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acordo de Mariana desconstrói ação no exterior e marca nova fase, diz diretoria
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O destaque da teleconferência de resultados do terceiro trimestre da Vale (VALE3) foi, como o esperado, o acordo de Mariana (MG), fechado com autoridades brasileiras nesta sexta-feira (25).
As mineradoras Vale, BHP e Samarco assinaram com autoridades um acordo definitivo que envolve um total de 170 bilhões de reais para reparação e compensação pelo rompimento de barragem em Mariana, que ocorreu em novembro de 2015.
Para a diretoria da companhia, o acerto representa uma potencial nova fase para a Vale e tem o condão de deixar para trás questionamentos sobre a tragédia. Além disso, “desconstrói o principal argumento de advogados das vítimas do rompimento da barragem em ação movida contra a BHP na Justiça de Londres”, disse nesta sexta-feira o vice-presidente Executivo de Assuntos Corporativos e Institucionais da Vale, Alexandre D’Ambrosio.
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Segundo o diretor, o argumento seria de que o Brasil não teria capacidade de resolver de forma célere e justa a questão.
“O caso aqui no Brasil desconstrói o principal argumento dos advogados no Reino Unido, que é de que esse tipo de problema não está sendo resolvido de forma séria no Brasil, e que acabou de cair por terra com esse acordo, porque ele mostra que, de fato, a resolução aqui é possível, é eficiente, é rápida e é o local correto”, afirmou, durante conferência com analistas para comentar os resultados trimestrais.
“A decisão de assinar o acordo hoje é um passo importantíssimo”, disse o presidente da Vale, Gustavo Pimenta,. “A jurisdição correta para se fazer o acordo é o Brasil, é onde a decisão deve ser discutida e tomada. Por isso, estamos muito felizes com o desfecho hoje”, reforçou o CEO.
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Pimenta também afirmou durante a conferência que “a assinatura de um acordo definitivo para a reparação integral confirma que as instituições brasileiras são sólidas, competentes e legítimas para resolver nossas questões”.
“O acordo também reforça nosso compromisso para com as pessoas, as comunidades e o meio ambiente”, adicionou.
“Temos uma maior obrigação para cumprir no curto prazo e impacto diminuíra com tempo”, diz Murilo Muller, CFO da mineradora. O executivo comentou o cronograma de obrigações de pagamentos previsto no acordo, com obrigações ao longo de 20 anos.
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Quando questionado sobre potencial impacto de novas provisões no pagamento de dividendos e, até mesmo, de dividendo extraordinários, o executivo destacou que a companhia sempre encontrou formas de navegar e que assim faria novamente. “Sempre fizemos e vamos continuar fazendo”, afirmou Pimenta.
Sem duplicidade de indenizações
A Vale e a BHP tem um acordo que prevê uma divisão igual entre elas dos custo de quaisquer danos relacionados aos processos no Reino Unido sobre o rompimento da barragem da Samarco, ao mesmo tempo que negam responsabilidade por reclamações relacionadas.
O escritório Pogust Goodhead, que representa cerca de 620 mil reclamantes em Londres, estima que a indenização para as vítimas pode chegar a 36 bilhões de libras, ou 230 bilhões de reais.
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Em nota nesta sexta-feira, o escritório afirmou que o acordo mostra que as mineradoras finalmente decidiram reagir à pressão da opinião pública e do julgamento na Inglaterra, mas que ainda assim, “os valores definidos estão longe de cobrir os profundos prejuízos sofridos pelas vítimas, que continuam lutando por justiça e reparações integrais”.
“A assinatura deste acordo só demonstra, portanto, a relevância da ação inglesa”, afirmou o Pogust Goodhead.
“Os tribunais ingleses foram claros ao determinar que o julgamento na Inglaterra pode prosseguir independentemente dos eventos no Brasil, apesar das repetidas tentativas da BHP de negar aos nossos reclamantes essa via para a justiça.”
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O escritório também defendeu que não haverá qualquer tipo de duplicidade de indenizações, pontuando que os seus clientes não foram incluídos nas negociações e buscam reparações integrais por uma série de danos morais e materiais que não estão contemplados no acordo no Brasil.
Foco em otimização e flexibilidade
Pelo aspecto operacional, a otimização de portfólio foi citada como um dos focos da mineradora daqui para frente. “Temos agido muito no portfólio de produtos e nossa ideia é ter um portfólio flexível, que a gente consiga ajustar para otimizar o valor”, diz Rogério Nogueira, atualmente como vice presidente de Soluções em Minério de Ferro.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, citou a necessidade de busca de desempenho com cultura de segurança e performance, destacando a busca pela capacidade de forma criativa para o minério de ferro. “A gente perdeu um pouco nossa competitividade por vários motivos, mas tenho confiança de que conseguiremos buscar agenda com afinco e tenho confiança na nossa capacidade de entregar”.
Sobre níquel, a Vale considera ainda que o minério é relevante para transição energética mas a diretoria assume que é necessário que seja construído portfólio correto para que a empresa possa navegar no segmento. “Já temos passado por algumas melhorias no custo unitário e algumas iniciativas implementadas no sentido de aumentar a produtividade já tem trazido frutos”, diz Shaun Usmar, diretor da divisão de metais básicos.
Sobre ampliação da atuação da companhia para outras frentes, o CEO afirmou que a companhia, hoje, não visa novos produtos e que estão satisfeitos com os atuais, embora sempre dispostos a analisar oportunidades.
“Estamos felizes com o portfólio que temos. Eu queria ter mais cobre do que temos, mas é um trabalho que vamos fazer. O que temos hoje são as commodities que sabemos que podemos entregar. Sempre estamos abertos mas estamos felizes com as commodities que temos e queremos crescer nelas”, afirmou o presidente da mineradora na última pergunta da teleconferência.
(com Reuters)
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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre
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20 de agosto de 2026
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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