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Acompanhantes de autistas têm 80% de desconto nas passagens aéreas; veja como conseguir

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Esse bilhete, escrito à mão e de forma nervosa, colocado na mochila do filho, de 5 anos, salva a vida de uma mulher, vítima de violência doméstica e cárcere privado, no interior de São Paulo. Foto: Cruzeiro FM

Acompanhantes de pessoas autistas ou deficiência que precisam de ajuda durante o voo, têm direito a um desconto de pelo menos 80% nas passagens aéreas. A regra vale para voos nacionais e internacionais com origem no Brasil.

Garantida por uma norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a medida facilita o acesso dessas pessoas a viagens mais seguras e acessíveis. Para que o desconto seja concedido, a companhia aérea analisa documentos médicos que comprovem a necessidade do acompanhante.

Mas ter o diagnóstico de TEA ou diabetes não garante o direito de maneira automática. Segundo a Anac, a aplicação do desconto mínimo ocorre apenas quando os passageiros têm restrições de autonomia.

Quem pode solicitar

O benefício é voltado a passageiros com necessidades especiais que, por orientação médica, não conseguem viajar sozinhos.

Entre os casos mais comuns estão:

  • Crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA);
  • Pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial;
  • Passageiros que precisam de ajuda para se locomover, se comunicar com a tripulação ou em situações de emergência.

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Documentos exigidos

Para conseguir o desconto, o procedimento é simples, mas requer uma análise por parte das companhias aéreas.

As companhias têm critérios próprios, mas em geral, os documentos exigidos são os mesmos. Veja abaixo:

  • Laudo médico com o CID (Código Internacional de Doenças) — por exemplo, CID F84.0 para autismo;
  • Formulário MEDIF (Informações Médicas), preenchido por um profissional de saúde;
  • Documentos de identificação do passageiro e do acompanhante;
  • Solicitação feita com no mínimo 72 horas de antecedência do voo.

Passo a passo

Com o laudo em mãos, compre primeiro a passagem da pessoa com deficiência ou TEA;

Depois, envie à companhia aérea o laudo médico e o formulário MEDIF preenchido;

Aguarde a análise e a aprovação do pedido;

Se aprovado, você vai receber um código para comprar a passagem do acompanhante com o desconto.

Outros direitos

Além do desconto para o acompanhante, a legislação prevê outros benefícios.

Um deles é o abatimento de pelo menos 80% do valor do excesso da bagagem quando for usado para transportar equipamentos médicos ou objetos de apoio emocional.

Também é importante lembrar que as companhias aéreas devem se preparar para oferecer atendimento especial desde o momento da compra da passagem.

Os descontos são garantidos apenas para os acompanhantes. - Foto: Reprodução/InfoMoney Os descontos são garantidos apenas para os acompanhantes. – Foto: Reprodução/InfoMoney



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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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