 — Foto: Arquivo/CBM-AC
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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