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Com mais sete mortes, número de vítimas fatais pela Covid-19 sobe para 2017 no Acre
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O boletim da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) trouxe, nesta quarta-feira (27), 773 novos casos de Covid-19 e sete mortes pela doença. Agora são 2017 vítimas fatais pela doença e 141.924 infectados desde o início da pandemia.
Ao todo, 15 exames de RT-PCR estão à espera de análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen).
O estado tem seis pessoas internadas nos hospitais de referência, das quais quatro com resultado positivo para o novo coronavírus.
Após o aumento expressivo no número de casos, o governo determinou que a UPA do 2º Distrito de Rio Branco virasse referência para casos de Covid e Síndromes Respiratórias Agudas Graves.
Desde junho que o estado passou a registrar aumento no número de infectados. Porém, em julho, os casos começaram a disparar novamente.
Vítimas
- O paciente J. V R, de 65 anos, morador do município de Senador Guiomard, deu entrada em uma unidade hospitalar de Rio Branco no último dia 11 de julho e faleceu no dia 27. Possuía comorbidades.
- O paciente J. J. P, de 85 anos, morador do município de Plácido de Castro, deu entrada em uma unidade hospitalar de Rio Branco no dia 1 de julho deste e faleceu no dia 20. Possuía comorbidades.
- A paciente L. L. O, de 94 anos, moradora de Rio Branco, deu entrada em uma unidade hospitalar de Rio Branco no dia 10 de julho e faleceu no dia 19. Possuía comorbidades.
- A paciente L. P. D, de 69 anos, moradora de Rio Branco, faleceu em uma unidade hospitalar da capital no dia 20 de julho. Possuía comorbidades.
- O paciente S. F. C, de 66 anos, moradora do município de Brasileia, faleceu em uma unidade hospitalar de Rio Branco no dia 24 de julho.
- O paciente A. G. B, de 82 anos, moradora de Rio Branco, faleceu em uma unidade hospitalar da capital no dia 16 de julho. Possuía comorbidades.
- O paciente M. N. S, de 53 anos, moradora do município de Brasileia, deu entrada na Fundação Hospitalar, em Rio Branco, no dia 7 de julho e faleceu no dia 21. Possuía comorbidades.
Com o aumento no número de casos, vai ser exigido o comprovante de vacinação para o público na entrada do Parque de Exposições Wildy Viana durante 47ª edição da Expoacre, que ocorre entre os dias 31 de julho a 7 de agosto.
A decisão ocorre após uma reunião realizada no último dia 22 entre órgãos do governo que vão ter atuação direta na realização da festa e com o Ministério Público Estadual (MP-AC), que foi quem apresentou a proposta, acatada pela organização.
Quarta onda
Os especialistas já falam em quarta onda da doença. Inclusive, em reunião, no última dia 6, o Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 definiu a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados no Acre. O governo, então, determinou que o uso de máscara e a carteira de vacinação sejam obrigatórios em eventos e escolas do Acre.
Além da pauta relacionada ao aumento expressivo no número de novos casos de Covid no estado, o Comitê também decidiu o retorno do uso de máscaras devido o aparecimento de casos de síndromes respiratórias, infecções hospitalares e monkeypox (varíola dos macacos).
O primeiro caso de varíola dos macacos no Acre foi confirmado na segunda (25) pela Sesacre. Dos seis casos suspeitos, um foi confirmado e os outros cinco descartados.
No final de junho, a Urap Maria Barroso, no Bairro Sobral, voltou a ser a unidade de referência para atendimentos específicos para estes casos. A determinação foi da Secretaria Municipal de Saúde e, com isso, foi estendido a atendimento para segunda a sábado, no período de 7h às 18h.
Recomendação para a Expoacre e Expojuruá
O Comitê de Acompanhamento Especial da covid-19 no estado definiu, em reunião extraordinária realizada no último dia 8, as medidas de prevenção que devem ser adotadas durante a Expoacre, Expojuruá, e no âmbito das escolas da rede estadual de educação.
A reunião contou com representantes da coordenação da Expoacre 2022, Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) e representantes do Conselho Estadual de Educação.
Gripe X Covid
A infectologista Cirley Lobato diz que nesse período no Acre outro problema é que os sintomas da Covid acabam se confundindo com os de gripe, que é sazonal, com a chegada do período de seca, aumento das queimadas e, com isso, de doenças respiratórias.
“Uma coisa interessante é que não sabemos quem vai evoluir para um quadro grave, sabemos que a vacina mudou a história natural da Covid, então, os quadros estão sendo mais leves, como sintomas gripais mesmo. A questão é se você tem o vírus e não toma estas medidas de proteção, mais pessoas vão ser contaminadas e se têm mais pessoas contaminadas, aumenta a probabilidade de casos graves”, explica.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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